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Capa / Bastidores e Notas - Por Aurélio Paiva / Juarez Antunes: o homem que parava a cidade

Juarez Antunes: o homem que parava a cidade

Matéria publicada em 1 de agosto de 2015, 22:20 horas

 


Ele perdeu uma eleição sindical roubada; depois disso ganhou tudo o que disputou, até sua trágica morte

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Juarez Antunes levava multidões de metalúrgicos às assembleias que realizava, na época, em Volta Redonda

Juarez Antunes levava multidões de metalúrgicos às assembleias que realizava, na época, em Volta Redonda
; (Fotos: Sindicato dos Metalúrgicos)

Greve na CSN em 1988 ficou na história do município e ajudou o  PT a eleger Luiza Erundina em São Paulo

Greve na CSN em 1988 ficou na história do município e ajudou o
PT a eleger Luiza Erundina em São Paulo

Há 31 anos, em 20 de junho de 1984, a CSN enfrentou sua primeira greve. E o Brasil passaria a conhecer seu principal personagem: José Juarez Antunes. Um operário que virou uma das principais lideranças sindicais do país, foi deputado federal, se elegeu prefeito – morrendo pouco após tomar posse. Sonhava mais alto: seu próximo passo era tentar ser governador do Estado do Rio de Janeiro.
Juarez foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos em 1983. Podia ter se elegido antes. Perdeu a eleição de 1980 porque roubaram-lhe os votos. Um grupo ficou escondido dentro do sindicato para trocar os votos das urnas. Um dos articuladores da fraude mais tarde confidenciou a este colunista: “O cara (Juarez) tinha voto para cacete. Foi uma trabalheira”.
Líder sindical de esquerda para uns, líder populista para outros, uma coisa é concreta: a sua liderança e seu carisma. Suas greves estão bem documentadas, mas falta um pouco do perfil sobre quem era Juarez. A coluna não tem a pretensão de esgotar o tema, mas pretende aqui mostrar situações que podem delinear este perfil.

Da fala mansa à voz de trovão

Juarez tinha a fala suave. Falava baixo, quando conversava. Diferentemente de quando subia no palanque, quando sua voz grave e eloquente hipnotizava a plateia das assembleias sindicais.
Mineiro, sabia onde pisava. Certa vez roubaram um carro do Sindicato dos Metalúrgicos. Este colunista, então repórter, tomava uma cerveja com Juarez no Largo Cecisa, em Volta Redonda, e indagou:
– Juarez, e o carro do sindicato?
– Pois é. Descobri que está no ferro-velho do (…) em Barra Mansa.
– E por que você não chama a polícia?
– Cê besta! O dono é bandido matador. Eu enfrento general, que tem contas a prestar. Bandido não.
De fato não tinha medo dos militares. Pelo contrário. Até por estratégia os provocava.
Em uma das greves dos anos 80 na CSN ocorreu um fato inusitado. Este jornalista conseguiu furar o bloqueio que o Exército fazia nos portões da usina e ir até às imediações do alto-forno 3, que estava parado.
O curioso é que estavam parados, a menos de 20 metros, Juarez Antunes e o comandante da operação militar (coronel Motta, se não me engano). Um olhando para o outro de lado e ninguém falava nada. A aproximação do jornalista fez os dois diminuírem a distância a uns cinco metros. O coronel comentou:
– O Juarez está doido que eu dê um chute na canela dele só para dizer que foi vítima de violência militar.
Juarez retrucou brincando:
– Pois é. O exército podia ter mandado um milico mais bravo. Esse coronel parece uma mãe.
Algumas greves depois, já em 1988, o exército mandou milicos mais bravos. Três operários morreram.

De líder carismático a homem de esquerda

Quando foi eleito, Juarez já se declarava de esquerda, mas não sabia muito bem o que era isso. Cercado de grupos das mais variadas tendências da esquerda na época, administrava bem os conflitos – geralmente impondo sua vontade.
No seu primeiro mandato, quando o entrevistei, ele deu uma declaração que arrepiou os cabelos do pessoal da esquerda: “Se esse negócio de comunismo fosse bom, na Rússia não tinha cerca”.
Mais tarde Juarez visitou a Rússia e voltou encantado com o comunismo. Dizia que, lá, os produtos já saíam da fábrica com o preço marcado, pois não havia “inflação e nem exploração”.
Esta guinada pessoal mais à esquerda deu-se principalmente depois que vieram assessorá-lo duas peças-chave na sua trajetória política: o casal Colombo Vieira e Jesse Jane.
Jessie Jane e Colombo Vieira eram militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e foram presos em 1º de julho de 1970, quando tentaram sequestrar um avião Caravelle da Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro. A operação deu errado. Foram presos. Permaneceram nove anos nas penitenciárias de Bangu e da Ilha Grande. Foram soltos graças à anistia de 1979.
Colombo era um emérito articulador político. Jesse Jane não aparecia, mas o planejamento e o trabalho de inteligência passavam por ela. A entrada de um novo grupo político no processo começou a rachar a diretoria. Juarez iniciou o expurgo: expulsava quem discordasse da sua linha de pensamento. Fazia-o muitas vezes nas lotadas assembleias. Jogava a turba contra os dissidentes, seus ex-aliados.
Nos palanques, continuava encantando as multidões.

A hegemonia e a entrada na política

Originalmente vindo do PT, Juarez foi para o PDT de Leonel Brizola. Desenhava ali que desejava a carreira política. De greve em greve, foi se fortalecendo e se elegeu deputado constituinte. Apoiou Marino Clinger, que se elegeu prefeito em 1985.
Em 1988 decidiu se candidatar a prefeito.
Havia um problema: o concorrente Nelson Gonçalves Filho vinha a galope. Embora uma pesquisa mais antiga desse pequena vantagem a Juarez, as pesquisas internas mais atuais à época próxima da eleição apontavam para a vitória de Nelson. A campanha salarial em junho não havia tido a esperada mobilização. Chegava novembro, eleições no dia 15: era preciso criar um fato novo.
Era preciso mais uma greve.

Indo para o tudo ou nada

Para justificar uma nova greve havia um argumento sólido: semanas antes, em 5 de outubro, a nova Constituição do Brasil havia sido promulgada. Nela se previa a jornada com turno de 6 horas. Passara-se um mês e a maior parte das empresas não sabia se a aplicação era automática.
Um detalhe é que antes da greve já se previa que esta não seria como as outras. Dois secretários de Clinger, que apoiavam Juarez, haviam acabado de sair da reunião que decidira a nova estratégia eleitoral. Estavam apavorados. Um deles, ainda pálido, disse a este jornalista:
– Os caras vão para o tudo ou nada. Vão montar uma operação de guerra para, quando o exército chegar, enfrentá-lo. Vai dar merda.
Deu.

Truculência militar elegeu Juarez

A greve começou no dia 7 de novembro. O coronel bonzinho continuava frente às operações naquela greve. Não esperava nada mais que a rotina de militares patrulhando áreas da usina e cada um para o seu lado, como naquele encontro com Juarez da greve anterior.
Mas, em especial dentro da aciaria, uma operação de guerra estava montada. Se os militares entrassem naquele local haveria mortes para os dois lados.
Armadilhas com produtos inflamáveis e explosivos foram montadas. Redes de alta tensão conectadas em diversos pontos de passagem. Tudo indica que a coisa desandou ainda mais quando um grupo de sindicalistas virou uma caçamba de cal em um pelotão de soldados, deixando-os cobertos pelo pó branco.
Veio a truculência. No dia 9 de novembro, o coronel bonzinho foi destituído do comando. A tropa do coronel, formada por soldados da região lotados no batalhão de Barra Mansa, foi retirada do local. O novo comandante era um general, José Luis Lopes da Silva. Sua primeira ordem: substituir a munição de festim por munição real.
Esquadrões de blindados e forças especiais foram mandados para Volta Redonda. Os PMs locais também foram afastados e veio um batalhão inteiro da tropa de choque da PM. Gente preparada para a guerra, sem nenhum treinamento para conflitos deste tipo.
Na noite de 9 de novembro, como se sabe, as tropas mataram os operários Willian, Walmir e Barroso.
Foi uma comoção nacional. Uma justa revolta contra a truculência do então governo Sarney.
Seis dias depois, em 15 de novembro, Juarez Antunes foi eleito prefeito de Volta Redonda, com mais de 60% dos votos.
A revolta nacional foi tanta que elegeu até Luiza Erundina (PT) prefeita de São Paulo.
No dia 23 de novembro a greve acabou.

Posse como prefeito e morte

Juarez Antunes tomou posse como prefeito em 1º de janeiro de 1989. Tinha que devolver as chaves do seu apartamento funcional em Brasília (vinha sendo cobrado por isso pelos grandes jornais, inclusive o Jornal do Brasil). Pedia a alguns assessores para fazer a devolução e a coisa não andava. Bem ao seu estilo, decidiu ele próprio fazer o serviço.
Seu motorista estava cansado. Mas não dizia não a Juarez. Foram de carro em direção a Brasília.
Na cidade de Felixlândia (MG) o carro desgovernou e bateu em uma árvore. Juarez morreu na hora. O motorista sobreviveu.
Os sindicalistas, em especial, suspeitaram de atentado. O coitado do motorista teve a casa apedrejada. O Sindicato dos Metalúrgicos mandou o carro para a UFRJ, onde o físico José Pinguelli Rosa usou equipamentos de última geração para investigar o caso. Peças do carro foram enviadas a laboratórios na Alemanha.
Resultado do laudo: foi mesmo acidente. Não houve atentado.
Os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos jamais divulgaram o laudo. A mística de Juarez ficava melhor com a suspeita de atentado. Juarez havia morrido, mas seu legado ainda poderia gerar usufruto de muitos políticos e sindicalistas. E gerou.

Carro que levava Juarez para Brasília ficou completamente destruído

Carro que levava Juarez para Brasília ficou completamente destruído

AURÉLIO PAIVA | aurelio@diariodovale.com.br


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48 comentários

  1. Avatar

    Otima materia. No dia referido da invasao da CSN pelo exercito, eu e um amigo, na epoca os dois na faixa de 19 anos, resolvemos tentar ver o que estava acontecendo na Vila Santa Cecilia. Viemos pela rua 2, subimos pelo Rustico ate o Bairro Bela Vista e descemos pelo escadao do colegio Batista ate chegarmos a praça dos inocentes e fomos caminhando ate a praça do relogio. O que vimos foi um cenario de terror, com viaturas militares correndo de um lado para outro, explosoes, um verdadeirao caos na Vila. Vendo as materias hoje de tudo que aconteceu na epoca penso no que poderia ter acontecido se fossemos descobertos ali. São epocas que espero não retornarem nunca mais.

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    Hoje que tive tempo de ler essa materia com 8 anos lembro nitidamente do funeral do Juarez Antunes. .. Parabéns sr Aurélio. Tens caprichado nessa coluna. Leonardo. Brasília DF

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    Aurélio Paiva, vulgo the best, vc me remeteu a um passado inesquecível. Eu, uma garota de 12 anos, descia o morro do Bela Vista pra ver, ouvir, me arrepiar com esse tal de Juarez Antunes. Ele é o grande responsável por eu sair de Volta Redonda e ir pra Cinelândia, no Rio assistir aos comícios de Leonel Brizola, Roberto Freire e Lula e ter a sensação de que estava dando meu grito de “guerra” ou paz. Mandou muito bem na matéria!

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    Prezado Aurélio,
    Muito obrigada por essas matérias.
    Estou aprendendo muita da história de Volta Redonda com a sua coluna!!
    Acho que muita gente, não só eu!!
    Parabéns!!!

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    Parei de ler na parte “HAVERIAM mortes” (…). O verbo haver é impessoal. Isso quer dizer que não tem sujeito e ficará sempre no singular. “HAVERIA mortes” seria o correto. Não se trata de erro de digitação, não é? Desculpe, só habito de professor…

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    Sou totalmente contra grevistas ocuparem e cruzarem os braços nos locais de trabalho. Quer fazer greve , faça, mas cruze os braços e fique em casa! A força militar tem por obrigação desocupar prédios e terrenos invadidos por sem tetos e fábricas por grevistas. Grevistas não tem o direito de ocupar fábricas. Foi patética aquela greve de caminhoneiros que bloqueou a Dutra em BM. Caminhoneiro quer fazer greve, deixe o caminhão na garagem e fique em casa, mas não ocupe a rodovia o bem público, e não obrigue outros caminhoneiros a fazerem greve e retire o direito de ir e vir de quem não tem nada com isso. Lamento o exército não ter botado aqueles caminhoneiros para correr.

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    bonita matéria. fiz parte da greve de 1988 na época era aprendiz, nesta época cheio de sonhos e ideologia de igualdade para todos, era capaz de enfrentar todos que fosse contrário, como fiz em 1988, mas quando recuamos na época e não conseguimos mobilizar o país em uma paralisação nacional contra o método de governo, não entendi por que isso. mas vejo hoje que precisa recuar enquanto poucos lutam para esta igualdade.

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    Na Europa de 2008 até 2014 foram perdidos 62 milhões de postos de trabalho,
    ao mesmo tempo no Brasil foram gerados mais de 10 milhões. Vamos trabalhar.

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    Na Europa de 2008 até 2014 foram perdidos 62 milhões de emprego; aos mesmo tempo que no Brasil foram gerados mais de 10 milhões, puna-se quem errou; chega de terceiro turno.
    Temos potencial e condições; vamos trabalhar e deixar o país crescer.

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      Concordo plenamente, puna-se quem errou, mas com os “sem meta” não crescemos, estamos perdendo o bonde da história,,,,,,,,,,,o problema é a meta, não colocou meta e alcançou o mensalão, ai dobrou e virou petrolão,,,,,,é trágico…. precisamos punir quem errou, não sobra 1…o terceiro turno é inevitável!!!

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    Quer dizer que três inocentes morreram por causa de uma greve orquestrada com fins eleitoreiros????
    Não tinha ideia que greves podiam ser manipuladas por interesses políticos…
    Isso faz de muita gente que aderiu (e hoje ainda adere) de massa de manobra para fins de interesses completamente estranhos às causas que são levantadas como legítimas.
    Muito obrigado por essas informações.
    Vou procurar ficar mais atento daqui por diante.

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      Ignorante, meu caro………..Finalmente alguém entendeu meu ponto de vista…é duro amigo, e ainda tem gente que defende com unhas e dentes…3º turno!????!!! Essa turma trabalhou impiedosamente contra o parlamentarismo, caso esse fosse o sistema de governo, no inicio do mensalão todos estariam fora e o assunto estava equacionado…08 anos de propinoduto para manter um status de incompetentes, vide ANAC, DNIT, MEC e assim vai…..ensino superiori democrático, a unica coisa que se salvou e mesmo assim antes da Lava Jato

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    Como sempre postando ótimas materias, parabéns Aurelio !!!

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    Sou contemporâneo dos fatos apresentados. Trabalhei com o Juarez na Aciaria velha (siemens-martin). onde éramos mestres-de-forno, e quando, anos depois, deparei-me com a sua liderança em Volta Redonda, fiquei surpreso, tendo em vista que no trabalho jamais ele demonstrou tamanha capacidade. Quanto ao acidente que lhe ceifou a vida, recuso-me a acreditar que o fato tenha sido um mero acidente, mesmo porque, à época, tudo nos induzia à teoria da conspiração. Os criminosos políticos são por demais sorrateiros, não deixam vestígios e conseguem levar todos os detalhes para o crivo da normalidade. É difícil, para o cidadão comum, acreditar na “turma de cima”. Eles são perversos e da pior espécie possível. DEVEM SER, SEMPRE QUE POSSÍVEL, BANIDOS DO MEIO SOCIAL!!

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    Bom dia!
    Como sempre, excelentes matérias! Adorei ler o artigo comentado por você. Confesso que já tinha ouvido falar muito essa história e era “moleque” nessa época. É gostoso demais sentir, mesmo que indiretamente, a intimidade revelado por você no texto principalmente na parte que você comenta que estavam “tomando cerveja no largo Cecisa”. Muito legal!

    Acredito que ele seria um prefeito muito bom pra nossa cidade.

    Valeu Aurélio Paiva!!
    Abs.
    Alex Esteves.

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    Parabéns pela matéria. Eu só gostaria que ela fosse maior.
    O colunista poderia me indicar algum livro que trate sobre os assuntos abordados na matéria ?!

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    Obrigada Aurélio por esta contando a nossa históría, eu vivi e vi muita coisa pois sou de 1959, conto coisas para munha filha que vi e que meus pais contaram pra min e ela acha que estou inventando, depois de ler a matéria que você escreveu sobre como Volta Redonda nasceu ela só fala nisso e esta se sentindo importante, acho que esta acontecendo com muitos jovens a mesma reação de que nós temos história e não aparecemos do nada. Parabéns continue com suas matérias elas são importantes pra minha geração recordar e os jovens adquirir conhecimento e orgulho.

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    Caro Grande Jornalista Aurelio Paiva.

    E com grande satisfacao e orgulho, que venho, momentualmente de longe, acompanhando os historicos artigos publicados em sua coluna, de sua lavra, que em muito contribui entre a sociedade, e principalmente a juventude que passa a ter reais informacoes do passado recente de Volta Redonda e do Brasil. Digo isto porque, tambem, vivi estes momentos historicos e operacionais da existencia politica/sindical de nossa cidade e do nosso pais. E verdade que houve manobra das massas, com uso e controle de trabalhadores e movimentos sociais, pela busca desenfreada do Poder, doe-se a quem doe-se. Os registros historicos, devem ser preservados e atualizados. Defendo a criacao pelo Poder Publico de um Museo do Aco que comtemple a verdade de nossa existencia. Um grande abraco;
    CEVEIRA

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    Precisamos de pessoas que faça esta cidade andar .

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    Parabéns Aurélio Paiva! Foi preciso nas avaliações.

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    O corretor atrapalha, para não existir dúvida, estou colocando na mesma panela Juarez, Dilma e Lula, o pior de todos
    Não se esqueçam, somente podemos dividir o fruto se temos colheita,,,,,,é básico, inevitável
    Pobre povinho brasileiro,,,,,,,a culpa é do FHC

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      Você planta o “quê” mesmo?

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      Cidadão, TRABALHO honesto, sem manipulações……brincaram com a vida alheia…….defender esses caras e os métodos é defender o indefensável
      Aurélio, em que pese discordar do ponto de vista implícito, a matéria é ótima, alias com de costume..parabéns

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    quanto aos que acham que os caras daquela época eram melhores, não se esqueçam que o ex presidentende vem de lá, assim que pude cuidou das finanças particulares, cuidou do futuro da família pelas próximas 3 gerações, pobre brasileiro, iludido e ignorante!!!!

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      “… cuidou do futuro da família pelas próximas 3 gerações…”

      Interessante o trecho. Com base em quê afirma isso?

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      Mensalão, Petrolão, Derrubada do atual aliado Collor, Aliança com Maluf, Sarney…ufa, precisa de mais? Veja, Isto É, Época, Estado de São Paulo, Folha, Globo………….a culpa doi do FHC

  21. Avatar

    Aurélio, voltando
    Parabéns pelo texto, revive uma época, mas..,,,,,,época de atrasos, pobreza, charlatanismo,,,,,,,,,merecíamos algo melhor
    Juntei, político igual ao que temos hoje, bom de papo, bom de palanque, sem preparo algum…… Verdadeiros bandeirantes sem preocupação com o futuro, Culpa nossa, assim como as malas atuais!!!

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      Ferreira e os que tem todo preparo?????? Porque nunca fizeram nada só enriquecem as nossas custas, o Aurélio esta contando a história de personagens da cidade, ele não esta fazendo campanha política.

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    Aos que criticam Juarez, é preciso analisar o que foi o Sindicato dos Metalúrgicos de 1964 até 1983. O trabalhador não tinha vez. E era pior ainda para os que não eram da CSN, que ainda era uma mãe, enquanto estatal, apesar dos pesares. Patrões faziam o que queriam com os metalúrgicos, sem nenhuma intervenção do Sindicato, até que veio o Juarez e impôs respeito. Era preciso ser radical para conseguir sair da inércia, como se encontrava a categoria. Quanto à intervenção do Exército, em 1988, foi crime premeditado. E atiraram até em quem estava lá para manter alto forno com um mínimo de aquecimento e não deixar o refratário desabar, conforme acordo entre Sindicato e CSN. Ou seja, pelo menos um dos mortos não estava ali para participar da greve. Por essa e outras os militares foram grandes cabos eleitorais do PT.

  23. Avatar
    e os concursaudos da pmvr 2014

    Os trabalhadores da csn se deixam humilhar trabalhei lá quando vi que era só exploração saí simples assim, infelizmente fiz o concurso da prefeitura que achei que fosse de confiança estou esperando ser convocado a mais de um ano, fazer o que para população o prefeito e o melhor do Brasil.

  24. Avatar

    Juarez foi um grande safado….se elegeu em cima dos mortos na citada greve. CUT e PT só fuderam os trabalhadores até hoje. Como sempre o arigó defendendo estes safados……….não é atoa que são chamados de peão da CSN até hoje.

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      Peão não é o que ganha pouco e sim, os que pouco: pensam, se engajam, tem projeto de vida, propósito de construção ou até mesmo projeto de vida.

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    Ele era simplesmente o Lula e Dilma dos dias de hoje.

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    Não gostei! A matéria esta muito simplista… não chega nem perto da grandeza dos fatos ocorridos na época. E quanto a morte de Juarez, há mil maneiras de um atentado parecer um simples acidente… ainda mais pela época que tudo ocorreu! Esqueceram!?! Não descobriram nem os culpados pelo atentado a bomba no memorial 9 de novembro? Imagine se iriam investigar se o tal acidente que causou a morte de Juarez foi um atentado. Não deixaram nem o monumento em homenagem aos trabalhadores mortos ficar de pé! Na primeira madrugada após a inauguração foi tudo implodido por um atentado a bomba. Imaginem na época que tudo aconteceu… Uma cidade toda unida e mobilizada em prol de seus diretos… fato nunca ocorrido em nenhuma outra cidade do Brasil até os dias de hoje. Nunca que iriam engolir essa afronta!

    • Aurélio Paiva

      O objeto da matéria não são os já bem documentados fatos ocorridos na época. Estes são apenas o pano de fundo. O objetivo, manifestado logo no terceiro parágrafo, é ajudar a traçar o perfil de Juarez Antunes – sem a menor pretensão de esgotar o assunto. E, por fim, citar fatos que não estão nos livros e nos trabalhos acadêmico sobre os acontecimentos que acompanharam a trajetória de Juarez. Ou seja, o objetivo é de fato simplório e sem maiores pretensões do que as elencadas.

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    Bela matéria! com certeza eu estava nestas fotos.

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    E há pessoas saudosas dessa era medonha…

  29. Avatar
    Anderson Odair Gama

    nunca mais veremos tal movimento em volta Redonda !!! e o motivo ? simples junte um monte de gente vendida (sindicato) e a mudança de estrategia da empresa pois hoje a empresa só contrata gente oriunda do comercio onde não se há direitos apenas deveres dai a partir do momento que uma pessoa sai do comercio onde praticamente não se ha direitos e chega na usina com plano de saúde ,plano dental e alimentação (a ultima a cada dia que passa fica pior) ou seja o sujeito esta no céu ao contrario que acontecei-a no dos passado onde a maioria era oriunda do ETPC ou dos demais colégios aqui da cidade então se explica a mediocridade que se vive hoje na cidade

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    Aurélio salvando a mídia do Sul do Estado. Parabéns.

  31. Avatar

    Estou sempre aprendendo com sua coluna com os mais variados temas, parabéns.
    “Nós precisamos saber de nossa História”

  32. Avatar

    Que falta faz um juarez na epoca de hoje pq os trabalhadores da csn sao huminhados por causa de tanto descaso tanto faz da csn como do sindicato q nao faz nada para os trabalhadores da csn

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      Acho que não faz falta em questão a pessoa do Juarez, mas faz falta uma pessoa que consiga mobilizar os trabalhadores.Hoje quando se faz assembléia só comparece meia dúzia, o sindicato parece que é comprado.Não existe luta sindical que busque unicamente benefícios para os trabalhadores, hoje em dia é tudo partidário. Aliás pelo que li no relato do Aurelio isso já vem a longo tempo,mas antes pelo menos os trabalhadores mobilzavam.Na época da fatídica greve eu era uma criança mas me recordo da tensão que tomou conta da cidade.
      Aurélio Paiva parabéns por nos fazer recordar a nossa história, a coluna está de parabéns.

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    Fica claro pelo artigo como somos azarados e permitimos que pessoas sem preparo e equilíbrio se tornem governantes
    Perdemos tempo e oportunidades de melhorar esse país , quando um estadista de verdade, estou falando do FHC ficou na frente conseguimos sair das trevas que esses mal preparados estão nos levando de volta

  34. Avatar

    Realmente o pobre motorista estava cansado e muito cansado, ele e o sr. Juarez tinham ido a sede do jornal JB na manhã daquele dia bem cedo para que o sr. Juarez brigar (como de costume) com o jornal pela matéria da chave do apartamento que ele não tinha devolvido, só que o pobre motorista acordo bem cedo levou-o ao Rio e depois ficou aguardando ir para Brasília que o Juarez resolveu ir só atardezinha, durante o dia o motorista não dormiu ficando esperando ordem do sr. Juarez, mas o sr. Juarez sim descansou quase a tarde toda, motorista cansado da nisto mesmo acidente.

  35. Avatar

    Aurélio, semanalmente, ficamos aguardando qual o próximo tema da coluna! É sempre uma agradável surpresa, por mais paradoxal que possa parecer, após publicação e comentários. Mais uma vez, inicia-se um estudo colegiado da matéria jornalística, investigativa e de história. Temos sentido muito orgulho, por esta brilhante ideia! Colocou este diário, em posição de elevado destaque! Inclusive, com exportação de matérias e dados. Além de servir de fonte de pesquisa e aprofundamento das informações apresentadas. Algumas, com rica vivência por parte de alguns leitores. É fantástico! Mas, tudo isto não impede de ocorrer posições antagônicas, contrárias ou simplesmente críticas. Nestes casos, deve haver sempre o respeito. Em um mundo político, social e econômico globalizado, existem algumas lideranças que escolhem o caminho do populismo. Se o povo não fosse tão submisso, este maldito câncer não teria sobrevivido, inclusive desde os anos 80, início de uma nova era, com a abertura da democracia e fim do período militar. Dissertar sobre era militar é complicado demais. Condena-se os militares, mas absolvem-se aqueles que pegaram em armas contra a nação ou a seu povo ou instituições. Mas, enfim, tanto esquerda quanto direita, tem o seu populismo. Por que? Povo ignorante, mercenário com coisas materiais e sem instrução ou cultura alguma. Aí, fica fácil manipular a massa. E os maquiavélicos articuladores, disputando e perpetuando na esfera do poder, em benefício próprio ou de poucos. A falta de conhecimento, reduz tudo a nada. Isto, para quem conseguiu alguma coisa. Para quem não atingiu nada, sobrevive das benesses sociais, do populismo. Para finalizar, sou contemporâneo, também, de um dos empregados mortos na CSN. Prestamos serviço militar no 22ºIMTz. O destino, pregou a sua peça. Fraternos, Liberdade, Igualdade e Fraternidade!!!

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