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Musculação na gestação

Matéria publicada em 20 de julho de 2017, 08:00 horas

 


Em todo o treino deve existir um cuidado especial com a gestante; exercícios com risco de queda ou desequilíbrio devem ser evitados

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Quem me acompanha nas redes sociais (@paulladuartet) sabe que estou à espera do meu primeiro filho. Com liberação do meu médico e acompanhamento da minha personal, retornei à academia e estou fazendo musculação. Porém, quando abordei o tema nas redes sociais vi que gerou muitas dúvidas, questionamentos e curiosidades.

Pensando no assunto e vendo que muitas pessoas tinham interesse, fiz o convite a personal, Sara de Oliveira (CREF: 036799/GRJ), que hoje fala sobre o assunto com vocês.

Segundo ela, a musculação durante a gravidez, antes evitada e até criticada por muitos médicos e profissionais da saúde, hoje vem sendo uma boa opção, que gera inúmeros benefícios, comprovados cientificamente.

– Após a realização dos exames e da liberação do médico, feita de maneira especial, bem acompanhada e orientada por profissional capacitado, e se a gestante já praticava musculação e se a gravidez for normal e fora de risco, não há problemas em, após as 12 primeiras semanas (três meses) de gestação, ela retornar para a musculação – explica.

O corpo passa por diversas mudanças durante a gestação (fisiológicas, anatômicas e metabólicas), que devem ser respeitadas e merecem muita atenção do profissional de Educação Física durante a prescrição do treino.

– Dentre as mudanças que ocorrem, durante a gravidez, existe uma demanda maior na pulsação e, consequentemente, um aumento da frequência cardíaca da gestante. A musculatura da gestante, impregnada por líquido, tem seus tendões e ligamentos afrouxados, os quais se tornam incapazes de funcionar como sustentadores, aumentando o risco de lesões. O metabolismo passa a funcionar de forma a suprir as necessidades da mãe, mas a prioridade será o feto, então, ela tende a acumular mais gordura, que funciona como fonte de energia, caso necessite – afirma Sara.

Benefícios

– Melhora no humor e autoestima

– Auxilia na lactação

– Prevenção de possíveis complicações, como a diabetes gestacional

– Prevenção de dores articulares, principalmente na região lombar

– Promove a manutenção da postura

– Auxilia no combate a varizes

– Diminui a ansiedade e depressão

– Ajuda a prevenir ganho de peso e manter o peso ideal

– Ajuda a gestante a suportar melhor a dor do parto

– Auxilia na manutenção de um estilo de vida saudável e um bom condicionamento físico

Movimentando: Faço meus treinos com a personal Sara de Oliveira (Fotos: Arquivo pessoal)

Movimentando: Faço meus treinos com a personal Sara de Oliveira (Fotos: Arquivo pessoal)

Prescrição de treino e metodologia

Após avaliar a condição da gestante e levando em consideração suas limitações, Sara afirma que determina os componentes básicos do treino, como o modo, a intensidade, a duração e a frequência. “A prioridade sempre será manter a segurança da mãe e do feto”.

Segundo a personal, é importante acompanhar a pressão arterial da gestante na rotina de treino, por precaução e segurança. Antes de iniciar, eu faço o aferimento.

– É essencial o monitoramento da frequência cardíaca da gestante durante o treino, já que não é recomendável que ultrapasse 140 bpm – afirma Sara. Faço este monitoramento com a ajuda de um oximetro de dedo.

Durante o treino deve-se ter o controle da respiração da gestante e evitar fazer apneia (segurar a respiração).

Em todo o treino deve existir um cuidado especial com a gestante, principalmente evitando exercícios com risco de queda ou desequilíbrio.

Recomendação (segundo o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia) é utilizar exercícios que não levam à fadiga, sempre entre 50% a 70% da capacidade da gestante, com duração de ate 90 minutos, até três vezes na semana; se hidratar durante o treino; baixa intensidade; cargas reduzidas e parar a atividade, caso a gestante apresente algum sintoma fora do comum.

Comigo a Sara está seguindo todas as recomendações, utilizando treinos de baixa intensidade, de 2 a 3 dias na semana, com duração de, no máximo, uma hora, com monitoramento da P.A. e F.C., utilizando exercícios de musculação, alguns exercícios funcionais e treinamento aeróbico leve.

Sempre procure a ajuda de um profissional para qualquer que seja seu objetivo.

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PAULA DUARTE | pauladuarte@diariodovale.com.br


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