domingo, 16 de dezembro de 2018

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NASA apresenta seus novos astronautas

Matéria publicada em 9 de agosto de 2018, 07:14 horas

 


Mas as naves só ficam prontas no ano que vem

Prontos: Equipe vai pilotar a Starliner e a Dragon

A agência espacial americana, NASA, apresentou ao mundo, semana passada, seus novos astronautas. São sete homens e duas mulheres encarregados de pilotar duas novas espaçonaves ainda não testadas, a Boeing Starliner e a CrewDragon, da Space X. As duas naves vão levar os americanos até a Estação Espacial Internacional ISS, substituindo as naves russas Soyuz, que tem transportado os americanos desde que o ônibus espacial foi desativado em 2011. O contrato da NASA com os russos termina este ano, e se as duas espaçonaves comerciais não começarem a voar logo os americanos ficarão sem acesso ao espaço.

As naves tiveram atrasos em seu desenvolvimento, a Boeing Starliner apresentou um problema nos seus motores de aborto no lançamento, que desligam a nave do seu foguete propulsor em caso de perigo, salvando os astronautas se houver uma explosão catastrófica. A CrewDragon, construída pela empresa do bilionário Ellon Musk, também apresentou problemas no seu desenvolvimento.

Pelo cronograma antigo as duas naves deveriam ser testadas, sem tripulantes, este mês e o primeiro voo tripulado da Starliner ocorreria em novembro, enquanto a Dragon voaria com astronautas em dezembro, no final do ano. Com o novo atraso no cronograma os astronautas só vão poder testar a Dragon em abril de 2019, enquanto a Boeing planeja lançar astronautas na sua Starliner em “meados do ano que vem”. Isso se não ocorrerem novos atrasos.

Para a NASA as missões na Estação Espacial Internacional são importantes para estudar os efeitos da ausência de gravidade nas futuras missões de longa duração. Em direção a Lua e ao planeta Marte. Que pelo cronograma atual da NASA só devem acontecer em 2030. Ellon Musk quer enviar sua nave tripulada BFR para Marte em 2024, mas o BFR, sigla de Grande Foguete Falcon, não faz parte do programa governamental da NASA.

A Dragon e a Starliner vem sendo desenvolvidas nos últimos sete anos, que é mais ou menos o mesmo tempo que a NASA levou para construir e testar as naves Apollo, durante a corrida espacial de 1960. A diferença é que as duas naves foram projetadas por empresas particulares que não querem correr riscos. A pressa durante a corrida espacial levou ao incêndio da nave Apollo 1, que matou três astronautas em 1967. A Dragon e a Starliner são muito mais avançadas e usam uma atmosfera não inflamável de nitrogênio e oxigênio, semelhante a que existe a bordo da Estação Espacial.

No ano passado, Ellon Musk anunciou que pretendia usar a CrewDragon para enviar dois turistas num voo ao redor da Lua em novembro deste ano. Agora esse projeto também ficou adiado para 2019. O primeiro voo da Dragon com tripulação deve levar dois astronautas da NASA até a ISS em abril próximo. As duas naves tem capacidade de levar até sete pessoas quando estiverem plenamente operacionais. O que incluiria dois pilotos e cinco passageiros.

Além dessas naves comerciais a NASA está desenvolvendo a Orion para missões de espaço profundo. A Orion tem um formato semelhante ao da Starliner, mas é bem maior. Até hoje ela só voou uma vez, num teste sem tripulação em 2014. E só deve ir ao espaço, com astronautas em 2023.

A Orion é muito sofisticada para ser usada como simples taxi espacial, levando tripulantes para a ISS. Ela foi projetada para voar para Marte, acoplada a uma nave maior. E também levará tripulantes para a futura estação espacial lunar, que a NASA e a Agência Espacial Europeia planejam construir na próxima década.

por: Jorge Luiz Calife – jorge.calife@diariodovale.com.br


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