domingo, 19 de maio de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Colunas / No caminho da extinção

No caminho da extinção

Matéria publicada em 14 de maio de 2019, 09:39 horas

 


Relatório da ONU mostra que um milhão de espécies podem desaparecer

Destruição: O ataque às florestas no Maranhão

Na longa história do nosso planeta ocorreram cinco Eventos de Extinção em Massa, foram catástrofes que mataram a maioria dos seres vivos do planeta e causaram profundas alterações na biosfera terrestre. O mais conhecido foi evento do Cretáceo-Paleógeno, há 66 milhões de anos, que acabou com o reinado dos dinossauros. Acredita-se que o evento K-Pg tenha sido causado pelo impacto de um asteroide com um quilometro de largura. Outra catástrofe ainda maior foi a Extinção Permiana, há 251 milhões de anos, que matou 90% dos seres vivos do planeta, incluindo os trilobitas, que viviam no fundo dos mares primitivos.

Atualmente estamos presenciando o sexto Evento de Extinção em Massa da história do planeta, a causa não é um asteroide ou a erupção de um super-vulcão. A causa da sexta extinção em massa é uma criatura perversa chamada Homem. Na semana passada a IPBES, (Plataforma Intergovernamental para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos) das Nações Unidas divulgou um relatório de 1800 páginas sobre a degradação do meio ambiente no mundo inteiro. O resultado é preocupante não só pela dimensão, como pela velocidade com que as extinções estão ocorrendo.

Segundo o relatório da ONU um milhão de espécies de animais e vegetais encontram-se a beira da extinção. E quando um animal ou planta se torna extinto ele desaparece para sempre. Entre os anos de 1980 e 2000 a Terra perdeu 100 milhões de hectares de florestas tropicais, principalmente devido à expansão da pecuária na América do Sul e das plantações de palmeira de dendê no sudeste da Ásia. A situação dos pântanos, um ecossistema vital para muitas espécies, é ainda pior. Apenas 13% dos pântanos que existiam em 1700 ainda restavam no ano 2000.

A causa de toda essa destruição é o aumento descontrolado da população humana. O número de seres humanos na Terra dobrou desde 1970, a economia global quadruplicou e o comércio internacional ficou dez vezes maior. Para vestir e alimentar toda essa massa crescente de gente florestas estão sendo derrubadas, pântanos são aterrados e os oceanos recebem uma carga cada vez maior de lixo de todo tipo, principalmente plásticos não biodegradáveis que se tornam uma armadilha para muitas espécies marinhas. As cidades não param de crescer e as áreas urbanas dobraram desde 1992, poluindo rios e regiões costeiras e gerando uma torrente de esgoto e lixo.

Segundo os autores do relatório 25% das espécies de animais e plantas estão ameaçadas.  Um tipo de animal que mais sofre com essa expansão humana são as serpentes. As pessoas detestam cobras e as matam sem piedade, mas esses bichos são predadores importantes que controlam, por exemplo, a população de ratos. Sem as cobras os ratos se multiplicam provocando epidemias como a da peste bubônica.

O relatório também revela que o solo esta sendo degradado como nunca, o que reduziu em 23% a produtividade na superfície do planeta. O que aumenta o avanço da agricultura sobre as áreas ainda selvagens. A poluição também não para de aumentar. Todos os anos os seres humanos despejam 300 milhões de toneladas de metais pesados, solventes e lama tóxica nos rios e mares do planeta. Segundo a ONU o único meio de reverter essa situação e evitar uma catástrofe seria através de uma “mudança transformadora” em todos os meios como os seres humanos interagem com a natureza. O que é muito improvável.

No final toda essa destruição vai se voltar contra seu agente causador: O Homem. Já assistimos a uma expansão das doenças tropicais, que saíram das florestas e invadiram as cidades. Os casos de envenenamentos de populações por materiais tóxicos, como os metais pesados, se tornarão mais comuns e as tempestades destruidoras farão parte do dia a dia.

Vamos colher aquilo que estamos plantando, e será uma colheita amarga.

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

5 comentários

  1. Avatar

    Nem todas as cobras se alimentam de ratos, ou seja, na coluna do Calife acima está escrito “Sem as cobras os ratos se multiplicam…”, no entanto, o pré-histórico Lula, que se autodenominava “jararaca” foi o presidente que aumentou exponecialmente o número de ratos não só no Congresso Nacional, mas também no Executivo e até no Judiciário!
    No governo da jararaca, tipo de cobra pré-histórica, os ratos ganhavam ministérios públicos, ganhavam licitações públicas, ganhavam estima e louvor na boca da própria jararaca!
    O que dizer daqueles ratos que participam do movimento “jararaca livre!”?!
    Eu diria que se devia soltar algumas dezenas de serpentes no local da passeata desses ratos!!!

  2. Avatar

    É ai que eu me pergunto proibi cortes das árvores a caça aos animais. Existem ONGs Ibama e outros protetores das faunas .e dos animais. Mesmo assim vai EXTINGUINDO tudo. E a maconha o povo queima queima queima. E não entra em extinção .ETA organização NÉ

  3. Avatar

    Não se preocupe porque as coisas voltam, o pré-histórico bolsonaro voltou

  4. Avatar

    “… E quando um animal ou planta se torna extinto ele desaparece para sempre.” . De verdade? Caraca!… Por favor, volte somente a escrever sobre astronomia. É a sua praia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Untitled Document