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O apagão e o horário de verão

Matéria publicada em 21 de outubro de 2016, 15:20 horas

 


Falta de energia ainda é um problema comum na região; país se esqueceu de modernizar as linhas de transmissão

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Começou mais um horário de verão, para desespero das pessoas que precisam acordar cedo. Este ano a alteração no horário coincidiu com mais um apagão regional na noite de domingo. Durante dez minutos houve cortes de energia nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. Segundo o Operador Nacional do Sistema a falta de luz foi provocada por uma falha na subestação de Ibiúna. É a eterna rotina de um país que investiu bilhões em usinas elétricas, mas se esqueceu de modernizar as linhas de transmissão.

Outro dia a televisão mostrou usinas de geração de energia eólica moderníssimas, construídas na região nordeste, que não funcionam porque não colocaram os fios para levar a eletricidade para os consumidores. A energia eólica é o tal de “vento estocado” de que falava a finada Dilma (aquela que está morta politicamente). O Brasil é assim, vive querendo ser um país moderno, que adota todas as tecnologias novas, mas acaba empacado no atoleiro da falta de infraestrutura.

Em Pinheiral também teve apagão. Foi na manhã de terça-feira, dia 18, e durou uma hora, das 8h30 até às 9h30 da manhã. No caso de Pinheiral não se trata de um problema com a malha nacional de transmissão de energia. É a precariedade das linhas de transmissão locais que deixam a população no escuro se um carro bater em um poste ou se ventar um pouco mais forte. Pessoalmente acho que nós, consumidores, devíamos ter um desconto na conta de energia sempre que a concessionária nos deixa no coração das trevas. Que aqui não são trevas metafóricas como no romance do Joseph Conrad.

Essa história de “apagão” surgiu no governo do Fernando Henrique Cardoso. Aquele que acreditava resolver todos os problemas do Brasil com as privatizações. As privatizações iam aumentar a concorrência, tornar as empresas mais modernas, e baixar os preços. Não aconteceu nada disso.

As empresas privatizadas terceirizaram os serviços, mantiveram os preços altos e não fizeram as modernizações prometidas na infraestrutura. No caso da energia elétrica o resultado foram cidades inteiras no escuro, compra de lampiões e o título de “príncipe das trevas” para o presidente que enganou o povo.

Promessas vagas

Depois do Fernando Henrique Cardoso veio a dupla funesta Lula/Dilma. Que prometeu o céu e mais alguma coisa para os crédulos brasileiros. E nos deixaram no inferno da recessão e do desemprego. Lula dizia que a crise não ia chegar ao Brasil, que ia ser uma “marolinha” e o resultado está aí: Treze milhões de desempregados e um país falido.

Com a apocalipse petista até as obras na usina nuclear de Angra 3 foram paralisadas devido a denúncias de corrupção e superfaturamento. A ideia de uma usina nuclear construída na base de mutretas é coisa de arrepiar. É a esquerda de araque do Brasil cortejando o desastre nuclear socialista de Chernobyl.

Mas voltando a questão da falta de energia, acredito que o problema só será resolvido com a tecnologia dos painéis solares. Que permite que as pessoas se tornem independentes de usinas de qualquer tipo. Obtendo energia a partir da luz do Sol que cai sobre os telhados das nossas casas. Como na Europa, onde as pessoas ficam livres da conta de luz e ainda vendem o excedente.

Esse futuro luminoso ainda não chegou ao Brasil devido ao alto custo dos painéis solares. A instalação em uma casa de tamanho médio fica em torno de R$ 30 mil. É um investimento equivalente a comprar um carro novo. A diferença é que os painéis solares não poluem o ambiente, não atravancam as ruas. E permitem que o dono recupere o seu investimento em alguns anos.

 

Problema: Mudança de horário veio com ‘apagão’ (Foto: ABr)

Problema: Mudança de horário veio com ‘apagão’ (Foto: ABr)

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br


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Um comentário

  1. Avatar

    Por que horário de verão se estamos na primavera ?

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