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O Armageddon na vida real

Matéria publicada em 8 de janeiro de 2019, 08:37 horas

 


NASA vai bombardear lua de asteroide para evitar catástrofe na Terra

Os fãs do cinema e da ficção científica ainda se lembram do filme “Armageddon,” estrelado por Bruce Willis em 1998, que conta a história de um grupo de astronautas improvisados que tenta desviar um asteroide em curso de colisão com a Terra. Trata-se de um perigo real, que foi realçado pela queda de um meteorito, que causou estragos em Chelyabinski, na Rússia em fevereiro de 2015. O meteoro de Chelyabinsk tinha só 20 metros de diâmetro, mas provocou uma explosão equivalente a uma bomba nuclear de 500 quilotons. Trinta vezes a potencia da bomba que destruiu a cidade de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial. Ninguém morreu porque o objeto detonou a uma altura de 30 quilômetros, mesmo assim mandou 1500 pessoas para o hospital.

Temendo que um objeto maior atinja a Terra, a agência espacial americana NASA vem desenvolvendo tecnologias para desviar asteroides perigosos. Ao contrário do que mostra o filme do Bruce Willis, não será preciso enviar astronautas até o asteroide em uma missão quase suicida para salvar o mundo. Na vida real tudo pode ser feito com robôs ou naves não tripuladas. Um teste dessa tecnologia é o projeto Dart, que deve decolar em dezembro de 2020, daqui a dois anos.

A nave Dart vai lançar um míssil contra uma das pequenas luas que orbitam o asteroide Didyimos. Descrita como a primeira missão de defesa planetária, a Dart vai medir os efeitos do impacto sobre a pequena lua para que a equipe de controle saiba como agir em caso de uma ameaça real. O ataque contra a pequena lua deve ocorrer no dia 7 de outubro de 2022. Não é a primeira vez que a NASA lança um míssil contra um corpo celeste. Em janeiro de 2005 a nave Deep Impact lançou um projetil sobre o núcleo do cometa Tempel 1. A explosão criou uma cratera de 100 metros de largura e trinta de profundidade.

Nancy Charbot, cientista da universidade Johns Hopkins e chefe do projeto Dart explica que é preciso determinar a órbita de um asteroide ou cometa com antecedência para que uma missão desse tipo tenha sucesso. Atualmente as agências espaciais do mundo inteiro colaboram num projeto para detectar e computar as órbitas de todos os asteroides rasantes, que possam colidir com o nosso planeta no futuro. A busca é centrada em objetos com mais de 150 metros de largura e, portanto não localizaria um corpo de 20 metros como o que atingiu Chelyabinski.

Em filmes como “Armageddon”, o asteroide é detectado algumas semanas antes de atingira Terra. O que deixa os heróis astronautas com um tempo mínimo para destruí-lo ou corrigir sua trajetória, na vida real será preciso reconhecer a ameaça com anos de antecedência. Nesse caso basta um pequeno empurrão para mudar a trajetória do objeto, o que pode ser feito com um projetil cinético como o usado pela Deep Impact em 2005.

Um projeto cinético é aquele que não precisa de ogiva explosiva. Sua velocidade é tão grande que ele causa estragos simplesmente batendo no alvo. No caso da Dart ela vai colidir com a lua de Didymos com uma velocidade de 13 mil quilômetros horários (Cerca de seis quilômetros por segundo). O efeito do impacto será avaliado por outra nave, a sonda europeia Hera, que deve sobrevoar Didymos em 2026.

Durante cem milhões de anos os dinossauros foram a espécie dominante no nosso planeta. Eles desapareceram depois de uma grande catástrofe, provocada pelo impacto de um asteroide de vários quilômetros de diâmetro na região do atual Golfo do México. No século passado houve dois eventos semelhantes ao de Chelyabinski, um deles no Brasil. Que não causou mortes porque o meteoro atingiu uma região desabitada da Amazônia. Daí a necessidade de um sistema de defesa planetária.

Impacto: Choque com a mini-lua será em outubro de 2022.


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13 comentários

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    Andarilho, cego e angustiada com seu amor pombinho,exemplares desta raça que será atingida pelo próximo asteroide,o mintologico quirozianus.

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    Um exemplar desta pobre espécie começou com sua característica mais marcante, Alzheimer, só lembra do passado,a destilar ódio e pensar em sua cabeça doente que qualquer crítica ao momento atual,quem o faz ,seria petista.

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    Nada está tão ruim que não pode piorar.

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    Boa matéria. Esse perigo é real e a humanidade ainda está despreparada para enfrentar o problema. Bom saber que existe muita gente trabalhando duro para encontrar uma solução factível para nos salvar no futuro.

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    Os dinossauros foram extintos por um asteróide,quem sabe o próximo desapareça com os Merdossauros pobriterius direitanos.

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      Mais um que acredita na inocência do Lula, que o PT é o partido da ética, que o impeachment foi golpe, que a Operação Lava Jato é uma conspiração contra a esquerda, etc, etc, etc… …e asneiras até o infinito! Não vou nem debater mais, senão o maluco serei eu.

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    O seu comentários menos ainda ,seu comédia.

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    Caçador de asteróides

    O nosso Armageddon está em Brasília e de lá irá irradiar consequências para destruir os sonhos do brasileiro.

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    Como diria aquele sujeitinho,isso é culpa dos comunistas,da bandeira vermelha, Venezuela,Cuba e outras besteiras que saem daquela fossa.

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