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O coronavírus e a exploração do planeta Marte

Matéria publicada em 3 de março de 2020, 09:16 horas

 


Epidemia reacende a preocupação com os vírus vindos do espaço; assunto é extremamente grave

Qual a relação entre a atual epidemia do coronavírus e o programa americano de exploração espacial? Aparentemente, nenhuma! Mas, esta improvável conexão foi levantada pelo site Space.com. Atualmente o governo americano está acelerando o projeto da Missão de Retorno de Amostras, que pretende trazer para a Terra um pedaço do solo marciano, até o final da década. E se houverem micro-organismos perigosos em Marte eles podem provocar uma epidemia muito maior do que a de qualquer vírus terrestre.
O Space.com reproduziu um trecho do livro “A conexão cósmica”, escrito pelo astrônomo Carl Sagan na década de 1970. Onde ele manifestava sua preocupação quanto a possibilidade de existirem micro-organismos perigosos em Marte. No livro, que foi publicado no Brasil, Sagan dizia: “Exatamente como Marte é um ambiente de grande interesse biológico, é possível que em Marte existam organismos patogênicos que poderiam causar um dano imenso se forem transportados para a Terra”.
Teríamos uma praga marciana, o reverso da trama imaginada por H. G. Wells no livro “A Guerra dos Mundos”. E este é um assunto extremamente grave. Pode-se argumentar que os organismos marcianos não poderiam causar nenhum problema sério aos organismos terrestres devido a ausência de contato biológico durante os últimos 4,5 bilhões de anos. Mas, pelo mesmo motivo os organismos terrestres não desenvolveram defesas contra patógenos marcianos devido a esta ausência de contato. O risco de uma infecção é muito pequeno, mas, o perigo é muito grande.
Como revela o livro do Sagan, esse tipo de preocupação não é novidade. Na década de 1960, quando a Nasa enviou astronautas para a Lua, eles foram submetidos a uma quarentena, ao retornarem à Terra. Porque temia-se uma praga provocada por micro-organismos existentes na superfície da Lua. A ameaça não se concretizou porque a Lua não tem atmosfera e sua superfície é esterilizada pela radiação do Sol e do espaço sideral. Tornando improvável a existência de qualquer tipo de micro-organismo nativo.
Mas, no caso de Marte a situação é bem mais complexa. O planeta tem uma atmosfera de dióxido de carbono e já teve um ambiente favorável a vida. Com mares rasos e cursos de água. Algum tipo de vírus ou bactéria poderia ter se desenvolvido em Marte há milhões de anos atrás. E sobreviver hibernando no subsolo do planeta. Ou talvez até vivendo lá, porque as radiações ultravioleta, mortais para a maioria dos organismos, não chegam nas camadas do subsolo marciano.
Cientistas ouvidos pela equipe do Space.com recomendaram a construção de um laboratório de segurança máxima onde as amostras de Marte seriam confinadas e examinadas. Para garantir que não contenham nenhuma bactéria ou vírus perigoso. Mas, o problema é o que pode acontecer antes de essas amostras chegarem nesse laboratório. Em 2001 a Nasa enviou ao espaço uma sonda chamada Genesis, para colher amostras das partículas do vento solar, além da órbita da Lua. As amostras foram acondicionadas dentro de uma cápsula que deveria descer de paraquedas no deserto de Utah. Mas na hora do pouso, em 2004, o paraquedas não abriu e a cápsula se espatifou no solo.
No caso de uma cápsula com amostras de Marte um acidente desse tipo seria extremamente perigoso.

Cautela: Amostras da Lua ficaram isoladas

 

 


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3 comentários

  1. Avatar

    Eu discordo. Um microorganismo q ficou em estado letárgico, no Congresso Nacional, durante 30 anos, que nunca teve contato c o mundo exterior, messmo parecendo um ser alienígena, denominado pela comunidade científica como Bozzvirus Famílglia Milicianis, eclodiu de forma a contaminar de forma letal, o cérebro de humanos q tinham maior dificuldade de raciocinar e ter ideias próprias, esses foram os mais afetados pelo Bozzvirus.

  2. Avatar

    Também acho que um microorganismo alienígena que nunca teve contato com a biosfera terrestre não traria nenhum perigo e não conseguiria sequer competir com as formas de vida nativa.

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