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Por que eu devo treinar?

Matéria publicada em 21 de maio de 2015, 14:03 horas

 


“Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio” (Albert Einstein).

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Continuaremos esta semana falando sobre os benefícios de praticar atividade física. Conversei com outros profissionais qualificados que vão dar dicas para as leitoras. Veja as diferentes modalidades e escolha a sua!

CrossFit

Gabriela Neiva: Há dez anos formada em Educação Física, trabalhando como treinadora e como pesquisadora na linha da ‘Antropologia da Saúde e da Doença’  . (Foto: Divulgação)

Gabriela Neiva: Há dez anos formada em Educação Física, trabalhando como treinadora e como pesquisadora na linha da ‘Antropologia da Saúde e da Doença’ .
(Foto: Divulgação)

Olá, sou Gabriela Neiva, Mestre em Educação Física (UGF) e Doutoranda em Saúde Coletiva (UFRJ), treinadora e professora universitária.
Suor, cansaço acima do “comum”, boca seca, falta de ar, impossível, para alguns. Sentimento de alegria, desejo de superação, êxtase e bem estar, para outros. Toda forma de atividade física e esportiva provoca as mais variadas reações e percepções. Depende de quem pratica! Para ressaltar a importância de fazer exercício – gosto muito do termo “treinar” – eu poderia enumerar uma longa lista dos benefícios adquiridos com a sua prática regular, mas penso que as mídias já o fazem com uma frequência pra lá de boa. Ainda assim, considerando o número elevado de pessoas que iniciam e desistem de terem rotinas mais ativas, prefiro refletir a respeito de sensações como as descritas acima, as quais, no meu ponto de vista, são responsáveis em grande medida pela atração ou repulsão que alguns sentem quando se exercitam. Há dez anos formada em Educação Física, trabalhando como treinadora e como pesquisadora na linha da “Antropologia da Saúde e da Doença”, observo que as pessoas vêm sentindo cada vez mais dificuldades para aprender modos de se tornarem esportivas.
Minha hipótese é de que entender as sensações e experiências corporais do exercício físico como agradáveis exige perseverança e persistência para aprendê-las, uma espécie de “tradução”, que não é tão simples de ser colocada em prática. Como conseguimos fazer tal “tradução”? Nas interações sociais, nos relacionando com pessoas que gostam de se exercitar, aguçando nossa percepção diante dos resultados que conquistamos e valorizando-os, melhorando a nossa aptidão, evidentemente, encontrando alguma atividade que contenha elementos que nos façam voltar. A lista é extensa e cada um se sentirá atraído por experiências diferentes! Uns gostam de atividades rítmicas, como danças; outros preferem esportes em equipe; ou treinamento com pesos. Minha paixão há alguns meses é pelo CrossFit.
Nessa atividade eu consegui me manter motivada nos momentos de dificuldade e cansaço extremo. Eu percebi resultados expressivos no meu condicionamento físico geral, na minha mobilidade, reduzi dores articulares decorrentes das horas que passo no trajeto Volta Redonda – Rio de Janeiro e no meu físico. Para aqueles que não conhecem, essa atividade pode ser considerada como o Fitness de modo esportivizado. O praticante melhora o seu condicionamento físico geral, conta com elementos de superação e competição diariamente, num ambiente dinâmico, alegre e cooperativo. Um “workout” (o famoso WOD, sigla que significa Workout of the Day) nunca é igual ao outro! Você ganha força, mas melhora, também, a corrida; aprende a pular corda; a se movimentar com maior eficiência e segurança; a saltar mais alto; a levantar pesos; se torna mais capaz de se deslocar com cargas, entre uma infinidade de atividades e habilidades físicas que podem ser facilmente transferidas para as atividades do cotidiano.
E faz muitos amigos. Tudo isso sem a necessidade de se fiscalizar em espelhos! Finalmente, considerando que o exercício físico tem um potencial de prevenção contra as Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que acometem boa parte da população de modo cada vez mais precoce, e, de brinde, auxilia no emagrecimento e “desenho” de um corpo mais atlético, apresento duas sugestões para quem busca mudança do estilo de vida: (1) Identifique a atividade que lhe desperte o desejo de retornar; tente de tudo, não desista! CrossFit, Musculação, Treinamento Funcional, Voleibol, Padel, Ciclismo, Tênis, Corrida de rua, Balé, Zumba, Kick Boxing, etc.; (2) Persevere na sua busca para aprender a gostar das sensações que as atividades físicas te proporcionam, sobretudo, quando você se sentir incapaz ou indisposto para fazer qualquer coisa! Insista! Mesmo que você suje as mãos, as roupas, ou despenteie os cabelos e sinta o suor escorrendo pelo corpo. Você está treinando; se energizando; está se cuidando!

CrossFit level 1

CrossFit level 1: Davi se mudou para a Austrália onde se envolveu com a modalidade esportiva  (Foto: Divulgação)

CrossFit level 1: Davi se mudou para a Austrália onde se envolveu com a modalidade esportiva
(Foto: Divulgação)

Sou Davi Barreto, coach de CrossFit level 1 e professor de Educação Física a 5 anos, formado pela Universidade Estácio de Sá na cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhei como Personal trainer por 3 anos! Em 2013, resolvi fazer uma experiência fora do Brasil e decidi ir morar na Austrália. Durante esse tempo fora, me envolvi com a modalidade esportiva crossfit e como já é comum na modalidade, eu fiquei apaixonado por esse esporte! Quando voltei para o Brasil, tive a iniciativa de montar um pequeno Box de crossfit por dois motivos: 1 vontade de treinar. 2 passar o que eu acredito ser a maneira mais eficiente de treinamento para as pessoas. Desta maneira, após alguns meses, surgiu esse meu trabalho na cidade!
Crossfit é uma modalidade esportiva que surgiu nos EUA por um técnico de ginástica e TB personal trainer chamado Greg Glasman. A proposta principal da modalidade é o aprimoramento do condicionamento físico geral.
Tínhamos uma ideia um pouco erronia sobre condicionamento físico por achar que um corredor de maratona era bem condicionado, ou um fisiculturista. Na verdade, o nosso condicionamento físico está relacionado com as nossas capacidades físicas. Desta maneira, uma pessoa condicionada, precisa desenvolver sua capacidade de força, resistência, potência, agilidade, velocidade, equilíbrio, precisão, flexibilidade… A modalidade pensou nisso e criou um programa de treinamento que desenvolvesse essa variação de estímulos para transformar os praticantes em indivíduos completos fisicamente e saudáveis. No entanto, a melhor definição para o crossfit é; movimentos funcionais, constantemente variados e de alta intensidade.
Para estrutura desse treinamento, temos três pilares de referência. As modalidades utilizam movimentos da ginástica olímpica que basicamente são barras, paralelas, argolas olímpicas, parada de mão e etc… Exercícios de levantamento olímpico que são exercícios feitos com pesos e barras olímpicas. Por último, exercícios aeróbicos, como correr, pular corda, remar e nadar… Hoje em dia, temos uma comunidade muito grande de praticantes, campeonatos e Box de treino (academias). E como é um modelo de treinamento padronizado, utilizamos a mesma linguagem. Atletas da modalidade costumam estabelecer um espírito de camaradagem durante os treinos, troca de experiências e muito aprendizado!

Treinamento Funcional

Rodrigo Duarte: Professor de Educação Física com especialização em treinamento funcional   (Foto: Divulgação)

Rodrigo Duarte: Professor de Educação Física com especialização em treinamento funcional
(Foto: Divulgação)

Sou Rodrigo Barbosa Duarte, professor de Educação Física, formado pelo UniFOA, com especialização em Treinamento Funcional pela Gama Filho.
O Treinamento Funcional tem como objetivo resgatar, através de um programa de treinamento individualizado e exclusivo, a funcionalidade do homem moderno, independente do nível de condição física que ele se encontra no momento. Para tanto, são utilizados exercícios que se relacionam com a atividade física específica de cada indivíduo, transferindo seus ganhos de forma efetiva para o seu dia a dia. Qualidades como força, velocidade, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e resistência são integradas, de forma a proporcionar ganhos significativos de performance (fator restrito até então ao treinamento de atletas) para todos os praticantes.
O Treinamento Funcional pode ser realizado por qualquer indivíduo, inclusive por aqueles portadores de alguma doença, tais como hipertensos e diabéticos (mediante liberação médica), desde a criança ao atleta de alto rendimento, homens e mulheres.

 

FÁBIO BITTENCOURT | [email protected]


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