segunda-feira, 16 de setembro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Colunas / Porque as pessoas filmam acidentes ou tragédias ao invés de ajudar?

Porque as pessoas filmam acidentes ou tragédias ao invés de ajudar?

Matéria publicada em 18 de agosto de 2019, 12:00 horas

 


Não podemos deixar de falar sobre o alcance absurdo que a fofoca tem nas redes sociais

Você publica algo interessante, com informações relevantes, fotos lindas, textos com o português impecável e poucas pessoas valorizam isso. Agora vai você, fazer uma reclamação, um desabafo , falar que está triste, doente, de luto, que TODO MUNDO vai lá fuxicar e tentar descobrir o que está se passando com você. O pior não é isso, é que muitas pessoas vão de comentário em comentário descobrir porque a pessoa morreu, a causa da morte e se ela não consegue, ela dá um jeito de perguntar.
Uma outra situação que acontece muito é a importância que dão para a fofoca, porque todo adora perder tempo falando da vida do outro?
Ocorreu um acidente, você ajuda ou filma? Ahhhh tem mais uma pergunta, você faz os dois?
Você passa por um acidente e uma pessoa encontra-se gravemente ferida, atropelada por um carro. Muitos curiosos já estão em torno da vítima e muitas pessoas já estão disparando flashes e filmando cada detalhe para enviar nos grupos de WhatsApp, e antes mesmo que a família receba o telefonema da polícia ou do Corpo de Bombeiros, ela já pode se deparar com fotos chocantes de seu parente ou amigo.
Olha, eu sou jornalista e claro que quando vejo um acidente quero apurar, é minha profissão, mas eu penso antes de publicar, procuro saber se a família já foi comunicada, até porque eu tenho pais idosos, filho, irmãos, todos eles tem acesso as redes sociais e imaginem o choque em me ver envolvida num acidente pela internet. Pensem antes de saírem disparando qualquer coisa por aí.
Mas por que as pessoas se interessam tanto em ver outras machucadas ou mortas? Por que as notícias ruins de acidentes trágicos ou assassinatos chamam tanto a atenção.
Um psicólogo contou que existem diversas possibilidades para tal comportamento e porque elas se interessam por acidentes, assassinatos e de verem pessoas mortas.
Ele cita que o ser humano é curioso por natureza. Vemos uma multidão na rua e logo vem o desejo de saber o que ocorreu. É uma função mental de querer saber o que aconteceu, como aconteceu, quem foi o culpado, diz o psicólogo.
A proteção é outro fator, pois a divulgação de uma notícia, principalmente de perigo, tal como um acidente ou assassinato, cumpre a função social de tentar evitar que aquilo aconteça no futuro com outras pessoas. Então amigos, vamos ter mais carinho e cuidado com esse assunto.

Fofoca
Agora quando o aspecto é fofoca meu amorrrrrr, todo mundo fica doido!
Que mania feia é essa de fazer fofoca, desse povo gostar de falar mal, de inventar mentiras, de caluniar, de ofender ou denegrir. Podem existir vários motivos, principalmente rivalidade, mas para mim o pior da fofoca é quando ela vem de uma pessoa que se diz amiga, que te trata bem na frente, mas não perde uma fofoquinha. Ela vê sua foto, printa e já sai espalhando por aí, rindo, debochando, mas no fundo ela não imagina que uma hora ou outra você vai descobrir, aí vira um rolo sem volta.
Muitas pessoas amam fazer uma fofoca, levar isso adiante, mas as notícias boas, relevantes, descobertas científicas importantes, algum remédio para curar uma doença grave, isso elas não estão nem aí.
Uma pessoa equilibrada emocionalmente não possui necessidade de falar mal de outras pessoas. Mas se alguém se sente incomodado por outro, coagido, ou se sentindo por baixo, ele pode ter a sensação de se sentir melhor falando mal de uma outra pessoa ou denegrindo sua imagem. É aquela ideia que é preciso rebaixar o outro para se sair melhor, para se sobressair.
Para finalizar eu gostaria de replicar uma frase: “Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”.
A verdade é dura, mas é que o sucesso alheio não nos interessa, mas a desgraça alheia sim.
Viva mais, fale menos e seja feliz na vida real e não nas redes sociais. Compartilhem o bem!


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

6 comentários

  1. Avatar

    O povo de VOLTA REDONDA e Região precisam de vocês da imprensa para melhorar a cidade e Região vocês que TRAGAM notícias a população da cidade sendo política ou não mais que mostrem a realidade sem esconder o que esta acontecendo sobre invasões de terras e de OBRA do governo jornalista profissional é para mandar notícias para o povo e para o governo. Para que venha melhores frutos para nossa cidade

  2. Avatar

    Fazem parte do CBB (Clube dos Babacas Sociais).

  3. Avatar

    A fofoca é a arma dos safados, desavergonhados, soberbos, etc…, pois, vejamos: os poderosos corruptos do Brasil não conseguiram deter o avanço da Lava-Jato!
    Então, o que eles fizeram?
    Utilizaram um homossexual americano para divulgar conversas privadas dos celulares dos resposáveis pela Lava-Jato!
    Não conseguiram atingir o ministro Sérgio Moro, mas passaram a atacar o procurador principal da Lava-Jato! Eles querem prender os heróis e soltar os bandidos!
    O que dizer dos corruptos do Brasil que querem acabar com a Operação Lava-Jato através de fofocas?!
    Como diria Albert Einstein: “Há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana…”.

  4. Avatar

    Instintivamente, as pessoas e qualquer outro ser vivo tendem a evitar situações de risco ou se envolver com ele. Ajudar alguém traz sensação de cumplicidade, algo que se evita em circunstâncias desagradáveis, exceto quando o alvo seja alguém de estima ou haja alguma recompensa envolvida… Outrossim, tem a curiosidade pelo inédito, pelo que não costuma ser visto. Uma pessoa com as vísceras expostas é algo chocante para quem não está acostumado a ver (a maioria das pessoas). Antigamente era algo mais comum, com os conflitos envolvendo instrumentos cortantes e a exposição dos corpos ao relento por longo tempo, mas hoje é mais raro e mais ainda era antes do advento das redes sociais…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Untitled Document