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Prêmio Novas Cenas será realizado no Rio de Janeiro

Matéria publicada em 24 de novembro de 2014, 13:29 horas

 


João Vítor Monteiro Novaes
joao.vitor@diariodovale.com.br

O Projeto Novas Cenas 2014 homenageará esse ano o jovem dramaturgo Jô Bilac, através de uma mostra com a montagem de oito espetáculos por oito companhias do estado a partir de textos dos autores. A mostra ocorrerá entre os dias 18 e 21 de dezembro, no Teatro Alcione Araújo, no Rio de Janeiro.

O edital é da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Fetaerj (Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro), e tem como objetivo fortalecer a área de artes cênicas e possibilitar a capacitação e qualificação artística dos grupos teatrais do Estado.

Entre os grupos selecionados estão duas companhias angrenses, a Trupe do Descoco e a Angra Cia de Teatro, que participaram de oficinas de Direção, Figurino, Cenografia, Iluminação e Dramaturgia com o próprio Jô Bilac, oficinas oferecidas pelo prêmio durante o mês de outubro.

Os grupos de Angra irão montar os espetáculos “O gato branco” e “Sangue na caixa de areia” e se apresentarão nos dias 20 e 21 de dezembro.

Representantes dos Grupos selecionados com o autor Jô Bilac

Representantes dos Grupos selecionados com o autor Jô Bilac

Dia da CulturaNo dia 5 de novembro é comemorado o Dia da Cultura. E a Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis, junto da Fundação de Cultura de Angra, promoveu um dia de atividades culturais na Rua do Comércio, principal rua do Centro da cidade onde está localizado o prédio. Foi um dia com muita música, teatro, artes plásticas, dança e artesanato.Que todos os dias as ruas possam receber atividades culturais. Assim a cidade sai ganhando!

Final de semana de sucessos

Começou nesse final de semana, com sucesso, a 11ª Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis 2014, a Fita. Entre os mais de 10 espetáculos realizados nesses primeiros dias, os destaques foram para o espetáculo de abertura “Conselho de Classe”, da Cia dos Atores, que retratou a atual situação do ambiente escolar brasileiro, e a estreia da peça “Eu nunca disse que prestava” dos atores Maykon Renan e Júnior Dantas.

O momento mais aguardado do primeiro final de semana foi o debate sobre o período da ditadura, que contou no sábado, dia 8, com a presença de Carlos Eduardo Novaes, Ferreira Gullar e Cícero Sandroni, que falaram sobre “Jornalismo e Cultura: a posição da imprensa nos anos 1960/70/80”. E no domingo, dia 9, o debate ficou por conta das grandes atrizes Marília Pêra e Zezé Motta e do produtor Orlando Miranda, todos participaram do espetáculo “Roda Viva” de Chico Buarque, espetáculo censurado durante a ditadura. As atrizes relembraram a violência sofrida durante os anos de chumbo e ainda cantaram a música tema do espetáculo, levando o público ao delírio.
A programação continua até o dia 23 de novembro.

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Destaque da região:

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A vontade de ser atriz surgiu de uma brincadeira de criança quando Lucimar pensava que pudesse ter cinco profissões e que seria uma heroína bem valente. Hoje a brincadeira se concretiza diariamente e a heroína se divide entre três funções: atriz, produtora e visagista.
Foi criada em Volta Redonda, onde começou a dar seus primeiros passos no teatro com o Grupo Arte em Cena, coordenado pela diretora Stael de Oliveira, com apenas 13 anos. E foi na cidade que pisou pela primeira vez em um palco – o Gacemss -, com o espetáculo “A incrível viagem”, um infantil do autor Doc Comparato e que realizou diversas apresentações na região.Aos 18 anos chegava à capital, onde fez o curso de teatro Escola Sated (Sindicato dos Artistas no Retiro dos Artistas) e um ano de Comunicação Social na Puc onde queria Cinema, mas fez o vestibular e ingressou para o curso de Bacharelado em Interpretação na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), deixando a comunicação e se dedicando integralmente às artes cênicas, faculdade que conseguiu se formar graças a ajuda do pai.- A faculdade tinha (e ainda tem) horários muito complicados, tive a sorte de ter meu pai me ajudando, pois conciliar os estudos com trabalho era bem difícil. Tenho muitos amigos que abandonaram a faculdade ou que ainda estão estudando por conta disso – relembra.
Assim como para outros artistas, a história não é diferente para Lucimar que vê o teatro como uma paixão e não há nada que desperte tanto interesse e curiosidade quanto o fazer teatral.

– Já fui mais romântica com o teatro, mas hoje tento encarar mais como o meu trabalho. Isso me faz ver o que de fato eu preciso fazer para que isso seja de verdade a minha escolha de vida, para que isso saia do plano dos sonhos e seja a minha realidade. Não é uma visão burocrática, apenas uma maneira de não me perder no meio disso tudo. Sabe como é, pisciana… Preciso sempre lembrar de trazer meus pés para o chão senão vou longe! – fala.

É esse o espírito do herói: ir longe e em busca de aventuras! O teatro colabora diariamente para essas viagens da atriz, que atualmente está integrando o elenco do espetáculo infantil “Um herói fanfarrão e sua mãe bem valente” que está em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, aos sábados e domingos, sempre às 16h, até 14 de dezembro. O espetáculo é uma livre adaptação para o teatro de um conto finlandês recontado por Ana Maria Machado e direção de Paulo Merísio, feito pela Cia Melodramática, grupo no qual a atriz já integrou por três anos.
Entre os sonhos e aventuras que a nossa heroína quer concretizar está um retorno às terras francesas, onde já fez um intercâmbio e agora quer fazer mestrado.

Enquanto à viagem vai tomando forma, a atriz faz questão de ir às suas memórias para criar as personagens. E é relembrando e vindo para Volta Redonda que Lucimar faz uma viagem no tempo, de um tempo de muitas expectativas, de querer descobrir o mundo, de ter liberdade, à liberdade de um herói.


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