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Star Wars encontra seu espaço na televisão

Matéria publicada em 28 de fevereiro de 2020, 13:57 horas

 


E a Supergirl cantou e dançou com o seu amigo, Flash; série ‘The Mandalorian’ conseguiu agradar todos os fãs

Star Wars, que a minha geração conhece como “Guerra nas Estrelas”, encontrou, finalmente, seu espaço na televisão. A série “The Mandalorian”, que está sendo exibida na TV por assinatura, conseguiu agradar a todos os fãs, antigos e modernos. Coisa que os filmes de cinema, produzidos pela Disney, estão longe de conseguir. “The Mandalorian” explora o lado faroeste da saga do George Lucas, com um pistoleiro solitário, o Mandaloriano do título, enfrentando seus desafetos em uma série de planetas desertos e decadentes daquela galáxia muito, muito distante.
O seriado é estrelado pelo ator Pedro Pascal (Game of Thrones), que quase não mostra sua cara. Ele usa aquela máscara de ferro que foi usada pelo caçador de recompensas, Boba Fett, nos filmes da trilogia original. Como Boba, e seu filho Jango, ele é um mandaloriano, membro de uma casta de guerreiros mercenários da Nova República. Em uma de suas aventuras ele até encontrou um bebê da raça do mestre Yoda, o que provocou muitos comentários na internet e o lançamento de bonequinhos pelas fábricas de brinquedos.
É claro que não se trata do Yoda original, já que a história se passa durante a Nova República, muito depois da morte do Yoda original em “O Império Contra-Ataca”. Mas, a grande sacada do diretor da série, Jon Favreau, foi explorar o universo criado pelo George Lucas sem tentar copiar os antigos filmes. Ao contrário do que a Disney fez no cinema, onde simplesmente produziu um remake pasteurizado dos primeiros filmes. “The Mandalorian” está concluindo sua primeira temporada e já ganhou dois prêmios importantes.
Outra empresa que acerta na televisão e erra nos cinemas é a DC Comics. Na telona dos cinemas o desemprenho dos heróis da DC, como Batman e Aquaman, tem sido tão sofrível que a empresa apelou para vilões como o Coringa e a Arlequina. Já nas séries da televisão, como Supergirl e Flash, os roteiristas mostram uma criatividade rara e conseguem manter o interesse das plateias encontrando novas nuances de seus personagens.
Além disso, na TV os personagens interagem em uma série de crossovers, ao contrário do que acontece no cinema, onde eles raramente aparecem juntos. A série da Supergirl, estrelada pela Melissa Benoist, já está na quinta temporada e a do Flash emplacou sete anos no ar. Com tempo de sobra para desenvolver novas tramas, os produtores criaram até um musical. Foi no episódio “Dueto”, da terceira temporada, onde um super-vilão chamado “O Mestre da Música” mandou o Flash e sua amiga Supergirl para um mundo onde a vida é um musical e o único meio de escapar de lá é cantando e dançando.
O que foi ótimo para os atores, que puderam mostrar seus talentos musicais. Melissa Benoist, a Supergirl, surpreendeu o público com uma linda interpretação da musica “Moon River”, do Henry Mancini. Alguém viu nisso um erro cronológico já que o mundo musical tem cenários típicos da década de 1940. E a canção “Moon River” foi composta em 1960 para o filme “Bonequinha de Luxo”, da Audrey Hepburn. Mas, a crítica não se sustenta já que nossos heróis estão em um mundo artificial, criado por um vilão e, portanto, a mistura de elementos de épocas diferentes é perfeitamente possível.
Recentemente Supergirl e Flash participaram de um mega crossover que reuniu personagens de séries como Batwoman e o Arqueiro. Foi a “Crise nas Infinitas Terras”. E tudo indica que “The Mandalorian” vai ganhar uma nova temporada. Enquanto isso, no cinema, a DC aposta em um novo filme do Batman, com o Robert Pattinson como o cruzado embuçado. Cujo uniforme já provocou a desaprovação dos fãs.

 


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