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Starliner pousa com sucesso e ganha um nome

Matéria publicada em 31 de dezembro de 2019, 09:00 horas

 


Nova espaçonave vai se chamar Calypso, como o navio do Cousteau

Depois de um voo problemático a nave espacial Starliner, da Boeing, pousou com sucesso no deserto do Novo México, no último dia 22. A Starliner faz parte de um contrato bilionário entre o governo americano e a indústria privada para criar um transporte espacial. Um veículo capaz de levar astronautas até a Estação Espacial Internacional ISS e trazê-los de volta para a Terra. A missão, lançada no dia 19 de dezembro, devia incluir um encontro e acoplamento com a estação espacial internacional. Mas, um defeito no cronômetro de bordo impediu que a nave executasse essa manobra.
Como se pode ver na imagem aí ao lado, a Starliner é uma versão moderna das naves Apollo, que levaram os astronautas até a Lua na década de 1960. Mas, ao contrário das Apollo, que eram usadas uma única vez, a Starliner é reutilizável e pode ir várias vezes ao espaço. Neste primeiro teste a nave viajou sem tripulação, levando a bordo apenas um manequim vestido de astronauta e um boneco do cachorro Snoopy das histórias em quadrinhos.
Se tudo correr bem o próximo voo da Starliner, em 2020, será com tripulantes. A astronauta Sunita Williams, que deve comandar a missão, aproveitou o pouso bem sucedido do domingo para batizar a nave com o nome de Calypso. Calypso é uma ninfa do mar na mitologia grega e também batizou uma das luas do planeta Saturno.
Mas, a inspiração de Williams para o nome vem do navio de pesquisa que foi usado pelo oceanógrafo francês Jacques Cousteau durante suas expedições nas décadas de 1960 e 1970. “É claro que eu amo o oceano”, disse Williams, em uma entrevista transmitida pelo canal da agência espacial Nasa. “Eu amo o que o oceano significa para este planeta. Nós não estaríamos aqui se o oceano não existisse”.
Durante seu primeiro voo tripulado, Williams, que trabalha para a Boeing, vai viajar na companhia do astronauta da Nasa, Josh Cassada, e dois passageiros, que serão escolhidos entre astronautas dos 12 países que formam o consórcio da Estação Espacial Internacional. Mas, antes que isso aconteça a nave receberá novos equipamentos e dois novos escudos de proteção térmica, um que fica na cauda e outro que fica na frente. Eles são ejetados ao final de cada missão ao espaço.
Atualmente os astronautas americanos viajam até a ISS nas naves russas Soyuz. O projeto da nave tripulada comercial foi criado para terminar com essa dependência. O contrato da Nasa com a Boeing tem o valor de 4,2 bilhões de dólares. Outro contrato, de 2,6 bilhões, foi assinado com a empresa Space X. Pelos planos originais as duas naves, a Starliner e a Crew Dragon, deviam ter começado a transportar astronautas em 2018. Mas, ambos os projetos sofreram adiamentos e uma série de problemas.
No ano passado a Space X conseguiu enviar com sucesso uma Dragon, sem tripulantes, até a Estação Espacial. Como no caso da Starliner, o próximo voo deveria ser com tripulação. Infelizmente, durante um teste em terra, no início do ano passado, a Dragon explodiu em pedaços devido a um vazamento em uma tubulação de combustível. Felizmente, não havia ninguém a bordo. O problema já foi contornado com a instalação de novas válvulas de combustível, mas, o primeiro voo com astronautas ainda não tem data marcada.
A Starliner se saiu pior em seu primeiro teste, já que não conseguiu acoplar com a estação espacial. Mas, pelo menos ela não explodiu. Os astronautas não estão preocupados com a falha no cronômetro de bordo. Eles dizem que se estivessem a bordo teriam assumido o controle manual e levado a nave até o seu destino. O importante para eles é que o sistema de proteção contra o calor, os paraquedas e airbags funcionaram com perfeição.


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2 comentários

  1. Avatar

    Pior seria a família do Lula, iam roubar o satélite.

  2. Avatar

    Bem que poderiam mandar a família bolsonaro para a Lua, iriam acabar com o satélite, mas é melhor do que ficarem aqui estragando o planeta.

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