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Telescópio detecta sinais misteriosos nas estrelas

Matéria publicada em 10 de novembro de 2016, 07:30 horas

 


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Estranhas pulsações de luz, emitidas por 234 estrelas diferentes, estão deixando os astrônomos intrigados. O fenômeno foi detectado pelo telescópio de 2,5 metros de abertura do Sloan Digital Sky Survey, localizado no Novo México. Durante um mapeamento galáctico o telescópio observou o espectro de 2,5 milhões de estrelas. E deste total, 234 estrelas estavam emitindo pulsações luminosas que podem ser um sistema de comunicação.

A descoberta chamou a atenção dos cientistas canadenses Ermanno Borra e Eric Trottier da universidade Lavall em Quebec, que participaram da pesquisa. Em um estudo publicado em 2012 Borra tinha previsto que civilizações extraterrestres poderiam usar esses sinais de luz para se comunicarem entre si e chamar a atenção de outras civilizações.

Além dos sinais luminosos corresponderem ao padrão previsto, eles estão sendo emitidos por estrelas semelhantes ao Sol. Que poderiam ter planetas semelhantes a Terra. Mas os estudiosos do projeto SETI, que busca civilizações alienígenas, estão cautelosos. Recentemente ouve outros alarmes falsos, como o anúncio feito pelos russos de que teriam detectado um sinal extraterrestre inteligente. Que foi logo desmentido quando os pesquisadores descobriram que se tratava de um simples satélite militar, feito aqui na Terra.

Ouvido pelo site Space.com, o pesquisador Seth Shostak achou improvável que 234 sociedades extraterrestres estejam enviando o mesmo tipo de sinal simultaneamente. Shostak acha que os sinais foram produzidos por um simples erro no processamento de dados. Mas recomenda que as estrelas em questão sejam observadas com mais atenção. Para verificar se apresentam outros indícios de atividade inteligente.

Nos últimos meses o projeto SETI (sigla de Busca pela Inteligência Extraterrestre) tem voltado sua atenção para a chamada Estrela de Tabi. Que apresenta misteriosas flutuações de luz que poderiam ser provocadas por uma grande estrutura artificial, construída nas suas proximidades. Por enquanto ainda não houve nenhuma confirmação, mas as hipóteses que tentam explicar o comportamento da estrela com base em fenômenos naturais não deram resultado.

Desde a década de 1960 que os astrofísicos tentam responder a antiga pergunta: “Será que estamos sós no Universo?”. Será que nossa civilização é a única que existe em uma galáxia com bilhões de sóis e sistemas solares como o nosso? No final dos anos 60 os radiotelescópios detectaram pulsações de rádio precisas que pareciam ter uma origem artificial. A primeira fonte desses sinais foi batizada com a sigla LGM-1. Das iniciais em inglês de Little Green Men (Pequenos Homens Verdes).

Posteriormente se descobriu que os sinais eram emitidos por estrelas de nêutrons, em alta rotação. Os chamados Pulsares. Na década de 1970 um radiotelescópio captou um sinal de rádio de aparência artificial que ficou conhecido como o sinal “uau!”. Porque o astrônomo de plantão colocou essa expressão na folha de papel com o registro do fenômeno. Mas o sinal nunca mais foi ouvido e ninguém sabe realmente do que se tratava.

Mas a busca continua e envolve vários países como o Canadá, os Estados Unidos e a Rússia. Recentemente a China inaugurou uma enorme antena de radiotelescópio, com 500 metros de largura, na província de Guinzhou, que vai participar do programa de busca extraterrestre da Breakthrough Initiative, criada pelo bilionário russo Yuri Milner. Conhecido como Fast a antena é duas vezes maior que a de Arecibo, em Porto Rico, que foi usada para captar sinais do espaço no passado.

A antena chinesa vai procurar por sinais na faixa de rádio enquanto os telescópios óticos buscam sinais no espectro da luz.

 Novo: Antena chinesa vai ajudar na busca


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JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br


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