quarta-feira, 24 de julho de 2019

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Capa / Bastidores e Notas - Por Aurélio Paiva / Tomaram as terras dos descendentes de escravos libertos no Bracuí, Angra

Tomaram as terras dos descendentes de escravos libertos no Bracuí, Angra

Matéria publicada em 30 de maio de 2015, 19:45 horas

 


Um dos maiores fazendeiros do país, José de Souza Breves libertou os escravos antes da abolição e deu-lhe as terras de Arrozal e do Bracuí; a maior parte delas foi surrupiada

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Quando o fazendeiro José de Souza Breves, o segundo homem mais rico do país, morreu em 1879, foi aberto o testamento que ele havia ditado em 1877. Ele era um dos maiores donos de escravos na região. Por isso, a surpresa: Breves, que não tinha filhos, alforriou todos os seus escravos, deu a vários deles pensões vitalícias e entregou-lhes duas enormes fazendas: a Fazenda Cachoeirinha, em Arrozal (RJ) e a Fazenda Bracuhy, em Angra dos Reis (RJ).

Não era pouca coisa. O excelente site histórico brevescafe.net calcula que os mais de 290 alqueires geométricos doados por Breves aos escravos correspondem a mais de 1.400 campos de futebol. E com mais de 2 quilômetros em linha de frente para o mar.

Era uma autêntica libertação dos escravos com reforma agrária.

Os descendentes de escravos de Arrozal ainda hoje vivem nas terras deixadas pelo fazendeiro. Os do Bracuí também viveram em paz por um bom tempo. Na década de 40 tentaram lhes tirar parte das terras à força, mas eles repeliram os invasores.

Os problemas começaram quando, em 1970, foi aberta a Rodovia Rio-Santos, que valorizou as terras, colocando os preços nas alturas – em especial as áreas à beira-mar. De repente, em 1975, surgiu a Bracuhy Administração, Participações e Empreendimentos Ltda., dizendo-se proprietária da margem de terra que dá frente para o mar e onde ficavam o porto e o engenho de cana.

E, no cartório, a empresa de fato aparecia como proprietária.

O que aconteceu?

Trambiques após trambiques cartoriais, desde o Século XIX, surrupiaram as terras da plebe negra.

Para se ter uma ideia, em 1956 essas terras aparecem no espólio de Honorato Lima, que havia sido o inventariante de plantão dos bens deixados por José de Souza Breves.

Os descendentes de escravos, após a Rio-Santos, foram forçados a sair da área onde a empresa construiria o luxuoso Condomínio do Bracuhy, com valorizadíssimo metro quadrado de venda. Homens armados intimidaram os descendentes dos escravos, eles foram proibidos de plantar no local e barragens em torno do Rio Bracuhy fecharam-lhes o acesso às terras que eram dos seus antepassados, de fato e de direito.

Em 1978, com o apoio da Igreja e da Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), os negros herdeiros da fazenda entraram na Justiça para reaver suas terras.

Só cinco famílias conseguiram comprovar a descendência dos escravos locais e conquistaram o direito a um ínfimo quinhão da enorme doação de José de Souza Breves.

As demais perderam todo o seu direito.

Não era mesmo fácil comprovar a descendência: os escravos libertos eram muitas vezes chamados apenas pelo primeiro nome, ou herdavam nomes de sua localidade: Maria Moçambique, Pedro Congo, etc.

Ou profissões: João Ferreiro, por exemplo.

Mas um dia uma santa alma há de descobrir como a raia graúda, que jamais pegou em uma enxada, conseguiu comprovar ser dona de terras que, por escrito, pertenciam a descendentes de escravos.

Em Pinheiral, uma joia da História do país

 

José de Souza Breves tinha fazendas que iam de Angra a Piraí, passando por Bananal, Barra Mansa e Arrozal. Mas o seu xodó era a Fazenda do Pinheiro – que hoje é a cidade de Pinheiral.

Pinheiral era o destino de viajantes do mundo inteiro, que iam conhecer a fazenda de Breves. De diplomatas a cientistas de vários países. Sem falar na Corte brasileira e no próprio Imperador Pedro II.

A casa da fazenda, construída em 1851, era cercada por grandes muralhas e jardins, envidraçada, com mais de 20 quartos. No quarto do seu dono (uma suíte dupla) havia até uma capela particular, fora a que ficava na própria fazenda. No teto da Sala Nobre, afrescos redondos, com figuras mitológicas, ornamentadas a ouro. Na Sala de Baile, com mais três quartos anexos, havia 72 cadeiras de mogno. A sala de jantar da família tinha 40 lugares.

Além disso, a fazenda tinha um hospital com 48 leitos, médico residente e até mesa de autopsia, além de uma escola para os escravos.

O poeta, escritor e jornalista português Augusto Emílio Zaluar assim comentou sobre a sala da casa:

“Seis ou oito magníficas gravuras representando cópias de diferentes quadros de Horacio Vernet, completam a decoração artística desta elegante sala, correspondendo a mobília e os ornatos ao bom gosto que por toda parte reina. A sala nobre é uma peça soberba. Grande espelho de Veneza, ricos candelabros de prata, lustres, mobília, tudo disputa a primazia ao que deste gênero vê de mais ostentoso na própria capital do Império”.

 

Músicos negros deixaram os turistas encantados

 

Uma das coisas, porém, que mais impressionava os visitantes eram os músicos da Fazenda do Pinheiro. Breves mantinha um professor de música e formou uma mini-orquestra (ou uma banda, como queiram) que era sucesso pela sua qualidade musical. Todos os músicos eram escravos.

Em algumas apresentações, a banda tocava de clássicos a danças típicas oriundas da África. Encantava os muitos turistas.

O casal de cientistas Elizabeth e Lois Agassiz, vindos de Cambridge (EUA), se encantou.

Louis Agassiz é o cara que praticamente criou a glaciologia. Descobriu a Idade do Gelo. Professor em Harvard. Em sua homenagem, deu nome a três montes e a um lago nos EUA, um monte na suíça, outro em Israel, uma área da Antártida, um monte na lua, uma cratera em marte e a um cinturão de asteroides.

Elizabeth é o nome feminino mais conhecido na Universidade de Harvard, pela sua inclusão das mulheres naquele meio acadêmico.

Foi ela quem, na visita do casal, narrou a visita à fazenda de Breves em Pinheiral:

– No fim da noite os músicos foram introduzidos nas salas e tivemos um espetáculo de dança, dado por negrinhos que eram dos mais cômicos. Como diabretes, dançavam com tal rapidez de movimentos, com tal impulso de vida e alegria espontânea, que era impossível não os acompanhar. Enquanto durou o baile, portas e janelas se achavam obstruídas por uma nuvem de vultos pretos, no meio do qual se destacavam aqui e ali uns rostos quase brancos, pois aqui, como em toda parte, a escravidão acarreta suas fatais e deploráveis consequências.

Para se ter uma ideia do padrão dos turistas, o diplomata francês Maurice Ternaux-Compans assim narrou sua visita à fazenda:

– “Apesar de idoso [sobre José Breves] está sempre viajando. Em sua ausência fomos recebido por seu administrador. Em sua casa goza-se da maior liberdade; chega-se e parte-se quando se quer, sem ser preciso avisar a quem quer que seja(…). Lá encontramos o Conde D’Russel, Cantagalo da legação da Itália, o Sr. Ganha da legação da Inglaterra. Ali estavam instalados a caçar desde alguns dias”.

Curioso que não eram apenas diplomatas, nobres e cientistas que se hospedavam no local.

Por tradição, qualquer viajante era acolhido sem restrições na fazenda de Breves em Pinheiral.

 

A destruição da História por uma universidade

 

Após a decadência cafeeira, a fazenda terminou nas mãos do governo federal. Foi para o Ministério da Agricultura. O governo passou a produzir gado de alta qualidade. Em 1920 o Rei Alberto, da Bélgica, visitou o local ao lado do presidente brasileiro Nilo Peçanha.

Continuava a fazenda a receber nobres e plebeus.

Mais recentemente, em 1985, a fazenda passou para a UFF (Universidade Federal Fluminense), via Escola Agrícola Nilo Peçanha.

Uma tragédia.

A casa da fazenda, joia da coroa na região, foi abandonada, pegou fogo duas vezes, não fui restaurada e se transformou em ruínas rapidamente.

Já em 2000 o local estava arrasado.

Em cerca de 15 anos, a UFF destruiu 150 anos de História.

Uma vergonha.

Na história da região, construída por José de Souza Breves, dois fatos similares aconteceram:

A elite cartorial roubou o legado social deixado aos descendentes de escravos.

A elite acadêmica derrubou o maior legado artístico, histórico e arquitetônico deixado por Breves.

 

Abandono: Ruínas da casa da Fazenda do Pinheiro, em Pinheiral (foto: site Prefeitura de Pinheiral)

Abandono: Ruínas da casa da Fazenda do Pinheiro, em Pinheiral (foto: site Prefeitura de Pinheiral)

A casa da Fazenda do Pinheiro, que atraía turistas de todo o mundo

A casa da Fazenda do Pinheiro, que atraía turistas de todo o mundo

 


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31 comentários

  1. Avatar

    Meus parabéns… Fiquei feliz ao ler algo realmente instrutivo, maravilhosa leitura, sobre algo de extrema importância da qual jamais ouvi falar.

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    vc tem que fazer tambem , uma materia sobre são gonsalo em paraty.
    que as terras forão griladas pela a WHITE MARTINS

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    Gostei muito da matéria, moro em Pinheiral e frequento o Bracuí desde criança, conheço o condomínio e não sabia dessas coisas. Realmente é muito triste olhar a Fazenda dos Pinheiros, ou “Casarão” como costumamos chamar por aqui, no estado que está hoje, perdermos com ele um pedaço enorme da nossa história.

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    Meus parabéns a está matéria maravilhosa.meu deu at;e gosto de saber que temos reporte deste porte em nosso jornal regional.

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    Bartolomeu Bueno da Silva

    Como escreveu Johann Goethe “Ninguém é mais escravo do que aquele que se julga livre sem o ser.”

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    Antigamente não existia justiça…e agora?… também não ?

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    Parabéns pela matéria . Durante meu período de estudo no antigo Colégio Agrícola Nilo Peçanha, 1991-1993 , nunca houve nenhuma ação por parte da UFF e ou qualquer órgão público bem como ONG para preservação do casarão . Mesmo interditado após incêndio ainda era possível restauração pois estava com as paredes e parte do telhado ainda preservados . Estudei muito para provas nas laterais deste casarão .

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    É uma matéria excelente em conhecimento mas ao mesmo tempo um episódio triste da ação humana, eu acredito que grandes fazendas e terras por grande parte do nossos pais são terras roubadas da própria nação por políticos e poderosos dessas épocas é somente verificar que constataremos as articulações dos poderes do passado.

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    Parabéns pela matéria, quantas informações importantes de nossa História que até então eu desconhecia,
    esta coluna é um sucesso, parabens. grato.

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    Realmente é lamentavel e vergonhoso tudo isso,mas se tratando de Brasil tudo que é errado é possível,mas não sei se adianta,mas ninguem denúnciou isso em algum orgão,tipo MPF do Rio de Janeiro,TV, etc…??Deputados ?

  11. Avatar

    Belissima materia !!!

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    Matéria riquíssima e verdadeira. Realmente o governo brasileiro não tomou os cuidados necessários para a preservação da história. Mas ainda resta a Fazenda Bela Aliança (em Pinheiral), que pertenceu a José Gonçalves de Moraes Breves, que por ocasião do casamento de sua filha Anna Clara breves com o nobre russo Maurice Haritoff, transferiu a propriedade a esta, como dote. E a fazenda Confiança (aquela que fica na estrada Pinheiral-Vargem Alegre) que pertenceu ao Comendador Silvino José da Costa, também casado com uma Breves. Estas fazendas não acabaram porque não passaram para as mão do governo federal. Todas essas fazendas são contemporâneas da magnífica fazenda Pinheiro, de José Joaquim de Souza Breves,esta, sim vítima do descaso e desinteresse do poder público. Parabéns pela matéria.

  13. Avatar

    Excelente matéria ! Moro no Bracuí e minha avó foi beneficiária da doação feita pelo Sr breves . A especulação imobiliária e a grilagem foi covarde a ponto de ameaçarem de morte minha saudosa avó que resistiu heróicamente junto com 3 filhos pequenos e sozinha e viveu e morreu trabalhando na terra e criando sua família ! Dona Joana é o nome da guerreira que defendia o posto de mais antiga que hoje pertence a Sr José Adriano também descendente de quilombos . Com falcatruas e manobras covardes e ilícitas nossas terras foram repassadas para administração pública como dação e pagamento por dívidas e impostos da massa falida da bracuí empreendimentos sem que ninguém aqui viesse para saber se existia posseiros antigos na terra. Minha avó sem saber de tal situação e hoje nosso processo se encontra para ser julgado no STF . Honraremos a luta de minha avó tantos anos nesta terra onde criou sua família cultivando e amando a terra de nossos antepassados.

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    Excelente matéria ! Moro no Bracuí e minha avó foi beneficiária da doação feita pelo Sr breves . A especulação imobiliária e a grilagem foi covarde a ponto de ameaçarem de morte minha saudosa avó que resistiu heróicamente junto com 3 filhos pequenos e sozinha e viveu e morreu trabalhando na terra e criando sua família ! Dona Joana é o nome da guerreira que defendia o posto de mais antiga que hoje pertence a Sr José Adriano também descendente de quilombos . Com falcatruas e manobras covardes e ilícitas nossas terras foram repassadas para administração pública como dação e pagamento por dívidas e impostos da massa falida da bracuí empreendimentos sem que ninguém aqui viesse para saber se existia posseiros antigos na terra. Minha avó sem saber de tal situação e hoje nosso processo se encontra para ser julgado no STF . Honraremos a luta de minha avó tantos anos nesta terra onde criou sua família cultivando e amando a terra de nossos antepassados.

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      Excelente matéria…é importante saber de fato o que aconteceu.

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      Verdade nossa avó foi guerreira defendendo a terra em que vivia e se hoje temos cada um o seu pedacinho entre filhos,netos,bisnetos e tetranetos temos que agradecer a Deus e a nossa saudosa JOANA DE AZEVEDO.E temos que orgulharmos em ser remanescente de quilombo, é o que somos e isso sempre seremos.

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      Verdade nossa avó foi guerreira defendendo a terra em que vivia e se hoje temos cada um o seu pedacinho entre filhos,netos,bisnetos e tetranetos temos que agradecer a Deus e a nossa saudosa JOANA DE AZEVEDO.E temos que orgulharmos em ser remanescente de quilombo, é o que somos e isso sempre seremos.

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    Uma bela matéria quando se faz um apanhado histórico e denuncia a atual situação do que era a Fazenda do Pinheiro, mas atribuir as ruínas à UFF é um grande desrespeito, falta de conhecimento político e um pequeno ar de recalque do Diretor Presidente deste sempre isento jornal. Causa me espécie que o renomado jornalista vincule essa matéria a partir do início da greve das Universidades Federais, que passam por completo abandono do Governo Federal, que gosta apenas de fazer números, acreditando que quantidade indica qualidade. Prezado Sr. Aurélio Paiva, procure informar-se melhor sobre a situação das Universidades Federais e não atribua simplesmente ao que seus olhos podem ver como sendo a verdade absoluta.

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      Se Vc sabe mesmo o contraditório por que não coloca aqui, ao invés de mandar o autor procurar? Criticar é fácil.

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    CARO AURÉLIO
    SUA COLUNA BASTIDORES E NOTAS ESTA CADA DIA MELHOR, NAO SABIA SOBRE OS ESCRAVOS LIBERTOS DO BRACUÍ.
    PARABÉNS E CONTINUE NOS COMPLETANDO COM CULTURA.
    SDS.
    SILVIO CAMPOS
    PRESIDENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO SUL FLUMINENSE

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    Meu pai sempre contava, que meu bisavô tinha direito as terras, e o escrivão as tinha tomado. Eram terras no Arrozal, como um escravo ira comprovar que tinha a posse da terra!? Impossível. Histórias de meu pai que hoje confirmo que eram verdadeiras.

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    belissima materia!!!!!!!

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    Excelente materia Sr.Aurelio, sou voltaredondense ja morei no Bracui, atualmente em Brasilia – DF leio sempre sua coluna. Muito bom ler e entender a situação dos Quilombolas que conheci no Bracui.

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    Excelentes Matérias! Muito oportuna a volta do Sr. Aurélio Paiva com sua coluna semanal no DV, na qual, ele não somente rebusca com esmero os fatos acontecidos com os antepassados da nossa região, Sul Fluminense, como revela de forma prática a história de um povo que ficou perdida em livros praticamente inacessíveis nas bibliotecas de algumas escolas. Esses fatos revelados pelo escritor, além de ser cultura, leva seus leitores à emoção. Passeio sempre com minha esposa por essas regiões, e tenho imensa curiosidade de saber como viveu o povo dessa época na cidade de Mangaratiba, RJ – ressalvando, todavia, minhas escusas, caso, essa história já tenha sido resgatada nesta conceituada coluna.

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    Ótima matéria denuncia, sobre parte importante da nossa história, espero que algum membro do ministério público leia e tome providencias, a fim de punir e dar nome aos pilantras ladravazes. O país precisa reaver seus valores históricos. Parabéns!!!

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    moradora 9 de abril

    poxa vida!!! ver uma foto dessa de antes e depois…lendo essa história, da um aperto no coração em saber que foi tudo em vão. Lamentável ter caido nas mãos erradas, tão grande obra que poderia hoje, estar sendo admirada por turistas de todo mundo

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      Muito bem! Eu aqui cunhei o nosso POVINHO por não dar atenção o MEU BRasil. Infelizmente houve e ainda há um movimento para apagar de nossa memória tudo isso, a riqueza que poderia ser explorada por nós para a defesa da riqueza que nos são tiradas diariamente ainda hoje. Parabéns ao Aurélio pela riqueza de detalhes e trazer à tona o nosso passado na região.

  23. Avatar

    Parabéns pelo texto. Muito bom saber um pouco da história da nossa região. Já visitei algumas fazendas na nossa região e as que estam conservadas e cuidadas tem muitas historias. Está matéria e a de São João Marcos estam excelentes.

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      Matéria riquíssima e verdadeira. Realmente o governo brasileiro não tomou os cuidados necessários para a preservação da história. Mas ainda resta a Fazenda Bela Aliança (em Pinheiral), que pertenceu a José Gonçalves de Moraes Breves, que por ocasião do casamento de sua filha Anna Clara breves com o nobre russo Maurice Haritoff, transferiu a propriedade a esta, como dote. E a fazenda Confiança (aquela que fica na estrada Pinheiral-Vargem Alegre) que pertenceu ao Comendador Silvino José da Costa, também casado com uma Breves. Estas fazendas não acabaram porque não passaram para as mão do governo federal. Todas essas fazendas são contemporâneas da magnífica fazenda Pinheiro, de José Joaquim de Souza Breves,esta, sim vítima do descaso e desinteresse do poder público. Parabéns pela matéria.

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    Parabéns Aurélio Paiva!!! Mais uma brilhante matéria que conta a verdadeira história do nosso país e da nossa região. É notório na nossa história os primórdios do jeitinho brasileiro, no que se diz respeito a se aproveitar dos
    menos informados. A ponto de refletir hoje no dia a dia, no qual nós pagamos as duras contas da falta de planejamento, respeito cultural, intelectual que nos leva cada vez mais para um abismo sem rumo.

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    É triste e lamentável, ler a história de um homem que ajudou nosso país desenvolver a Atividade Cafeeira e no final da sua vida, libertou os seus escravos e doou parte do seu patrimônio para eles em testamentos e os corruptos roubaram suas terras doadas.

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