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Uma trégua bem vinda na balburdia do fim de ano

Matéria publicada em 7 de janeiro de 2020, 07:00 horas

 


Algumas cidades já optaram pelo uso de fogos silenciosos

No último dia 31 de dezembro nosso planeta completou mais uma volta em torno do Sol, esse é o significado de um ano, o tempo que nossa bolinha azul leva para girar em torno de seu Sol amarelo. Os seres humanos acham isso muito importante e festejam no mundo todo. Fazendo uma barulheira infernal que prejudica os animais e as crianças. Felizmente estamos ficando mais civilizados e muitas cidades aqui do Brasil optaram pelo uso de fogos luminosos que são muito bonitos e não fazem barulho.

A televisão mostrou outro dia uma simulação de como animais, como os cães, que tem uma audição muito mais apurada do que a nossa, percebem a cacofonia dos fogos de fim de ano. Para eles é insuportável. Mas o problema não é só o efeito sobre os animais, os fogos também afetam crianças, principalmente aquelas que sofrem de certos graus de autismo. Algumas chegam a entrar em convulsões, correndo até risco de vida.

No mês passado o DIÁRIO DO VALE publicou duas matérias sobre o assunto. Mostrando uma tomada de consciência, ainda que tardia, sobre o problema. A primeira, no dia 17 de dezembro, relatava uma reunião do prefeito de Barra do Piraí que pretende colocar em prática uma lei municipal que proíbe o uso de fogos de artifício em todo o município, a partir de 2020. E no sábado, 21 de dezembro, foi noticiada uma reunião de várias ONGs, em Volta Redonda para discutir o impacto dos fogos de artifício em bichos, crianças autistas e idosos.

Acho muito difícil acabar com essa prática. Seria preciso uma lei que proibisse a fabricação e venda de fogos de estampido em todo o território nacional. O que no atual governo é muito improvável. Mesmo com as prefeituras tentando coibir o problema não é viável tentar impedir os torcedores de futebol de comemorarem as vitórias de seus times soltando os petardos de costume.

Felizmente, aos poucos o problema vem diminuindo. Este ano várias cidades do sul do Brasil optaram por comemorar o fim de ano com fogos luminosos. Que não provocam ruído. Até em Pinheiral, uma das cidades mais barulhentas da nossa região, a virada de 2019 para 2020 não foi tão ruidosa quanto nos outros anos. O número de fogos foi bem reduzido, não sei se devido a atual situação econômica do país, que leva as pessoas a pensarem duas vezes antes de queimar dinheiro com rojões.

Mesmo assim encontrei um cachorro perdido, assustado, na manhã do dia primeiro. Tinha coleira e estava bem tratado, o que indica que deve ter pulado algum muro durante a barulhada do final do ano. Tentei leva-lo para minha casa, mas ele estava tão abalado que fugiu correndo assim que os cachorros da vizinha começaram a latir. Espero que seus donos o tenham encontrado.

Pode-se medir o grau de cultura e civilização de um povo pelo nível de ruído nas cidades. Lá no primeiro mundo não vemos esses carros com som alto nas ruas, nem buzinas ou líderes religiosos pregando a plenos pulmões. Coisa comum aqui no terceiro mundo. Em Pinheiral tem uns pastores evangélicos que gritam como se o Deus deles fosse meio surdo. Fico pensando nas pessoas que moram perto daquelas “igrejas”, são obrigadas a participarem dos cultos querendo ou não.

Nas últimas copas do mundo eu nem precisava ligar a televisão para saber como ia o desemprenho da Seleção. Se tivesse foguetório era sinal de que o Brasil estava ganhando, se pintasse aquele silêncio era porque o time estava perdendo. Lembro da Copa de 2014, quando um vizinho detonou duas bombas daquelas “malvinas” no meio da rua, para desespero do meu cachorro. Aí veio o sete a um e ele sumiu com os petardos.

Mas quem viver verá, um dia a civilização ainda vai chegar por aqui.

Algumas cidades baniram os estampidos, como no caso da capital paulista – Foto: Marcelo Pereira/SECOM


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9 comentários

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    o inteligente defensor do PT come capim de sacanagem mesmo kkkk Carolina Lula da Silva kkķk

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    Show. Mas, se puder, coloque o acento agudo na “balburdia”, afinal é uma paroxítona terminada em ditongo. Um cochilo aceitável.
    Só pra não parecer com a “balbúrdia” que o iletrado “ministro” da Educação do Bozo acredita que há nos campi das Universidades Federais, onde possivelmente o sujeito lá jamais botou as patas.

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      falou o petista catador de latinha q anda de corcel ou Escort sem documento kkķkkķ q não teve e nem tem dinheiro pra viajar o Lula e bao sem acento mesmo e ainda fala que é inteligente formado na facu da vida kkķkkķ

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      o inteligente defensor do PT come capim de sacanagem mesmo kkkk Carolina Lula da Silva kkķk

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      Hummm que bonitinho, já aprendeu a copiar e colar no Google para as palavras erradas ficarem grifadas de vermelhos!

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      E o show de horrores continua por parte dos filósofos de internet, com suas incríveis sabedoria obtusa, onde não consegue escrever 3 linhas sem citar aquele que hoje “está Presidente”.
      Limitando-se a um único “saber” Lula!
      @Catilina sendo o melhor que o Brasil tem, os Brasileiros!

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      O gado está nervoso. Os bolsomínios não conseguem defender seu miliciano quadrilheiro de estimação sem falar “aiinnn, mas e o PT?”
      Eu entendo. Quando não havia o Bolsa Família, o pobre de direita via-se obrigado a largar os estudos precocemente. Poucos leram um livro na vida. Universidade, então, nem pensar.
      Sugestão: nunca é tarde para procurar um supletivo baixa-renda, um EJA, algo assim.
      É melhor do que desperdiçar energia destilando ódio e espalhando fake news nas redes sociais, e fazer sinal de arminha e dancinha do Bozo.

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      Oh, Catilina! Até quando abusarás de nossa paciência, insolente tribuno barramansuíno!…

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