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Você já ouviu falar em tosse dos canis?

Matéria publicada em 17 de janeiro de 2018, 07:00 horas

 


Doença se manifesta com maior frequência em determinadas estações do ano ou regiões frias

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A Traqueobronquite Infecciosa Canina (TIC), popularmente conhecida como Tosse dos Canis, refere-se a uma coleção de doenças infecciosas do trato respiratório canino, altamente contagiosa e de proliferação (contágio) muito rápida, que causa traqueobronquite e início súbito de uma tosse curta e repetida que dura de vários dias a algumas semanas. Inicialmente, a TIC é uma infecção que debilita as vias aéreas dos cães, podendo começar com uma simples garganta inflamada, deixando-os expostos posteriormente a uma infecção bacteriana e os predispõe, permitindo que as bactérias se desloquem até a área respiratória inferior, ou seja, os pulmões. Já nos pulmões, podem provocar pneumonias e broncopneumonias graves levando o animal à morte.

A TIC é altamente contagiosa através de disseminação por aerossol (tosse e espirros), portanto, torna-se comum onde quer que se abriguem ou se concentrem cães juntos (principalmente canis, hotel, banho e tosa, abrigos de animais, lojas de animais, hospitais veterinários e instalações de pesquisa). Esses agentes também podem ser transmitidos por fomitos (por exemplo: funcionários, roupas, calçados, gaiolas, comedouros, bebedouros e qualquer material que esteja no meio ambiente de um animal infectado).

A partir do momento em que o primeiro cachorro se encontra contaminado, todos os cães ao redor poderão apresentar a doença em breve. Ela pode até mesmo ser contraída em um simples passeio.

A tosse de canis manifesta-se com maior frequência em determinadas estações do ano ou regiões frias, já que as vias respiratórias estão mais expostas e debilitadas com o clima úmido e a temperatura baixa. Mesmo assim, nossos bichinhos não estão livres de se contaminarem nas estações ou regiões mais quentes, bastando para isso terem contato com outro cão já infectado.

Cuide de seu cãozinho: Os primeiros sinais da TIC não devem ser ignorados (Foto: Divulgação)

Cuide de seu cãozinho: Os primeiros sinais da TIC não devem ser ignorados (Foto: Divulgação)

Sintomas

Os sintomas surgem cerca de cinco a dez dias após o contato com os animais contaminados. São semelhantes aos resfriadinhos ou gripe, devido à tosse seca e persistente, muitas vezes até confundida com engasgos ou sufocamentos, principalmente em momentos de passeios e exercício físico com uso de coleira ou momentos de muita excitação.

Justamente por conta dessas características, muitos tutores poderão se equivocar e deixar de levar seus animaizinhos ao veterinário. Porém, persistindo até dez a vinte dias sem tratar corretamente pelo veterinário, os resultados serão de quadro mais grave como pneumonias ou broncopneumonias, podendo chegar ao óbito. Sendo assim, os primeiros sinais da TIC não devem ser ignorados.

Já em casos já agravados, pode haver vômito após um episódio de tosse, bem como febre, apatia, perda de apetite e perda de peso.

O tratamento da TIC será realizado após diagnóstico do médico veterinário, diante de exame clínico e laboratorial.

É importante que o tutor não administre medicação por iniciativa própria, o seu cachorro tem de ser atendido, diagnosticado e tratado por um médico veterinário.

Dada a elevada mortalidade da TIC, é indispensável a tomada de medidas de prevenção e de controle da doença. Sendo a vacinação do seu cão a forma imprescindível para evitar esta doença.

O animal deve ser vacinado quando filhote (duas doses com intervalo de 21-30 dias entre elas) e anualmente (uma dose) por toda sua vida, juntamente com as restantes das vacinas anuais.

Se seu cão apresentar qualquer sintoma mencionado, não pense duas vezes: entre em contato com o médico veterinário.

E nunca se esqueça de vacinar o seu cãozinho.

 

 

 

Quer ver o seu bichinho de estimação aqui também? Basta enviar uma foto dele para o e-mail (glayce.cassaro@diariodovale.com.br). Sugestões e dúvidas também são bem vindas. Mais informações pelo WhatsApp (24) 98816-1583.

 

 

GLAYCE CASSARO PEREIRA | glayce.cassaro@diariodovale.com.br


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