Zanin e a covardia contra os aposentados

Por Mauro Veríssimo

Por Vivian Costa e Silva
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Vejam como são as coisas: o presidente Lula, por pura gratidão, já que não deve ter sido por pagamento do trabalho realizado enquanto estava preso, nomeia o seu advogado, um jovem de 48 anos, para o cargo mais alto na justiça e o premia com emprego vitalício, com salário de mais de R$ 40 mil.

Pois este ministro herda um processo, o chamado “Contribuição da Vida Toda”, que beneficiaria milhares de aposentados e pensionistas, que foram lesados pelo INSS, pois não tiveram as suas maiores contribuições para a previdência calculadas em sua renda mensal inicial. É interessante lembrar que o ministro do qual Zanin herdou a cadeira, o ex-ministro Ricardo Lewandoviski, tinha votado a favor dos aposentados.

Pois Zanin, o ministro colocado no posto pelo fundador do Partido dos Trabalhadores, não hesitou um minuto em trair os trabalhadores aposentados, votando pela anulação de um julgamento que já havia sido concluído em favor dos mesmos.

Os ricos, a chamada classe média alta, os empresários, em sua maioria, não votou em Lula. A maioria dos trabalhadores aposentados, certamente, sim. E, agora, se sentem desamparados.

E é caso, também, de se perguntar:

O Superior Tribunal de Justiça votou pelo direito dos trabalhadores aposentados. Zanin considera os ministros do STJ despreparados? O Supremo tribunal Federal votou a favor dos trabalhadores aposentados. Zanin os considera burros, a ponto de não conhecerem as leis que devem aplicar? E o seu antecessor? E a ex-presidente do mesmo STF, Rosa Weber, que também votou a favor dos trabalhadores aposentados? São incompetentes? Só Zanin conhece as leis?

Também não prospera a sua afirmação de que seu voto contra os aposentados é para proteger o erário público e as condições de pagamento de todas as aposentadorias. Ora, não são todos os trabalhadores aposentados que têm direiro à revisão, mas àqueles que ganharam salários mais altos antes de 1994 e contribuiam sobre esses salários para a Previdência Social. Vejamos bem: contribuíram, não doaram parte de seus salários para o INSS.

Se o voto do ministro Zanin prosperar, mais uma grande injustiça neste País será feita, porque o processo voltará ao STJ e irá demorar mais para o seu final.

E, nesse tempo, idosos, que têm direito a uma aposentadoria mais digna, vão morrendo pelo caminho, enquanto Zanin e os demais ministros vão dormir tranquilos, convictos de que são seres superiores e merecedores dos altos salários e mordomias que acumulam.

Não foi para isso que milhares e milhares de aposentados fizeram o L!

* Mauro Veríssimo é jornalista, especializado em Previdência Social

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