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Brasil vence, fica em primeiro no grupo e pega o México

Matéria publicada em 27 de junho de 2018, 15:37 horas

 


Time de Tite sofreu menos, mas precisa ainda que alguns atletas entrem no clima da Copa

Moscou – A Seleção Brasileira não chegou a encantar, mas teve o seu jogo mais tranquilo na Copa do Mundo da Rússia até então. Nesta quarta-feira, o time de Tite sofreu menos para derrotar a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Spartak, em Moscou, com gols do volante Paulinho no primeiro tempo e do zagueiro Thiago Silva no segundo. O resultado assegurou a liderança do grupo E e o cruzamento com o México nas oitavas de final.

Com 7 pontos ganhos, o Brasil ficou à frente da também classificada Suíça, que só empatou por 2 a 2 com a Costa Rica nesta quarta-feira e subiu para 5. As eliminadas Sérvia e Costa Rica se despediram do Mundial da Rússia com 4 e 1 pontos, respectivamente.

Agora, a Seleção Brasileira voltará a campo contra os mexicanos, segundos colocados na chave que teve a Alemanha como decepção, às 11 horas (de Brasília) de segunda-feira, em Samara. No mesmo horário, mas um dia depois, a Suíça enfrentará a Suécia em São Petersburgo. A Seleção Brasileira parecia à vontade no Estádio Spartak. Já no aquecimento, ao som das músicas compostas por torcedores especialmente para a Copa do Mundo da Rússia, Neymar distribuía sorrisos e gestos de hang loose a quem via pela frente. Depois, na execução do Hino Nacional, quase gargalhou quando o público passou a cantar à capela quando a música foi interrompida.

Nos primeiros minutos, o objetivo do astro do Paris Saint-Germain e dos seus companheiros era fazer uso da velocidade para continuar a sorrir em Moscou. Foi assim que Gabriel Jesus recebeu lançamento em posição clara de impedimento, avançou pela ponta esquerda e finalizou em cima do goleiro Stojkovic. Na sobra, Neymar completou um chute de Philippe Coutinho para fora.

Aos sete minutos, porém, a Seleção Brasileira sofreu um baque. Marcelo acusou uma contusão nas costas ao dar uma arrancada e pediu substituição. Filipe Luís foi acionado por Tite e não foi mal em suas primeiras participações na partida, porém a equipe demonstrou sentir a ausência do lateral esquerdo titular e perdeu o ímpeto do princípio da partida.

A Sérvia aproveitou para começar a ser mais presente no ataque. O alto time de Mladen Krstajic, porém, não era muito criativo com a bola nos pés. Intimidava mais quando tinha a oportunidade de fazer levantamentos na área do Brasil, que só passou a errar menos passes quando esbarrou na bem postada defesa adversária. Aí, restavam os fáceis e inofensivos toques laterais aos zagueiros brasileiros.

A Seleção Brasileira se reencontrou com alguns lances isolados a partir da metade do primeiro tempo, como quando Neymar tabelou com Gabriel Jesus e concluiu cruzado, parando em boa intervenção de Stojkovic. Aos 28 minutos, o centroavante do Manchester City inverteu os papéis com o companheiro e foi lançado com liberdade, mas bateu em cima da defesa após cortar a marcação.

Aos 35, a Sérvia não conseguiu evitar o gol brasileiro. Melhor jogador do time de Tite nas duas primeiras partidas do Mundial, Philippe Coutinho acionou aquele que vinha sendo um dos mais criticados. Paulinho recebeu lançamento longo à frente da zaga sérvia e justificou a confiança do seu treinador dos tempos de Corinthians. Encobriu Stojkovic, que deixava o gol, para abrir o placar.

Paulinho no lance do primeiro gol do Brasil

Com a Sérvia em desvantagem, a expectativa da Seleção Brasileira era de ter mais espaços para atacar – afinal, a rival estaria eliminada da Copa do Mundo da Rússia se aceitasse o resultado. Foi o que ocorreu, mas o novo panorama da partida não significou mais tranquilidade aos comandados de Tite.

É verdade que o Brasil ganhou liberdade para contra-atacar. Aos 11 minutos, por exemplo, Coutinho fez bela jogada no campo de defesa e depois lançou Neymar. O astro correu em direção a área e colocou o grito de “gol” na garganta dos torcedores brasileiros no Estádio Spartak, porém concluiu em cima do goleiro sérvio.

Do outro lado, o goleiro brasileiro dava sustos. Aos 15, Alisson cortou um cruzamento da direita na cabeça de Mitrovic. Por sorte, a bola rebateu em Thiago Silva e voltou para ele. A Sérvia se empolgou e apostou em uma série de levantamentos na área a partir de então. Pela Seleção Brasileira, Tite se precaveu e protegeu a sua defesa com a troca de Paulinho por Fernandinho.

Thiago Silva sobe para marcar o segundo gol do Brasil

Foi um zagueiro quem deixou o treinador brasileiro mais tranquilo. Aos 22 minutos, Neymar cobrou o escanteio na área, e Thiago Silva provou que a Sérvia também é vulnerável pelo alto. Ele cabeceou a bola na rede depois de Miranda se enroscar com a zaga e correu para abraçar o camisa 10 da Seleção Brasileira, com quem tinha se desentendido por um lance de fair play na rodada passada.

O gol fez a Seleção Brasileira ditar novamente o ritmo da partida. Tite se permitiu até poupar Coutinho, mandando Renato Augusto a campo. Com a alteração, os líderes do grupo E da Copa do Mundo valorizaram bastante a posse de bola, sem serem ameaçados outra vez pelos sérvios, e apenas aguardaram o apito final do árbitro Alireza Faghani.

 

SÉRVIA 0 X 2 BRASIL

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Auxs: Reza Sokhandan e Mohammed Mansouri (ambos do Irã)
Público: 44.190 pessoas
Cartões amarelos: Ljajic, Matic e Mitrovic (Sérvia)
Gols: BRASIL: Paulinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Thiago Silva, aos 22 minutos do segundo tempo
SÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Veljkovic e Kolarov; Matic, Milinkovic-Savic, Tadic, Ljajic (Zivkovic) e Kostic (Radonjic); Mitrovic (Jovic)
Técnico: Mladen Krstajic
BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro, Paulinho (Fernandinho), Willian, Philippe Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite


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3 comentários

  1. Avatar

    AINDA BEM QUE NÃO É MÉXICO X PERU.

  2. Avatar
    CEM Reais para votar, SEM emoção pela seleção depois

    De manhã andando pela Vila vi uma meia dúzia com camisa amarela. Depois no escritório não ouvi um gritinho pela vitória.

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