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Açougues confirmam queda de até 70% nas vendas após decreto sobre coronavírus

Matéria publicada em 26 de março de 2020, 21:14 horas

 


Com receio de sair às ruas, clientes deixam de frequentar os estabelecimentos

Com receio de sair às ruas, clientes deixam de frequentar os estabelecimentos
(Foto: Arquivo)

Volta Redonda- Apesar de estarem incluídos nos serviços com permissão de funcionamento, de acordo com o decreto municipal. Os donos de açougues admitem que o receio de sair às ruas afastou os clientes reduzindo o movimento, com isso, as vendas de carnes apresentam uma redução de até 70% nos açougues de Volta Redonda.

De acordo com José Fonseca, gerente de um açougue na Avenida Sávio Gama, no bairro Retiro, apesar de estar bem abastecido de mercadoria, o movimento reduziu em torno de 15% nos últimos dias.
Na opinião do gerente, a queda nas vendas por atacado, e o medo que as pessoas estão tendo em sair de casa refletiu na queda. Na semana passada, a preocupação de alguns com o desabastecimento fez com que as pessoas comprassem demais e agora estão abastecidas, já outras pessoas estão sem dinheiro.

Mas apesar da redução das vendas por atacado no açougue, houve um aumento nos serviços de entregas de 30%, de acordo com José.
– Vendíamos muito para lanchonetes, barzinhos e restaurantes, mas como as vendas deles também diminuíram isso influenciou nas nossas vendas por atacado. O que está nos ajudando são os serviços de entregas que aumentaram em 30%, antes do decreto fazíamos três entregas por dia, e agora realizo 12 entregas por dia – disse.

Segundo o gerente, a preocupação com o novo coronavírus (Covid-19) também influenciou na forma de atender os clientes.
– Agora estamos atendendo dois clientes por vez e estamos tomando todas as recomendações de higiene. Os funcionários também não estão sendo prejudicados, pois todos moram no bairro e não dependem de ônibus – esclareceu.

Já o proprietário de um açougue no bairro Aterrado, Igor Pedrote, onde também funcionava um bar e lanchonete, confirmou que a interrupção do atendimento no bar e na lanchonete contribuiu para uma redução de 50% no seu faturamento.
– No açougue estamos atendendo na porta e por entrega, onde também entregamos água. Como a maioria das entregas para restaurantes e bares reduziu bastante pelo fato de não ter movimento nas ruas, o serviço de entrega está equilibrado. Tenho bastante mercadoria, mas os clientes estão receosos de sair de casa. Aproveitei a queda nas vendas para dar férias a alguns funcionários mais velhos – ressaltou.

Segundo a gerente Ione Pereira, que trabalha em um açougue na Vila Americana, em virtude do decreto, e por causa do medo do coronavírus, a sua venda reduziu em 70% no consumo dos clientes.
– Mesmo fazendo entregas as pessoas estão com medo, por isso, o serviço não alterou muito. Nós também estamos com receio de trabalhar, e estamos atendendo um cliente por vez, além de usarmos máscara e álcool em gel. Preocupado com o vírus, solicitei aos funcionários que moram longe e aos mais idosos para ficarem em casa por alguns dias até definirmos sobre as férias deles – concluiu.

Por Júlio Amaral 


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11 comentários

  1. Avatar

    P…rra!!! Moro quase ao lado do açougue no Centro de VR, os caras querem 7 reais pra virar a esquina e entregar a carne. Tá de brincadeira, vai ficar lá.

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    Caramba colocaram foto de carne podre. Credo

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    Claro preço absurdo

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    PAULO ROBERTO MONTEIRO PEDROGAN

    Nosso pais e a população não merece mais esta mazela, com se já não bastasse estes politicos calhordas. Mas isso é ótimo para o empresariado brasileiro, que só vive da “LEI DE GERSON” , lucrar absurdamente sem a menor consideração com o consumidor. Ou abaixa o preço ou joga fora e amarga o prejuízo.

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    Já viu algum comerciante dizer que a coisa ta boa? Comerciante só sabe reclamar, tratar mau seus escravos e demitir.

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    O povo está aprendiendo a viver sem carne e agora com coronavirus será esquecida….

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    Açougues eu não sei, mas no geral, se aumentar muito os pedidos para entrega em casa, vai ter que contratar ciclista e até quem faça o serviço a pé, porque vai faltar moto para tanta encomenda. Assim mesmo se tiverem tempo de anotar os pedidos através de telefone, zap e outros meios e depois separar, preparar, embalar e despachar.

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    E mais nao abaixam o preço dos produtos e nem fazem promoçao, cade a jogada de markenti, o que ferra os pequenos empresarios sao essa carga de impostos e icms, governo nao joga para perder, ai fica dificil mesmo, apesar que a, carne boivina e suina nao faz falta na mesa o que faz e arroz e feijao e ovo …. Tenta melhorar o preço para ver como vai nelhorar as vendas …..

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      Agora é a hora da revanche di consumidor. Vamos deixar que os produtos se estraguem nas prateleiras, que o combustível vire água nos tanque dos postos ate todos abaixarem os preços a valores justos.

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      Pois é! Nestas horas a injusta e perversa Lei da Oferta e da Procura não funciona. Mas se houver muitas compras , então os injustos e safados empresários alegam que é o que manda a LOeC.

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      O preço que querem vender também , tem mais é que deixar estragar no açougue mesmo cambada de esploradores. O certo é ninguem comprar.

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