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Bispo diocesano fala sobre a importância da Quaresma e da Páscoa para os católicos

Matéria publicada em 22 de março de 2021, 08:21 horas

 


O bispo diocesano lembra que muitos católicos ainda se questionam como eles devem agir durante a Quaresma – Foto divulgação diocese BP-VR.

Diocese- Há 13 dias da Páscoa, festividade religiosa que celebra a ressurreição de Jesus ocorrida ao terceiro dia após sua crucificação no Calvário, muitas pessoas ainda desconhecem o significado desta data e a importância da Quaresma, período que anteceda a Páscoa.

De acordo com o bispo da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, dom Luiz Henrique da Silva Brito, a Quaresma é tempo de preparação para a Festa mais importante dos cristãos que é a Páscoa, data em que os católicos celebram a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. “Fala-se muito em ovo de Páscoa e se esquece do principal homenageado que é Jesus Ressuscitado”, ressaltou o bispo.

Segundo dom Luiz Henrique, a Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e se encerra na quarta-feira santa. São quarenta dias de preparação. “A Igreja se inspirou nos quarenta dias que Jesus se preparou para sua vida pública e também os 40 anos no deserto do Povo de Israel rumo a Terra Prometida. Assim nos preparamos com jejuns, oração e caridade para bem celebrar a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo”, afirmou dom Luiz.

O bispo diocesano lembra que muitos católicos ainda se questionam como eles devem agir durante a Quaresma.

Segundo dom Luiz Henrique, eles devem se preparar, principalmente, através de uma auto avaliação da vida para conformar-se cada vez mais a Cristo.

– O exemplo de Jesus, obediente em tudo ao Pai deve ser nossa motivação e empenho. Cada pessoa precisa reavaliar se a sua vida e suas escolhas, relacionamentos, estão de acordo com o projeto de amor de Deus que sempre é melhor para nós, pois Deus quer que sejamos felizes, e nos realizemos plenamente como seres humanos. O pecado é uma escravidão e ilusão na busca desta felicidade – afirma dom Henrique.

Outra dúvida muito como entre os fiéis, ressalta dom Henrique, é em relação ao jejum, onde muitos questionam sobre qual o seu significado e como ele deve ser praticado na quaresma.

O jejum explica o bispo diocesano, é uma prática antiquíssima, não só para a Igreja católica e o cristianismo, mas aceita por muitas outras religiões.

– O verdadeiro jejum, além do simples abster-se de algo material, nos deve refletir sobre a efemeridade da vida, quais são os valores mais importantes de nossa existência, o que é essencial e não os prazeres passageiros. A Bíblia, através dos profetas, recorda que nada adianta o jejum se continuamos egoístas, indiferentes e orgulhosos – destacou o bispo.

Qual Jejum Deus aprecia? O profeta Isaías responde: “repartir alimento como o esfaimado, dar abrigo aos infelizes, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante”.

Algumas pessoas, afirma dom Luiz Henrique, realizam belo gesto, procurando ter uma ideia aproximada do que economizaram com seu jejum e abstinência, para fazer atos de caridade.

A Igreja é muito sóbria, ressaltou o bispo, jamais rigorosa neste sentido, por exemplo, grávidas e enfermos estão dispensados. O jejum é prescrito como obrigação somente duas vezes ao ano, isto é, quarta-feira de cinzas e sexta-feira santa e pode ser feito do seguinte modo: abster-se de uma refeição principal, alimentando-se com parcimônia.

– A lei do jejum na Igreja se aplica aos maiores de idade até 60 anos e a lei de abstinência os que atingiram 14 anos de idade. Veja que são bastante sóbrias as exigências da Igreja aos que desejarem fazer jejum e abstinência em outros dias do ano, bom recordar que não se faz jejum no domingo, mesmo sendo da quaresma, porque celebramos a Ressurreição de Cristo, portanto não se faz jejum e abstinência de carne – explica dom Luiz Henrique.

Atividades religiosas na pandemia

Segundo o bispo diocesano, a experiência do ano passado com o surgimento da pandemia, fez a Igreja reavaliar muitas atividades religiosas e pensar como ela poderia ir ao encontro dos fiéis, tornando próximos neste momento tão difícil para a sociedade, sabendo o quanto é desgastante, em vários sentidos o isolamento social.

– Entendemos que, respeitando as normas sanitárias, a religião é serviço essencial para contribuir com a saúde psíquica e espiritual das pessoas. Desta forma, procuramos utilizar as ferramentas, hoje disponíveis nas redes sociais, para levar palavras de conforto e apoio ao nosso povo. Graças a Deus, com a Rádio Diocesana Sintonia do Vale 98,9 FM, conseguimos penetrar nos lares cristãos com palavras de fé e esperança, utilizando também, as outras redes sociais (facebook, Youtube, Instagram). Foi um grande aprendizado para todos nós e, acreditamos que conseguimos atingir nosso objetivo, que é servir a comunidade dos fiéis. Continuaremos oferecendo este serviço evangelizador, transmitindo nossas celebrações e formação – declarou dom Luiz Henrique.

O bispo ressalta que boa parcela dos fiéis também poderá participar presencialmente com número limitado e distanciamento, uso de máscaras, respeitando os protocolos dos doze municípios que compõem a nossa diocese.

“Não deixaremos de atender nosso povo, da melhor forma possível, diante da triste realidade do agravamento da pandemia”,  esclareceu o bispo dom Henrique.

Em relação a programação da Semana Santa e da Páscoa este ano na diocese, o bispo diocesano informou que a diocese seguirá as orientações emanadas pela Santa Sé que, basicamente os exorta a respeitar as normas de cada país. “Mas poderemos manter celebrações tradicionais com pequenas modificações para prevenir a propagação do Covid-19”, disse.

A importância da confissão

O bispo diocesano dom Henrique ressalta que o preceito pascal de se confessar, se estende durante todo o período quaresmal e pascal, portanto vai até domingo de pentecostes. Dessa forma os fiéis católicos não precisam ficar preocupados se não conseguirem se confessar até a Semana Santa. Tem todo o período pascal.

– A Igreja, iluminada pelo Espírito Santo e fiel ao seu Senhor, incentiva a confissão, meio excelente de libertação espiritual do pecado e cura interior. É o que nos exorta Jesus antes de voltar para o Pai: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito essas palavras soprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo. Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,21-23), ou seja, Jesus confiou aos apóstolos e seus sucessores essa missão – informou o bispo.

Dom Luiz Henrique lembrou que quando as pessoas vão ao médico, é  preciso dizer tudo que elas sentem para que o médico possa dar orientação adequada. “Quando confessamos colocamos diante de Deus, através do padre o que não está correto em nossa vida e a graça sacramental, através da confissão é o remédio dado pelo médico do corpo e das almas que é Jesus, através do padre.

Ao aconselhar e aplicar a penitência, o sacerdote estará ajudando o fiel a encontrar a cura da alma e psíquica para os males que afligem e escravizam provocados pelo pecado” explicou dom Henrique.


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