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Black Friday: Pesquisa é a melhor ferramenta para consumidor não sair lesado

Matéria publicada em 11 de novembro de 2017, 16:00 horas

 


Consumidores devem se antecipar e ficarem atentos aos preços dos produtos que pretendem comprar com descontos no dia 24 de novembro

Barra Mansa – Faltando poucos dias para a tão esperada Black Friday, a “sexta-feira negra” que promete descontos “imperdíveis” no setor de varejo e de serviços, o Procon de Barra Mansa faz um alerta para que consumidores não sejam lesados com promoções enganosas. Além do cuidado para não criar dívidas desnecessárias, a atenção maior, segundo o gerente do Procon de Barra Mansa, Felipe Fonseca, deve ser voltada, principalmente, para pesquisas de preços, antecipadas, que possam realmente confirmar se o produto oferecido no dia da Black Friday, que neste ano acontece no dia 24 de novembro, realmente está com desconto.

– Fazer pesquisa e comparar preços só na semana ou no dia da Black Friday não adianta. Infelizmente, principalmente no comércio de eletrônicos, é comum a loja jogar o preço de um produto lá em cima, na semana da promoção, e no dia colocar o preço normal como se já estivesse com desconto. Por exemplo, uma televisão de R$ 1.000 na semana da Black Friday fica exposta no valor de R$ 1.500 e, no dia mesmo da promoção, eles colocam ela a R$ 1.100, maquiando um desconto que não existiu – explicou o gerente, ao afirmar que essa é uma prática muito comum.

Segundo Fonseca, esse é um tipo de caso que pode e deve ser denunciado no Procon, no entanto, ele aconselha que para evitar tal situação o consumidor também pode utilizar os sites de consultas de preços, nos quais é possível encontrar o histórico de valores de determinados produtos nos últimos meses. Conforme destaca o gerente, essa é uma ótima ferramenta para que as pessoas tenham certeza de que terão vantagens ao realizarem as compras durante a Black Friday.

Outro alerta do gerente é com relação a importância de, no ato da compra, o consumidor exigir a nota fiscal e o prazo para entrega do produto, por escrito. Fonseca explica que para compras físicas não existe prazo de desistência, porém, para as compras efetuadas pela internet, garantem até sete dias para o cliente apresentar insatisfação e solicitar a troca. “Pode acontecer de a pessoa comprar um móvel pela internet e quando o mesmo chegar ela não ficar satisfeita. Nesse caso, ela tem direito a troca”, esclareceu.

Promoções por e-mail

Segundo o gerente do Procon, ficar atento a promoções oferecidas por e-mails falsos, de grandes lojas, também deve ser prioridade para os consumidores nos dias que antecederem a Black Friday. Conforme explica Fonseca, pode acontecer de as pessoas receberem um super desconto de um endereço de uma magazine, repassar seus dados sem checar a veracidade e correr o risco de cair em um golpe.

– Se receber uma promoção grande de determinada rede, loja de departamento, entre outras, o ideal é entrar no site da empresa, pelo navegador, e confirmar se a promoção realmente existe. Nossa orientação também é para que os consumidores deem preferência a sites de confiança e que, inclusive, tenham referências – acrescentou.

De acordo com ele, como em qualquer período de compras intensas, é comum o Procon receber reclamações e dúvidas de consumidores, o que não deverá ser diferente com a Black Friday. “Nossa equipe ficará atenta e disponível para qualquer tipo de orientação. Se o consumidor se sentir lesado ele pode nos procurar e, se houver certeza de má fé com relação aos preços maquiados dos produtos, nós abriremos um processo administrativo”, afirmou Fonseca.

Cuidado na hora de gastar

De acordo com a economista Camila Santos, embora seja um período tentador para as compras, os consumidores devem levar em conta a necessidade de outros gastos com a chegada das festas de final de ano e as despesas que chegam em janeiro, como IPVA, IPTU e material escolar, entre outras. “A renda da população diminuiu nos últimos anos, agora em 2017 as coisas devem ficar um pouco melhores, e por isso as pessoas devem ter cuidados com seus rendimentos, não os comprometendo com a compra do que não está necessitando, só porque está barato”, observou a economista.

De acordo com ela, como a maioria das vendas são feita pela internet e parceladas no cartão de crédito, muitos consumidores fazem várias parcelas, esquecendo-se de despesas que ainda estão por vir. “Volto a dizer: Não é porque o preço está tentador que você deve comprometer o limite do seu cartão. Porque os boletos irão chegar e, para não correr o risco de inadimplência, você terá que pagar”, enfatiza a economista, ao alertar que eventos como a Black Friday são os favoritos para fraudadores e que, por essa razão, é preciso tomar cuidado e nunca fornecer informações pessoais em sites suspeitos.

Ela explica que uma das principais formas de fraudes ocorre por meio do pagamento com boleto bancário, quando o consumidor fica sujeito a alterações de dados de pagamento e o risco de a loja pegar o dinheiro e não entregar o produto.

– Ainda que as compras por boleto ofereçam descontos maiores, o mais seguro para os consumidores é priorizar a compra pelo cartão. Dessa forma, o consumidor sempre terá a ajuda do banco caso alguma coisa errada aconteça – orientou.

Para não doer no bolso: Procon dá dicas para que consumidores não caiam em golpes durante a Black Friday (Foto: Fotos Públicas)

Para não doer no bolso: Procon dá dicas para que consumidores não caiam em golpes durante a Black Friday (Foto: Fotos Públicas)

 

Empresários acreditam que as vendas no Black Friday serão mantidas

Com a economia ainda se recuperando de maneira tímida, as vendas nas próximas datas importantes para o consumo se tornam a grande expectativa dos varejistas para terminar 2017 de maneira positiva. A Black Friday é uma destas datas e ocorrerá na última sexta-feira de novembro, reunindo empresas dos mais variados portes e segmentos que viram no dia uma janela de oportunidades para atrair consumidores. De acordo com um levantamento feito em todo o país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), três em cada dez empresas brasileiras (35%) devem aderir à Black Friday.

Para especialistas, o resultado é considerável, visto que o evento ainda engatinha no Brasil e chegou a sofrer prejuízos reputacionais, quando questionado se verdadeiramente cumpria com a promessa de oferecer mercadorias a preços baixos. “Para os empresários, diferentemente das promoções convencionais, trata-se de uma liquidação de época, cujo objetivo é liquidar o máximo de produtos das lojas com intuito de renovar estoques e aquecer as vendas”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Três em cada dez empresários (28%) acreditam que as vendas no Black Friday 2017 serão iguais às do ano anterior e 18% acreditam que serão melhores. Entre os que irão participar, apenas 21% já investiram ou irão investir no estabelecimento para o evento, sendo promoções para aumentar as vendas (46%), ampliação do mix de produtos (30%) e investimento em propaganda da empresa (28%) as estratégias mais recorrentes.

O impacto nas vendas de Natal

Ainda que a Black Friday seja tradicionalmente realizada na última sexta-feira de novembro, a apenas um mês das festas de final de ano, a maioria dos empresários (53%) discorda que o evento seja um indicativo de vendas para o Natal. Já 25% dos empresários acreditam que o Black Friday serve como um indicativo de como as vendas serão em dezembro.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, Natal e Black Friday são eventos com propósitos diferentes. “O ato de presentear no Natal representa uma importante tradição, rodeada de simbolismos e elementos emotivos que são considerados na compra de presentes. Já na Black Friday, trata-se de uma compra pessoal, com a finalidade de aproveitar um grande desconto”, pondera. “Ainda assim, as vendas no Black Friday podem indicar um consumidor mais otimista e com possível mais apetite às compras no Natal”, afirma.

 

 

Por Roze Martins

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)


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3 comentários

  1. Avatar

    Só otário que acredita… e tem muitos.

  2. Avatar

    Ih, vão aumentar tudo e colocar que o preço abaixou? Quem não pesquisa preços SEMPRE paga mais caro, e ainda contribui para o aumento da INFLAÇÃO, o que prejudica a todos.

    Gente, já passou da hora de deixar de ser bobos!

    • Avatar
      الفتح - الوغد

      Como dizem por aí, é tudo pela metade do dobro… O lance é a jogada de marketing, o “hype” que aguça a sanha consumista. O Êta Povinho não perde uma promoção dessas…

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