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Boatos podem atrapalhar vacinação contra gripe

Matéria publicada em 29 de abril de 2018, 09:00 horas

 


Coordenadora de programa que cuida do trabalho de saúde pede que notícias falsas não sejam compartilhadas

(Foto: Arquivo.)

Boatos:  Fake News é a vilã da Campanha Nacional de Vacinação contra influenza. (Foto: Arquivo.)

 

Barra Mansa – A semana que deu início a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza foi marcada por inúmeros boatos com relação aos vírus que podem provocar a gripe. As nada informativas “fake News” se propagaram pelas redes sociais e, em algum grau, podem atrapalhar os serviços desenvolvidos pelas secretarias de saúde do Sul Fluminense.
Um desses boatos, compartilhados em redes sociais e aplicativos de mensagens, dava conta de que a população deveria “com urgência” começar a tomar vitamina C. Este mais ingênuo, mas que pode levar pessoas desavisadas a sofrerem algum tipo de mal ou pelo menos gastar dinheiro indevidamente.

A coordenadora do Setor de Imunização da Secretaria de Saúde, Marlene Fialho, reconhece que diversas são as informações falsas ou erradas com relação a campanha de vacinação e os vírus da influenza. Ela aponta, no entanto, que o mais importante é que a população não se deixe influenciar, não compartilhe esse tipo de notícia falsa e busque fontes de informações oficiais.
– A Secretaria de Saúde do Estado e o Ministério da Saúde seriam os mais interessados em fazer esse alarde, mas não o fazem porque essa não é uma informação verdadeira. As pessoas compartilham áudios de alerta, como se fossem de autoridades da área de saúde. Isso acaba provocando um pânico enorme na população. O vírus H3N2 ainda não foi registrado no nosso meio circulante, mas ele está incluído entre os três que podem ser prevenidos com a vacina da campanha. Não há motivo para pânico e pedimos às pessoas para que não se deixem levar por esses e outros boatos como, por exemplo, de que a vacina tem reação, que ela provoca uma forte gripe em quem toma. Leu ou ouviu uma notícia de alarde, ficou com dúvida, procure o responsável pelo posto de saúde do seu bairro para que possa se informar com quem realmente entende do assunto – destacou Marlene.
Em Barra Mansa, assim como em todo o país, a campanha vacinação contra a influenza vai até dia 1º de junho. Nesse período, estarão funcionando como postos de vacinação todas as Unidades de Saúde da Família, Unidades Básicas de Saúde, Sirenes, Policlínica e Centro do Idoso. Sempre no horário entre 8 e 17 horas e de segunda a sexta-feira.

A vacina é indicada para crianças a partir dos seis meses e menores de cinco anos; idosos acima de 60 anos; gestantes em qualquer período gestacional; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias; trabalhadores de saúde, professores de escolas públicas e privadas; e portadores de doenças crônicas não transmissíveis com idade entre 5 e 59 anos, desde que tenham prescrição médica.
De acordo com Marlene, quem não estiver incluído neste grupo pode optar em tomar a vacina em laboratórios particulares. No entanto, ela aconselha as pessoas a aguardarem como será a adesão da campanha neste ano. “Em 2016 a procura pela vacina foi enorme, mas em 2017 a adesão foi pequena e, por isso, o Ministério da Saúde acabou liberando a vacina para a população, no geral”, recordou a coordenadora, ao informar que a meta de Barra Mansa, dentro do público-alvo, é uma média de 50 mil pessoas.

Coordenadora afirma que vacina garante proteção completa

De acordo com a coordenadora do Setor de Imunização da Secretaria de Saúde, Marlene Fialho, a vacina contra influenza protege contra os três tipos mais prevalentes nos últimos anos: H1N1, H3N2 e influenza B. “A proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente um ano, motivo pelo qual é feita anualmente”.
Ela destaca que grande parte do público-alvo em Barra Mansa é formada por idosos, que são 21 mil. Por esse motivo, o Centro do Idoso também disponibilizará a vacina. “O objetivo da vacinação é reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo para a vacinação”.

A vacina é contraindicada para pessoas com historia de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.
Em todos os 92 municípios fluminenses, a meta da Secretaria Estadual de Saúde é imunizar cerca de 4,5 milhões de pessoas. Conforme explica a subsecretária estadual de Vigilância Sanitária, Cláudia Mello, a influenza é uma doença respiratória infecciosa que pode levar a pessoa a ter complicações e pode matar, principalmente os indivíduos que se encontram no grupo prioritário, que é de alto risco, e que ainda não estejam imunizados. Equipes de vigilância têm monitorado os casos de pacientes hospitalizados e óbitos decorrentes da doença com o objetivo de identificar o comportamento do vírus, mas é preciso também o cuidado da população para evitar a propagação da doença.
“Especialmente com a proximidade do inverno, que aumenta as chances de transmissão, precisamos que as pessoas deem atenção ao assunto e se previnam. Além disso, convocamos os grupos mais suscetíveis para irem aos postos se imunizar. A SES busca desenvolver um trabalho em conjunto aos municípios para que possamos atingir o maior número de pessoas vacinadas dentro do público estimado”, disse a subsecretária.

Segundo ela, este ano, até 16 de abril, foram notificados 167 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado, sendo 4 deles causados pelo vírus H1N1 e 13 provocados pelo vírus H3N2. No mesmo período foram notificados 18 óbitos por SRAG no estado, sendo 1 por H3N2.

Roze Martins / (Especial para o DIÁRIO DO VALE)


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