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Carteira de vacinação precisa estar em dia para viagem de férias

Matéria publicada em 6 de janeiro de 2019, 14:15 horas

 


Entre as doenças com maior incidência atualmente estão o sarampo e a febre amarela, mas outras vacinas também são necessárias

Pais precisam estar com a cartela de vacinação em dia para viajarem com filhos (Fotos Públicas – Prefeitura de Jundiaí)

Sul Fluminense – Férias, verão, reunião familiar, festividades de final de ano. Tudo isso se torna motivação para as viagens ou simplesmente deixar a rotina caseira de lado. O período, no entanto, também serve de alerta para manter o bem estar de adultos e, principalmente, das crianças. Devido aos eventos, as aglomerações em locais fechados, podem aumentar a disseminação de doenças. Algumas, inclusive, surgem como alerta para epidemia e podem levar à morte.

A médica Keila Cristina dos Reis Barros, coordenadora do Serviço de Controle de Infecções do Hospital Unimed Volta Redonda, chama atenção para um fator que pode evitar grandes dores de cabeça para os pais. Ela afirma que a vacinação é uma das principais formas de prevenção de doenças. Manter o caderno de vacinação atualizado é imprescindível, segundo ela.

Para quem pensa que a lista de vacinas é pequena, a médica mostra outra realidade: atualmente, no calendário vacinal do Ministério Saúde e nas clínicas privadas, como a Sala de Vacinação do Pró Vida (Unidade de Atenção à Saúde), na Unimed Volta Redonda, são ofertadas vacinas para a prevenção de cerca de 20 tipos de doenças. Detalhe: tanto causadas por vírus quanto aquelas causadas por bactérias.

Na lista estão as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações e, ainda àquelas, que podem ser utilizadas, principalmente, para as viagens a locais onde algumas doenças tem maior risco. A dengue, por exemplo, possui vacina indicada para prevenção da infecção pelos 4 sorotipos. Podem ser vacinadas pessoas com idade entre 9 e 45 anos, mas só esta disponível na salas de vacina privadas.

Já a Zika ainda não possui vacina disponível. E a febre amarela, outra doença transmitida pelo Aedes aegypti, pode ser prevenida pela vacina. A médica ressalta que infelizmente as pessoas não estão sendo vacinadas como deveriam e existe risco de novas epidemias. O ideal, ainda de acordo com a médica, é vacinar as crianças 30 dias antes da viagem. Mas em alguns casos isso pode ser reduzido para 10 dias antes da viagem.

– As viagens para áreas endêmicas para algumas doenças, ou seja, áreas onde aquela doença ocorre rotineiramente, ou para locais com epidemias, é um alerta para prevenção – disse a coordenadora dos Serviços de Infecções da Unimed. Um exemplo citado por ela, que vem acontecendo no país, é a febre amarela, que se torna obrigatória para a viagem a alguns países.

Riscos

O fato de os pais relaxarem deixando de vacinar filhos por conta das doenças estarem erradicadas é outro fator que preocupa os profissionais de saúde, no período de grandes transições da população. Doenças previamente erradicadas vêm ressurgindo graças à baixa cobertura vacinal das crianças.

“Infelizmente na atualidade muitos pais tem negligenciado o cuidado de prevenção que as vacinas oferecem. É um cuidado não só individual, mas também coletivo”, ressaltou a médica.

O que é mais grave, ainda de acordo com alerta dos profissionais de saúde, é fato que ao deixar de vacinar uma criança e ela adoece, além do risco pessoal com a doença e suas complicações, ela também expõe inúmeras outras que ainda não podem ser vacinadas e que podem evoluir com formas graves da doença e até morrer.

Exemplo disso é o sarampo que vem ressurgindo em focos de epidemias nas regiões dos estados do Norte do país pelo contato de crianças brasileiras com as dos outros países não vacinados da América do Sul.

Prevenção

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de doenças. As vacinas reduzem o risco de infecção, estimulando as defesas naturais do corpo, ajudando-o a desenvolver a imunidade à doença. A entidade lembra ainda que a imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas.

Uma das doenças graves que pode ser prevenida por vacinação é a meningite meningocócica. Trata-se de uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito. Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).

Outras formas de prevenção são evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos. Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, a vacina contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo B e a vacina contra os sorogrupos A, C e W e Y. A vacina para a prevenção do meningococo B está indicada a partir dos 2 meses de idade até os 50 anos, somente disponível na rede privada.

A vacina para prevenção da doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y é indicada para crianças a partir dos 2 meses de idade, adolescentes e adultos, também disponível apenas na rede privada. Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.

Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança e cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, mas não desenvolvem a doença. Apesar disso, podem transmitir a outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias.

Outros

Além da vacinação, pais devem ficar atentos aos cuidados bastante divulgados que acabam sendo esquecidos. A higiene, ao tomar banho; lavar as mãos antes de alimentar, ao ir ao banheiro e quando voltar da rua. Outro fator que não deve ser esquecido é a hidratação oferecendo aos pequenos muita água e outros líquidos.

Os alimentos saudáveis e leves, evitando alimentos perecíveis e o calor, é outro fator a ser observado. Ao se expor ao sol, o protetor bonés/chapéus e óculos de sol, além de evitar horários entre 11 e 15 horas, se juntam a lista de fatores que garantem férias saudáveis.

 

Lilian Silva, com Agência Brasil

 

 

 


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