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Ceia natalina será mais ‘completa’ neste ano, afirmam consumidores

Matéria publicada em 23 de dezembro de 2017, 20:05 horas

 


Com a economia sinalizando uma melhora, produtos tradicionais que compõem o tradicional jantar da noite de Natal não ficarão de fora

Barra Mansa – Lista, calculadora e encartes de vários supermercados em mãos.  Assim a dona de casa Elis da Silva Gonçalves, de 42 anos, foi às compras dos produtos para a ceia natalina da família, na manhã de sexta-feira, dia 22. Assim como ela, muitas pessoas devem encarar os supermercados nos próximos dias na busca por melhores preços e promoções dos produtos tradicionais desta época do ano que, conforme afirmam, em função da pequena melhora na economia, poderão compor uma ceia mais completa, neste Natal.

De acordo com Elis, no ano passado ela, a mãe e as irmãs optaram por um ceia mais simples, deixando de lado itens como o bacalhau e tender. “Ano passado não deu para comprar tudo o que estávamos acostumadas, porque o dinheiro estava curto.  Mas, as coisas deram uma melhorada e nesse ano não vai faltar nada”, disse a dona de casa, que para economizar fez um comparativo do preço dos produtos em vários estabelecimentos.

Isso, segundo ela, foi fundamental para que pudesse comprar tudo o que desejava, sem que pesasse no bolso. Segundo Elis, a diferença de preços entre um supermercado e outro chega a ser surpreendente. “Por isso fiz questão de pegar vários encartes para comparar. Para dar um exemplo, eu consegui economizar quase R$ 5 em um vidro de palmito, da mesma marca, justamente por ter analisado os preços”, enfatizou a dona de casa.

Outra que tirou a sexta-feira para fazer as compras da ceia de Natal foi a professora Ilda Viana, de 40 anos.  Ela também optou em dividir a compra em estabelecimentos diferentes, na busca por melhores preços e para garantir uma ceia completa. “Se fosse comprar tudo em um só lugar, não daria para incluir tudo. O segredo é pesquisar com antecedência e escolher um dia, com paciência, para comprar um pouquinho em cada lugar”, afirmou a professora.

Segundo Ilda, todos os produtos de frios ela comprou em determinado lugar, as aves,  carnes e bacalhau em outro supermercado, todos no centro da cidade, e alguns itens no bairro onde mora. “Por isso a importância de pesquisar.  As vezes damos mais crédito para as grandes redes de supermercado, mas no mercadinho do bairro, por exemplo, você também pode encontrar produtos na promoção”, acrescentou.

Melhor que 2016

De acordo com o gerente adjunto de uma rede de supermercados de Barra Mansa, José Camilo da Silva, o movimento maior para compra da ceia natalina deva acontecer neste sábado (23) e domingo (24). No entanto, ele já consegue sinalizar que as vendas dos produtos típicos desta época do ano já superou as de 2016, quando segundo ele os brasileiros tiveram um Natal de maior dificuldade.

– Ainda é cedo para afirmar que será uma ceia 100% completa. Mas é visível que as pessoas estão economizando menos na hora de comprar e levando vários itens deste período – observa José Camilo, ao afirmar que a venda do bacalhau, por exemplo, ainda não está como a esperada, mas que deve aumentar nos dois últimos dias que antecedem o Natal.

Pesquisa de preços

De olho nas festas de fim de ano, o Procon de Barra Mansa realizou  uma pesquisa de preço dos produtos que compõem a cesta de Natal.  Participaram da pesquisa 10 estabelecimentos comerciais e foram avaliados 29 itens, entre eles frutas secas, panetone, vinho, peru, chester, bacalhau e tender. A pesquisa apontou uma alta de preços de 4,75%, entre dezembro de 2016 para o mesmo período deste ano. Do total de produtos avaliados, 20 tiveram alta nos preços, entre eles o Peru da marca Sadia, com 6,11% e preço médio de R$ 16,98/quilo e o Panetone Bauduco, com 15,63% e valor médio de R$ 16,87/caixa.  Entre os produtos que sofreram queda de preços, destaque para o pernil Sadia, que teve redução de preços de 34,60% e tem custo médio de R$ 11,74/ quilo. O vinho Sangue de Boi, garrafão de quatro litros, também está com seu preço em baixa, com uma variação a menor de 9,35% e custo médio de R$ 22,87.

O diretor do Procon Barra Mansa, Felipe Fonseca, frisou que a pesquisa desenvolvida é apenas um informativo para o consumidor. “Em tempos de crise, a ordem é economizar. Para isso, é fundamental pesquisar e pechinchar preços. Também vale lembrar que o consumidor deve estar atento a data de validade dos produtos, o estado de conservação dos alimentos, se os mesmos estão refrigerados e devidamente lacrados, verificar se o produto é a granel ou pacote fechado, pois existe uma variação muito grande de preço, como por exemplo, a avelã, que a granel é bem mais barato e por fim, às promoções diárias dos estabelecimentos”, alertou.

Custo da ceia será dividido entre familiares

Uma pesquisa do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) apontou que, como acontece tradicionalmente, 73% dos brasileiros deverão dividir as despesas da festa,  compartilhando os custos entre os familiares ou estipulando que cada membro leve um tipo de prato ou bebida diferente . O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, destaca a importância cultural da celebração do Natal, mas lembra que o aspecto emocional não pode ser o único a pesar nas decisões de consumo.

“Para evitar que uma data tão importante se transforme em dor de cabeça, é preciso ter planejado os gastos com todos os envolvidos nessa comemoração. A divisão de despesas é uma excelente estratégia, pois permite que as famílias deem a sua contribuição e impede que o gasto sobrecarregue o bolso de uma única pessoa. Além disso, vale pesquisas preços e planejar as compras. O ideal é sair de casa com uma lista para o consumidor não se perder entre tantas opções e acabar cedendo às compras impulsivas”, orienta.


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