Desfile de bloco na 33 gera tumulto, em Volta Redonda

Por Diário do Vale
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carnaval

Um bloco que desfilou ontem, na Vila Santa Cecília, causou tumulto e correria. Com um público estimado em cerca de 15 mil pessoas, segundo os organizadores, o desfile fechou a Rua 33, nos dois sentidos. Por isso, o trânsito teve que ser desviado e os usuários de ônibus ficaram sem saber em que ponto deveriam ficar. Motoristas de carros particulares também acabavam se perdendo.

Além disso, menores foram vistos tomando bebida alcóolica, motoristas de táxis não pegavam passageiros e o Sider Shopping fechou as portas por causa da confusão. Uma jovem foi atingida em uma das pernas por estilhaços de vidro, ao tentar se refugiar perto do shopping. Ela teve que ir para a casa de uma amiga na Vila Santa Cecília, onde aguardou a chegada do pai para voltar para casa. Segundo ela, os foliões jogavam copos e garrafas de vidro nas ruas.

Comerciantes do local também fecharam as portas.

A família de um menor, de 15 anos, que estaria passando mal por causa do consumo de bebida alcóolica, teve o pedido de ajuda negado pela Polícia Militar. Como os táxis não estavam parando, a família, que foi chamada ao local por um dos amigos do menino, usou um carro particular para chegar até um hospital. Aliás, o Hospital São João Batista atendeu vários menores que ingeriram bebida alcóolica e passaram mal.

 

Os organizadores

 

O bloco foi organizado por Ton Teixeira e Leandro Guedes, e desfilou pela primeira vez. Segundo Ton Teixeira, o bloco tinha autorização do 28º BPM (Batalhão da Polícia Militar) para desfilar. A divulgação do evento foi feita em redes sociais, e contou a participação do cantor Tiago Olliveira, no trio elétrico do bloco, além da apresentação do DJ Ton – organizador do evento. A concentração seria na Praça Brasil, porém os foliões se adiantaram e foram direto para a Rua 33.

Muitos carros com equipamentos de som foram vistos nos dois sentidos da Rua 33. Ton declarou que não esperava que o evento fosse reunir tantas pessoas, superando as expectativas. O organizador afirmou estar ciente das brigas que ocorreram no decorrer do bloco.

– É impossível ter controle do grande público que estava no local, não esperava que tantas pessoas fossem participar. Nas redes sociais, sete mil pessoas confirmaram presença, porém, no dia do evento, tivemos mais de 15 mil – falou, acrescentando que as brigas aconteceram em pontos isolados, em algumas transversais da Rua 33 e na Praça Brasil.

Contudo, o organizador, afirma que pretende dar continuidade com o evento para o próximo ano, contando com mais efetivo policial e ambulâncias no local.

– Iremos continuar, pois o sucesso foi grande, agradeço a participação de todos. Tivemos muitas famílias com crianças, idosos participando e pessoas de outras cidades, têm que olhar para este lado também. Gostaríamos que, no ano seguinte, tivéssemos mais apoio policial, para diminuir os incidentes também mais ambulâncias, pois fiquei sabendo que pessoas passaram mal na rua – disse.

 

‘Organizações distintas’

 

Algumas pessoas confundiram o bloco com o tradicional “Bloquinho da 33”, porém se trata de organizações distintas. De acordo com Ton Teixeira, o evento foi criado com o intuito de não deixar acabar a tradição de ter um bloco carnavalesco na Rua 33, pois este ano, não haveria evento no local.

A Polícia Militar foi procurada e informou que as equipes estavam no local, até a dispersão do público. Porém, não divulgou o efetivo disponibilizado para o evento.

 

 

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