quinta-feira, 19 de setembro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Donos de pets falam da relação familiar com seus animais

Donos de pets falam da relação familiar com seus animais

Matéria publicada em 7 de outubro de 2017, 17:00 horas

 


Pesquisa aponta que brasileiros não fazem economia quando o assunto é garantir o bem estar de cães e gatos

Sul Fluminense – “Nossa! Eles são filhos”. Assim a decoradora de eventos Rosane Rocha, de 54 anos, respondeu ao ser questionada sobre como era a sua relação com seus cachorros, Bob e Bred, de 12 e seis anos. Ela faz parte do perfil de brasileiros citados em uma pesquisa recente, do SPC Brasil, que apontou que 61% dos donos de animais de estimação veem seus pets como um membro da família.  No estudo, também ficou comprovado que alimentação saudável, cuidados com a saúde, conforto para dormir, vem estar físico e mimos de todos os tipos fazem parte dos principais cuidados com os animais.

“Eu cuido deles com muito carinho e eles sabem retribuir com muito amor. Só quem tem animais sabe como é esse sentimento. Mantenho em dia a vacinação e a vermifugação e só os levo em um pet cujo veterinário é o próprio dono e que os acompanha há muito tempo. Também priorizo alimentação e, por recomendação do veterinário, não dou nada além de ração e biscoitinhos para cães; periodicamente faço limpeza de tártaro, tosa, enfim, todo cuidado que é necessário”, destaca a decoradora.

De acordo com Rosane, sua relação com os dois cães é tão forte que, em todo esse tempo que está com os dois, ela nunca os deixou com outra pessoa, durante suas viagens. “Eles vão comigo para todo lugar, até para Campos de Jordão já os levei. Nesse feriado vou para Ilhabela (SP) e eles também vão junto”, afirmou a decoradora, ao ressaltar que Bob e Brad são xodós de toda família. “Mesmo com 30 anos, meus filhos  são muito grudados com eles”, acrescenta Rosane.

Segundo a decoradora, além de só saírem de carro com ela, os cachorros dormem em sua cama e, quando precisam sair para comer ou fazer xixi eles raspam a pata no seu braço para que abra a porta do quarto.  “Eles também usam a patinha para demonstrar carinho. Quando estou triste ou chorando, por exemplo, o Bob me chama com a patinha. Enfim, eles sabem dar amor e tem um olhar que nos faz sentir o quanto precisa de nós”, concluiu Rosane.

Cachorros em pet- (6)

Tratamento humanizado dos pets é uma tendência que abre inúmeras oportunidades de negócios (Foto: Divulgação)

Presente de quatro patas

A empreendedora Elaine Tavares, de 40 anos, também mantém um caso de amor com a sua cachorra Dana, uma presente que chegou em sua casa com apenas 40 dias de vida , como um presente dado pelo marido, o engenheiro Paolo Cinque Pequini, de 43.  Os dois não medem esforços para cuidar da melhor forma possível do animal, hoje com quatro anos.  “Ela chegou em uma caixa que meu marido deixou na porta de casa. Ele tocou a campainha e saiu e quando coloquei a caixa no sofá imaginei que fosse um objeto, mas não era”, conta Elaine.

Com receio de que fosse um gato, ela pediu para o marido abrir e diz ter ficado muito brava quando viu que era uma cachorra, já que imaginou que o animal mudaria a rotina do casal. “Briguei, disse que ele tinha que ter me consultado, e ele falou que era para ficar um final de semana com ela e devolver, caso não gostasse. Mas, depois que a peguei no colo o amor bateu e nunca mais larguei. Hoje ela é parte da família total e não fazemos nada sem pensar nela primeiro”, afirmou a empreendedora.

Por serem marinheiros de primeira viagem, Elaine explica que ela e o marido procuram buscar o máximo de conhecimento para cuidar da cachorra. Com muito estudo e dedicação eles adestra-la para que pudesse se comportar em todos os lugares, já que o objetivo é que ela faça parte da vida deles até o fim. De acordo com ela, o fato de morar em apartamento fez com que ela criasse uma rotina para Dana, que não faz as suas necessidades em casa.

“Descemos com ela pela manhã, almoço, tarde e noite. Algo que aprendemos é que todo cachorro precisa de atividade física, para que não se torne um cão estressado, sedentário e obeso. Por isso ela faz atividade física diariamente, como correr na praça todos os dias, vamos sempre no parque com ela, quando possível levamos ela pra nadar, seja  na praia ou em cachoeiras. Ela se exercita bastante e nos dias que não consegue queimar energia, sentimos a diferença em seu comportamento”, observou Elaine.

Outro cuidado importante, segundo ela, é com a alimentação. Para manter Dana saudável, a ração é limitada, em horários regrados, assim como a cenoura, algumas frutas que são permitidas e os petiscos específicos também. Para finalizar, Elaine afirma que Dana é muito companheira, tendo uma percepção inacreditável com relação às emoções.

– Ela sabe sempre o estamos precisando em cada momento, seja nos tristes, felizes e, principalmente, quando o assunto é defesa, pois em cada situação ela toma uma postura específica. Temos ciência de que ela é um cachorro, sabemos dos seus limites e ensinamos isso a ela também. Mas agimos como pessoas que entendem que ter cachorro tem suas responsabilidades e isso nos gera algumas obrigações. Não é só ter um dog e alimentá-lo – finalizou Elaine.

Mercado bilionário

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o tratamento humanizado dos pets é uma tendência que abre inúmeras oportunidades de negócios e evidencia a força de um mercado bilionário. Estudo feito pelo SPC mostra que os donos de pets podem gastar, em média, de R$ 190 a R$ 220 com seus animais e que apenas uma pequena parcela dos entrevistados associam seus cães ou gatos como sinônimo de problemas ou despesas.

– A composição da cesta de compras dos donos de animais de estimação está mudando. É cada vez maior a demanda por cuidados especializados, além de produtos que atendem às características específicas dos animais. Moda e estética, alimentação saudável, hospedagem, atendimento em casa, exercícios físicos e saúde comportamental são algumas das áreas que deverão se desenvolver intensamente nos próximos anos – afirma Pellizzaro.

De acordo com a pesquisa, os produtos e serviços mais adquiridos no dia a dia para cuidados com cães ou gatos são as rações (88%), seguidas dos shampoos e condicionadores (57%), petiscos (52%), medicamentos e vitaminas (50%) e brinquedos (44%). Considerando os produtos e serviços utilizados com mais frequência, a lista é liderada pelas vacinas (63%), idas ao veterinário (44%) e banhos em pet shop (37%). Outros serviços realizados constantemente e que merecem destaque são os tratamentos estéticos (13%), gastos com passeadores de cachorros (13%), tratamentos dentários (9%), tratamentos contra obesidade (8%), acompanhamento comportamental (8%), adestramento (7%) e idas a creches (7%).

 

 

Por Roze Martins

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

4 comentários

  1. Avatar

    na verdade todos os animais são tutelados do estado, nós somos proprietários já que estao em nossa propriedade, em causas de maus tratos por exemplo o mp estará investigando e punindo conforme as leis que os protegem, independente de usar os termos donos, tutores, proprietários, eles devem ser respeitados e cuidados, agora cada um que cuide da maneira q achar melhor, n importa se como filhos ou animais de estimação.acredito fielmente que pode ser medido o caráter de um ser humano pela forma com que ele trata um animal.

  2. Avatar
    Maria Aparecida Balarin

    Tb acho!!Tenho uma cachorrinha e gosto demais dela, pois realmente eles nos dão muitas alegrias, mas faço tudo para deixá-la confortável, sem esquecer que ela é um animal!!!Quando a levo para tosa não deixo colocar nenhum enfeite, nada que a encomode, pois respeito a condição dela de um ser animal !!!!

  3. Avatar

    que palhaçada….

  4. Avatar

    Devemos começar a respeitá-los tratando-os como animais, respeitando seus instintos e hábitos naturais, promovendo sua socialização com seus iguais em vez de querer transformá-los em “ser humaninhos”! Aliás, eles não têm donos e sim tutores!

Untitled Document