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Estado espera regularizar oferta de vacina pentavalente até dia 23

Matéria publicada em 19 de janeiro de 2020, 07:45 horas

 


Vacina pentavalente deve ser dada aos bebês recém-nascidos mas ainda está em falta-Foto: Arquivo

Sul Fluminense- A Subsecretaria de Vigilância em Saúde do estado enviou nota oficial ao DIÁRIO DO VALE confirmando que recebeu na segunda-feira (13) uma nova remessa de vacina pentavalente do Ministério da Saúde com 66 mil doses. O comunicado chegou após o jornal questionar a falta da vacina nos postos de saúde das cidades do Sul Fluminense, que se arrasta desde meados do ano passado. A distribuição da vacina ocorre da seguinte forma: o governo federal repassa aos estados, que por sua vez enviam os lotes aos municípios. O problema está na ponta, pois o Ministério da Saúde encontrou problemas para obter a vacina.

– Os lotes estão disponíveis para retirada na Central Geral de Abastecimento pelos municípios, de acordo com o agendamento prévio. A previsão é de até 23/01 todos os municípios tenham feito as retiradas – disse a nota oficial.

Em Volta Redonda, por exemplo, as vacinas pentavalentes estão chegando para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), porém em poucas remessas. A oferta não consegue atender toda a demanda represada. Por isso, os interessados em vacinar devem procurar as UBS de seus bairros para realizar um cadastro na fila de espera.
Os que querem a imunização devem comparecer ou entrar em contato com as UBS de seus bairros para informar nome completo da pessoa que será vacinada, endereço e um telefone para contato para se cadastrar. Após isso, a unidade entrará em contato para agendamentos. Cada unidade atenderá somente os moradores de seus respectivos bairros.

Barra Mansa

O Departamento de Imunização da Secretaria de Saúde de Barra Mansa afirmou no dia 10 que encontrava-se com o estoque da vacina pentavalente zerado. De acordo com a coordenadora do Departamento de Imunização da Secretaria de Saúde de Barra Mansa, Marlene Fialho, apesar do quantitativo de doses anunciado pelo Ministério da Saúde, 1,7 milhão de doses, a oferta não é suficiente para atender a demanda existente.

“A entrega das vacinas ficou irregular entre os meses de junho e dezembro de 2019. As doses estão em fase de liberação alfandegária e a expectativa é que sejam repassadas aos municípios. Porém, existe uma preocupação, já que o número de doses que será entregue não será suficiente para regularizar o estoque da Secretaria de Saúde. Para se ter ideia, no Estado do Rio, a primeira etapa de distribuição será de 66 mil doses e segunda etapa, de 60 mil, para 92 municípios”, disse Marlene.

Quatis

O mesmo quadro se repete em outras cidades da região, como Quatis, onde o coordenador do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Wendell Monteiro, informou que aguarda a chegada da vacina pentavalente para iniciar a imunização nas unidades médicas da cidade.

Ele esclareceu que os postos de saúde ainda permanecem sem as doses deste tipo do medicamento, pois a pentavalente estava em falta no Brasil. “Só na semana passada o Ministério da Saúde recebeu os novos lotes, tendo iniciado a distribuição aos estados, que, por sua vez, farão o repasse às prefeituras. Ainda não há previsão para que o estoque da vacina pentavalente esteja normalizado em Quatis”.

Busca na rede privada cresce 100%

O técnico em enfermagem Artur Fernandes, proprietário de uma central de vacinação no bairro Niterói, confirmou que a vacina Penta de células inteiras utilizada pelo SUS ainda está em falta e que a quantidade enviada para as cidades do Sul Fluminense é insuficiente para atender a demanda. De acordo com Artur, a procura nas clínicas particulares aumentou em 100%.

“Na rede particular ainda tem vacinas hexavalente, que é a equivalente a pentavalente da rede pública, mas também já está em falta, com previsão para retomada somente em fevereiro. Estou atendendo com meu estoque comprado no início de Dezembro, desde então não estou encontrando mais nas distribuidoras de vacinas nem nos laboratórios fabricantes”, disse.

Mães buscam informações

Enquanto a situação não se normaliza, as mães de bebês pequenos buscam informações oficiais que possam orientar sobre como proceder na falta da vacina. “Meu filho já vai fazer quatro meses e não tomou nenhuma dose ainda e só Deus mesmo pra guardar nossos bebês. No postinho só dizem com uma enorme simpatia: ‘não tem, tá em falta em todos os postos e sem previsão de chegada. Ligo pra lá toda semana às 7 da manhã, mas não tem previsão”, contou uma das mães.

Outra mãe foi para as redes sociais criticar a demora: “Segundo o jornal, começou a distribuir e pretendem normalizar ate março. Em se tratando de Brasil, não acredito em muita coisa”, ressaltou.

A vacina

A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenzae tipo B (bactéria causadora de infecções no nariz e na garganta). Ela deve ser aplicada em três doses, a primeira com dois meses de idade, a segunda aos quatro meses e a terceira quando a criança completar seis meses de vida.


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