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Ex-integrantes da fanfarra ETPC ensaiam há 4 meses para voltar a fazer apresentações em VR

Matéria publicada em 16 de novembro de 2021, 16:34 horas

 


Veteranos se reúnem aos sábados na Praça Pandiá Calógeras e encontro tem virado atração por quem passa pelo local

Os veteranos da fanfarra estão se reunindo há 4 meses na praça Pandiá Calógeras – Foto: Divulgação.

Volta Redonda- De uma simples brincadeira com alguns instrumentos musicais iniciada no último encontro de veteranos da fanfarra da ETPC(Escola Técnica Pandiá Calógeras), ocorrido num sábado do dia 24 de julho, integrantes do grupo decidiram dar continuidade aos encontros, só que agora com o objetivo de reativar a fanfarra. Desde então os veteranos da fanfarra estão se reunindo há 4 meses na praça Pandiá Calógeras para ensaiar.

De acordo com o comerciante Durval de Souza Teles, de 64 anos, que idealizou e efetivou os encontros dos ex-alunos, e participou da fanfarra da ETPC no período de 1971 a 1975, tocando repique, a decisão de reativar a fanfarra surgiu no último encontro.

“Tudo começou como uma brincadeira, onde alguns levaram instrumentos para tocar na confraternização e ficou combinado um outro encontro para iniciarmos os ensaios para a criação de uma fanfarra de veteranos”, destacou.

Participar desses ensaios proporciona uma sensação maravilhosa, afirmou Durval.

– O primeiro ensaio nosso ocorreu no dia 14 de agosto, num sábado, onde os ex-integrantes das décadas de 60, 70, 80 e alguns até de 90, todas com mais de 50 anos, se reuniram para tocar. Eu me sinto feliz a cada ensaio, porque encontrar meus amigos após 40 anos e com saúde é muito gratificante. Dá uma sensação de voltar no tempo – disse emocionado.

Com relação a fanfarra, a intenção do grupo é ficar todos juntos e felizes, ressaltou Durval. Lembrando que participar desses ensaios faz todos se sentirem bem e por enquanto estão todos iniciando.

– Agora se mais na frente recebermos convites para nos apresentar vai ser um prazer, já pensou como seria uma apresentação de uma fanfarra master só de idosos, e bem ensaiada, deve ser emocionante – declarou.

Atração

De acordo com Durval, a cada ensaio do grupo a Praça Pandiá Calógeras está ficando bem cheia e transformando numa atração de fim de semana. “Várias famílias vão a praça da Sessenta para assistir aos ensaios, onde cada dia é uma emoção diferente. O próprio secretário de cultura ficou surpreso com a proposta do grupo e está nos apoiando e incentivando, mas por enquanto só moralmente. Já a direção da ETCP nos autorizou a ensaiarmos no interior da escola, mas decidimos manter os ensaios na praça para que a população possa continuar nos assistindo e nos incentivando”, disse Durval.

A fanfarra reúne ex-integrantes das décadas de 60, 70, 80 e alguns até de 90 – Foto: Divulgação.

Um início com instrumentos emprestados

O professor de música Alan Kardek de Souza, 61 anos e que já lecionou música em estabelecimentos de ensino do estado, município e em colégios particulares, teve conhecimento do grupo por intermédio de um ex-aluno que o chamou para participar do segundo encontro de ex-integrantes da ETPC.

– No dia do encontro levei alguns instrumentos meus e alguns veteranos começaram a tocar. Eu apenas fui um dos incentivadores do retorno dos ensaios, iniciando o treinamento dos ex-alunos, e também emprestando cerca de 100 instrumentos para que eles ensaiassem e relembrarem de novo a tocar o que eles haviam se esquecido depois 40 anos. Empolgados, eles me pediram para levar os instrumentos nos próximos encontros iniciando assim os primeiros ensaios do grupo, que continuam até hoje após 4 meses, só que aos poucos cada um foi adquirindo o seu próprio instrumento. Continuo trabalhando com fanfarra até hoje. Em minha passagem pela ETPC, trabalhei como auxiliar com o saudoso maestro Elizeu, em 1989, onde durante 6 meses aprendi muito. Eu não fui aluno, apenas auxiliar do maestro e com esta experiência adquirida estou agora orientando os ex-alunos nesta nova trajetória – destacou.

O professor Alan leciona música até hoje nas seguintes escolas: Escola Municipal Marieta Vasconcelos, no Distrito de Barra do Piraí; na escola Sonho de Criança, em Barra Mansa; no Colégio Evangélico Saber e fazer, que pertence ao município de Barra Mansa e o Colégio Estadual Rio Grande do Norte em Volta Redonda.

Um presidente empolgado

Quem também está empolgado com os ensaios dos ex-integrantes da fanfarra da ETPC é o professor de educação física e aposentado, Ayrton Gomes Turini, de 83 anos e que já foi professor da ETPC.

Segundo Ayrton, ele é o único professor da década de 70 vivo e um dos mais antigos do grupo, razão pelo qual foi escolhido pelos membros da administração como diretor presidente.

– Eu era um dos dirigentes da ordem unida da fanfarra entre 1973 a 1976, período em que fiquei acompanhando a fanfarra, que na época era composta por 120 a 150 integrantes. Agora, passados 45 a 48 anos da época em que os ex-integrantes tinham 13 a 17 anos, a sensação do reencontro com os antigos colegas da ETPC, foi de muita alegria e satisfação para todos, onde estamos sendo felizes revendo os amigos e procurando reativar uma fanfarra de veteranos – explicou.

De acordo com Ayrton, é uma alegria muito grande estar novamente participando do grupo, e apesar da idade e da fisionomia ter mudado bastante, todos estão tocando e ensaiando com bastante dedicação. “Se Deus quiser vamos conseguir reativar a fanfarra para quem sabe realizar apresentações em eventos ou em alguma cidade que quiser nos receber. Mas por enquanto isso é apenas um sonho. Precisamos primeiro de mais instrumentos e fardamento. Acho que a turma está bem ensaiada, temos bastante plateia e está sendo muito divertido e prazeroso participar desses ensaios. Os velhinhos de 58 a 60 anos estão tocando direitinho”, disse empolgado o professor.

Em relação às músicas, o professor Ayrton explicou que elas ficaram eternamente na memória dos ex-integrantes. “Apesar disso, para reativar a lembrança do grupo temos dois maestros que são de suma importância para a readaptação da música, o professor Alan e o professor Natan, que com muita competência estão conseguindo reativar as músicas da época. Recebemos também as partituras das composições, o que vai nos facilitar mais, e assim tocar como tocávamos naquela época”, disse emocionado.

Por Júlio Amaral

 

 


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