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Fusão de PSB e PPS divide opiniões no Sul Fluminense

Matéria publicada em 4 de maio de 2015, 21:02 horas

 


Coordenador do PPS diz que medida pode resgatar a esquerda nacional; dirigente do PSB vê ação como prejudicial para ideologia do partido

Sul Fluminense –

A fusão entre o PPS e o PSB, anunciada na semana passada pelas executivas nacionais dos partidos, está dividindo opiniões entre os coordenadores regionais das legendas. Enquanto o coordenador do PPS, Jaime Muniz, acredita que a medida pode resultar em uma nova esquerda política; o coordenador do PSB, Felipe Rivello, afirma que ação pode destruir com a ideologia do partido.

– Inicialmente as executivas nacionais estão discutindo para mais tarde repassar aos diretórios estaduais. Não sabemos quais barreiras teremos pela frente, só espero que não seja uma fusão desgastante para o PPS – pontuou Muniz.

O coordenador regional do PPS afirma ainda que a decisão poderá formar um partido de centro-esquerda, resgatando a ideologia que ficou queimada, segundo ele, graças ao PT.

– O PT queimou a esquerda no país, então essa fusão poderá dar uma revigorada na esquerda nacional. Divergências em relação à fusão vão ter, mas é importante discutir para chegar a um consenso. Vamos formar um partido de centro-esquerda, com moral, ética e história para resgatar a esquerda nacional – enfatizou.

Sobre como essa fusão influenciará na política regional, Muniz afirmou que poderá auxiliar nas eleições municipais de 2016, em especial para o Legislativo.

– As escolhas serão pontuais, de acordo com cada cidade. Como exemplo vou citar Volta Redonda, onde o PSB é mais fragilizado e o PPS mais forte, tendo o Rogério Loureiro, que foi candidato à vice do Zoinho. Então, dessa forma, vamos escolhendo como serão decididos os candidatos. A nossa ideia é que essa fusão possa ajudar nas nominadas para vereador – destacou.

Contra

Se Muniz vê a fusão com bons olhos para a esquerda nacional, o coordenador regional do PSB, Felipe Rivello, afirma que pode ser o fim da ideologia criada por tantos presidentes, como ex-presidenciável Eduardo Campos, morto, no ano passado, em um acidente de avião.

– São dois partidos de ideias diferentes. O PPS é um partido de direita, enquanto o PSB vem passando por uma crise de identidade depois da morte do Eduardo Campos, mas seque a ideologia esquerda e dos movimentos sociais. Respeito muito o PPS, mas acredito que essa fusão será muito prejudicial para o partido – destacou.

Sobre a fusão resultar em um possível regaste da esquerda nacional, Rivello afirma não acreditar nessa hipótese. Segundo ele, o PPS vê essa fusão como forma de aumentar o número de deputados no Congresso e, consequentemente, o tempo de TV de olho nas eleições municipais de 2016.

– Ainda sonho que, caso a fusão aconteça, ela ganhe tendência para a esquerda. Porém, não consigo acreditar nesse discurso. Entendo que com essa fusão perderíamos muito a ideologia do partido, então vou lutar até o final para que isso não aconteça – disse.

A fusão

Anunciada na última quarta-feira (29), o início da fusão do PSB e PPS será consolidada, no máximo, em 60 dias. Em entrevista à imprensa, os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PPS, deputado Roberto Freire (SP), acompanhados de lideranças nacionais e de parlamentares, garantiram que a nova legenda não será aliada do governo, mas atuará como uma nova alternativa na política nacional.

Segundo Roberto Freire, as duas legendas começaram a discutir o processo de fusão na pré-campanha de Eduardo Campos à presidência da República. Já Carlos Siqueira informou que a nova agremiação manterá a sigla PSB, com o número 40, e disputará as prefeituras de todas as capitais e de quase todos os municípios no ano que vem. Siqueira disse ainda que aguarda a filiação da senadora Marta Suplicy e anunciou que ela deverá ser a candidata do partido na disputa da Prefeitura de São Paulo.

Dentro da Executiva Nacional do PSB houve um voto contra a fusão. No PPS todos votaram a favor da medida, de acordo com Siqueira. Segundo ele, a intenção das duas legendas é não tardar com os procedimentos da fusão, por exemplo, a realização de congressos dos partidos para aprovar a medida e solucionar questões burocráticas.

A nova legenda nascerá com 45 deputados federais; oito senadores, contando com a entrada da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy; três governadores; 92 deputados estaduais; 588 prefeitos, sendo quatro de capitais; 5.832 vereadores; e 792 mil filiados.

Roberto Freire disse que o fato de não haver nenhuma reforma política implantada e a premência do prazo para a definição de partidos e candidatos às eleições municipais do ano que vem apressaram o início do processo de fusão.


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3 comentários

  1. ÊTA POVINHO vc esqueceu de inserir outros partidos chupa cabras como PSDB, PMDB e outros diga-se de passagem que o PSDB existe a custas do governo paulista que carrega a legenda nas costas.

  2. Se o PPS é forte na região, não devemos esquecer que o responsável foi o ex-vereador José Ivo, ele quem trouxe o PPS para o Sul Fluminense e o fez grande pelo exemplo de política honesta e competente.

  3. ÊTA POVINHO indeciso

    Meu Deus, nem eles se entendem em qual ideologia estão inseridos: “– São dois partidos de ideias diferentes. O PPS é um partido de direita,…” Só rindo!

    Dois partidos socialistas (comunistas) que deviam juntos com suas bandeiras vermelhas irem para Cuba ou China ou Coréa do Norte e nos esquecer. Ah, e aproveitem e carreguem junto o PT, PCB, PC do B, PSOL e outros vermelhos.

    E deixem o MEU BRasil em paz, por favor!

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