Hemonúcleo de Volta Redonda destaca a importância da doação de sangue - Diário do Vale
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Hemonúcleo de Volta Redonda destaca a importância da doação de sangue

Matéria publicada em 9 de junho de 2019, 09:45 horas

 


Dia Mundial do Doador Voluntário é comemorado dia 14 de junho; hemonúcleo intensifica ações de conscientização

Hemonúcleo de Volta Redonda funciona anexo ao Hospital São João Batista
(Foto – Franciele Bueno)

Volta Redonda – O mês de junho é tipicamente o período que as temperaturas começam a cair, propiciando aumento da incidência de infecções respiratórias, além da temporada de provas em universidades, escolas e do início das férias escolares. Por isso é o período em que se costuma registrar quedas significativas nos estoques dos bancos de sangue, públicos e privados. Para destacar a importância da doação de sangue neste momento do ano, começou no início do mês a campanha “Junho Vermelho”.

O Hemonúcleo de Volta Redonda, que funciona anexo ao Hospital São João Batista, está intensificando as ações especiais durante a semana do Dia Mundial do Doador de Sangue, que é comemorado no dia 14 de junho. A campanha de conscientização da importância da doação de sangue será realizada durante o mês com palestras na unidade e abordagens à população em eventos. Há também capitações internas no hospital com as famílias de pacientes enfatizando o gesto de solidariedade que pode salvar vidas.

A coordenadora do núcleo de hemoterapia de Volta Redonda, Cristina Guimarães do Nascimento, comentou que a média de doadores no município é de 67,5% de homens e 32,5% de mulheres, sendo que a média nacional é de 70% homens e 30% de mulheres.

– Estamos quase atingindo 40% de doadoras mulheres em Volta Redonda, é importante destacar que o público feminino necessita de um intervalo de 3 meses entre uma doação e outra. Já os homens o intervalo é de 2 meses – disse, acrescentando que 72,5% dos doadores são de repetição, ou seja, pessoas que doam com frequência no hemonúcleo.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada país tenha, entre 3% e 5% de sua população doadora de sangue frequente. No Brasil, o índice fica em 1,8%, enquanto em alguns países da Europa, cerca de 7%.

Cristina do Nascimento comentou que o hemonúcleo de Volta Redonda atende os pacientes do próprio Hospital São João Batista, Hospital Municipal do Retiro, Hospital do Idoso, CAIS Aterrado, pacientes da Unacon (Oncológicos do SUS) atendidos pelo Hinja (Hospital Infantil Maternidade Jardim Amália), Hospital Municipal de Pinheiral, e Hospital Flávio Leal em Piraí.

– Atendemos muitas unidades de saúde na região, por isso, precisamos diariamente das doações de sangue para continuar abastecendo os hospitais e consequentemente os pacientes – enfatizou.

Campanha ‘Bora Doar’ começa dia 15 em BM

Em Barra Mansa, será feita a primeira edição do “Bora Doar”, no de junho, das 7h às 12h no Hemonúcleo. A campanha conta com o apoio de amigos de Raysa Gomes Guimarães, de 28 anos, que no dia 27 de maio deste ano morreu de leucemia. Conforme explica uma das amigas de Raysa, a médica Andressa Ribeiro de Almeida, no dia 25 de maio, dois dias antes de sua morte, Raysa comemorou seu aniversário e, como presente, optou em pedir doações de sangue não só para ela, visto que seu tratamento acontecia em Curitiba, mas também para estimular o ato de doar pensando no bem maior.

– A ideia foi dela e nós decidimos dar continuidade ao que ela começou – disse.

De acordo com Andressa, serão disponibilizadas 50 vagas para doação. Quem se interessar basta se inscrever com o formulário online disponível em www.bit.ly/boradoar001 escolhendo o horário de preferência.

– Caso o número de inscritos ultrapasse o limite de vagas, criaremos uma lista de espera. Qualquer dúvida sobre a campanha ou sobre doação de sangue, é só entrar em contato conosco através do perfil do instagram @boradoar – informou a médica.

Doações não podem parar nas férias

Conforme afirma o coordenador do Hemonúcleo de Barra Mansa, Sérgio Murilo Conti, com a chegada do inverno e a férias escolares, há uma queda considerável nas doações de sangue no município. Mas, segundo ele, é justamente neste período que estoque do centro de captação deveria estar normalizado, uma vez que há chances de risco de aumento no número de acidentes nas rodovias de todo país, devido às viagens de férias.

O Hemonúcleo de Barra Mansa funciona de 2ª a 6ª das 7h às 11h, para a doação de sangue, e das 12h até as 17h para entrega de resultado dos exames. O Hemonúcleo fica na Rua Pinto Ribeiro, anexo à Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, Centro–BM.

Para doar sangue é preciso

Apresentar um documento oficial de identidade com foto, estar bem de saúde, estar bem de saúde, ter entre 16 a 69 anos de idade, não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos, não ser usuário de drogas, não estar grávida, pesar mais de 50kg. O hemonúcleo funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 13h.

Conheça o roteiro para doação

1º Realiza-se o cadastro do doador
2º O candidato à doação preenche um questionário
3º O candidato é encaminhado para hidratação oral com 200ml de suco ou água
4º O candidato passa pela triagem clínica. Se considerado apto é encaminhado para a sala de coleta
5º O sangue é coletado em um tempo que pode levar de 15 a 20 minutos
6º O doador faz um lanche

Processo

Em relação ao processo que o sangue passa no Núcleo de Hemoterapia, Cristina explicou uma bolsa sangue coletada é o sangue total e dele, conforme protocolos, normas e rotinas, pode-se obter até três componentes diferentes e com três indicações diferentes.

– Por exemplo, uma bolsa coletada pode dar origem a um concentrado de hemácias que vai para um paciente com anemia. Outro exemplo é um concentrado de plaquetas, que vai para um paciente com um distúrbio de coagulação, um exemplo claro: um hemofílico, um paciente com dengue hemorrágica, daí o concentrado de plaquetas. Cada bolsa coletada tem validade de cinco dias – explicou.

De acordo com a coordenadora, no Núcleo de Hemoterapia são coletadas amostras em pequenos tubos específicos, nos quais são verificados grupo sanguíneo e fator RH.

– A gente coleta amostras que serão submetidas a exames sorológicos, a vários testes: Aids, sífilis, hepatite, doença de chagas, HTLV (Vírus linfotrópico da célula humana) e mais o NAT (Teste de Ácido Nucleico). Todo sangue só vai para bancada de liberação depois que ele tiver todos esses resultados negativos – informou.


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Um comentário

  1. Se fizessem coletas aos sábados, ao menos uma vez por mês, teriam um numero maior de doadores. Muita gente que trabalha poderia doar sem receio de ficar mal visto no trabalho. E antes que alguém venha dizer dobre a lei que ampara o doador, eu to falando da vida real, não da ideal…

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