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Hospital do estado realiza com sucesso reimplante de braço em criança de 6 anos

Matéria publicada em 7 de dezembro de 2015, 22:07 horas

 


Rede pública de saúde: Mateus se diverte ao brincar com o tablet; ele passou por um procedimento raro e complexo através do SOS Reimplante (Foto: Luiz Barros/Divulgação SES)

Rede pública de saúde: Mateus se diverte ao brincar com o tablet; ele passou por um procedimento raro e complexo através do SOS Reimplante (Foto: Luiz Barros/Divulgação SES)

Rio – Quem vê o sorriso alegre do menino Mateus Ramos Monteiro, de seis anos, brincando de joguinho no tablet, mal pode imaginar que há apenas quatro meses ele passou por uma cirurgia rara e de alta complexidade para reimplante do braço. Após sofrer um grave acidente de carro em julho deste ano, Mateus teve seu braço direito amputado pelo forte impacto.
De acordo com o coordenador do programa SOS Reimplante do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o microcirurgião João Recalde, para o tipo de amputação sofrida pela criança, quase na altura do ombro, a equipe médica teve que fazer um procedimento cirúrgico de grande porte, considerado um caso único até mesmo para o programa, que funciona desde 2009 e é referência na área tendo realizado mais de 500 cirurgias.
– Já fizemos outras cirurgias de reimplante de braço em crianças e adultos, mas nunca tivemos um caso tão complexo como este, pelo local em que ocorreu a amputação. Por ser muito delicada a recuperação do membro, o caso normalmente não teria indicação de reimplante. Mas toda a equipe ficou muito sensibilizada pela história e resolvemos fazer mesmo assim. Agora está sendo recompensador ver a recuperação da criança, tão ativa e falante – afirmou o microcirurgião.
A operação que recolocou o braço de Mateus mobilizou oito profissionais entre cirurgiões, anestesistas e enfermeiros. No primeiro procedimento de emergência, que durou cerca de cinco horas e consumiu oito bolsas de sangue, os médicos fixaram o osso e refizeram a circulação das artérias e veias. Desde então o menino passou por outras seis cirurgias para concluir o reimplante, recolocando, em cada fase, pele, músculos no braço e enxertando nervos. Além disso, a criança ainda passou por outras oito cirurgias para reparação dos danos provocados pelo acidente.
Após passar pelo CTI em três meses de internação, a criança volta agora ao hospital regularmente para consultas de reavaliação e sessões de fisioterapia. Para o pai, o sargento da Polícia Militar Sandro Monteiro, de 43 anos, a sensação é de que seu filho nasceu de novo.
– Agora é uma questão de tempo para que o movimento do braço e a sensibilidade da mão sejam recuperados. Mas ele já brinca de vídeo game e vem mostrando uma ótima recuperação. Foi um verdadeiro milagre – comemorou Sandro.
Mesmo tendo plano de saúde, o pai afirma que resolveu manter Mateus no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes pela qualidade do atendimento que recebeu na unidade.
– Fiquei surpreso de receber um atendimento nesse nível de qualidade na rede pública de saúde. Nem pretendo recorrer ao plano – opinou.

Como socorrer a vítima e o tratamento

Ao socorrer a vítima de amputação traumática de extremidades, um dos pontos mais importantes é acondicionar de forma correta o membro amputado, que deve ser mantido a 4ºC. A maneira mais simples para isso é colocar a parte amputada em um saco plástico resistente, lacrar com fita adesiva e colocá-lo em um ambiente com água e gelo picado, distribuídos meio a meio, como numa caixa de isopor. Quanto mais rápido o paciente chegar ao hospital, melhor. Para garantir seu sucesso, o ideal é que a cirurgia de reimplante seja feita em até seis horas após o acidente.

Como é o tratamento

Uma vez feita a cirurgia, após a alta o paciente é acompanhado no ambulatório para troca de curativos, retirada de pontos e, quando necessário, do material de fixação dos ossos. A segunda fase da recuperação é o atendimento por um grupo de terapeutas ocupacionais para iniciar a reabilitação funcional. O objetivo é recuperar os movimentos e a sensibilidade da parte amputada para que o paciente possa ser completamente reintegrado à sua rotina. Em geral, o acompanhamento leva de dois a três anos, que é o tempo necessário para a recuperação motora e sensitiva.


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8 comentários

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    É jesus na vida desse criança e de sua família glorias a Deus todo poderoso e parabéns a equipe médica de plantão

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    Parabéns à toda equipe médica envolvida, e que o menino se recupe bem em nome de JESUS… Deus abençoe todos!!!

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    Uma vitória!

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    Deus estava no controle pai e mãe procura Jesus ele sim operou milagre na vida do filho de vcs

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    Que menino lindo, cheio de alegria, muita saúde, paz e um futuro só com vitórias porque você já é um vitorioso. Aos médicos parabéns e todo meu respeito a vocês.

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    São heróis anônimos parabéns a toda a equipe ,pois sozinhos nada fazem

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    Bom dia,
    Meus parabéns queridos anjos da vida dessa criança.
    Que Deus recompense toda a equipe médica (desde quem pediu o socorro até o último profissional irá liberar o pequeno Mateus) pela dedicação, competência, sensibilização e profissionalismo ao cuidar do caso Mateus. Embora não o conheça, sei que ele e sua família estão e serão eternamente gratos a VOCÊS ANJOS da VIDA, OBRIGADA nosso PAI por guiá-los.

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    Esses profissionais sim… Podem ser chamados de FENOMENO…. . Parabens a toda equipe medica envolvida!

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