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Justiça Federal no Rio nega liberdade para Hudson Braga, Luiz Carlos Bezerra e Luiz Paulo Reis

Matéria publicada em 26 de janeiro de 2017, 10:49 horas

 


Rio –A juíza substituta da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Débora Valle de Brito, negou o pedido da defesa do ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga de transformar a prisão preventiva do acusado em prisão domiciliar. O mesmo pedido foi negado a Luiz Carlos Bezerra e Luiz Paulo Reis, também presos na Operação Calicute – desdobramento da Operação Lava Jato, realizada no dia 17 de novembro do ano passado, que resultou na prisão do ex-governador Sérgio Cabral.

A defesa alegou risco à integridade física dos acusados, devido à greve da semana passada dos servidores do sistema penitenciário, com “o risco iminente de rebelião nos presídios” do Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio. A juíza Débora de Brito disse em sua decisão que “a suposta situação de risco é comum a toda e qualquer pessoa recolhida em estabelecimento criminal brasileiro, ou mesmo em liberdade, no Estado Brasileiro, diante do grave quadro de segurança pública nacional, não servindo a justificar qualquer tratamento individualizado aos requerentes”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Hudson Braga, ex-secretário de Obras na administração Sérgio Cabral, entre os anos de 2007 e 2014, teria papel de destaque na organização criminosa coordenada pelo ex-governador. Segundo o MPF, o esquema criminoso envolveria parentes de Cabral, pessoas próximas e assessores, além de diversas pessoas jurídicas. Hudson Braga, de acordo com o MPF, seria o operador administrativo. Seu nome consta nos depoimentos dos colaboradores da Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia como destinatário da propina de 1% das obras realizadas pela Secretaria de Obras do Rio, chamada por ele próprio, de taxa de oxigênio.

 

Hudson Braga é um dos presos na Operação Calicute que teve o pedido de prisão domiciliar negado (foto: Arquivo)

Hudson Braga é um dos presos na Operação Calicute que teve o pedido de prisão domiciliar negado (foto: Arquivo)

Revogação da prisão preventiva negada

A magistrada negou também o pedido da defesa de Wagner Jordão Garcia e José Orlando Rabelo para revogação da prisão preventiva dos acusados. Na decisão, a juíza Débora de Brito diz que Wagner Garcia consta na planilha de pagamento de propina fornecida pela Andrade Gutierrez como destinatário de R$ 1.876,497,46, em dinheiro vivo. Ele utilizava a empresa AWA Consultoria e Assessoria (que nunca teve nenhum empregado registrado) para ocultar e lavar dinheiro oriundo de propinas, “demonstrando que somente a prisão poderia obstar a reiteração da prática delituosa”, escreveu a magistrada.

Já José Orlando Rabelo, ao lado de Hudson Braga, teria a função da lavagem do dinheiro obtido com os negócios irregulares da organização. Ele foi chefe de gabinete na Secretaria de Obras e também teria a função de lavar o dinheiro da propina arrecadada com o dinheiro pago pelas empreiteiras.

As informações são da Agência Brasil.


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11 comentários

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    QUANDO O BRAGUINHA ABRIR O BICO… O PRATO PRINCIPAL EM BANGU VAI SER KIBE. KKKKKKKK

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    Samynha Braga tirava tanta onda que agora quero ver falar do titio querido. Hudson Braga que aguente a chapa!!

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    Bandidos tem que continuar na cadeia ! Acabaram com o Estado do Rio de Janeiro e agora os servidores e a sociedade vai pagar a conta ! Esta turminha do PMDB do Rio tem que se juntar aos seus pares. Que mofem na cadeia e depois o INFERNO !!!!

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    Acho que a prisão não conserta ninguém.Serve, temporariamente, para obter o dinheiro de volta. Deveria é tirar tudo que esses larápios roubaram deixando-os limpos a ponto de ter que buscar trabalho para se sustentarem. Acostumados à riqueza, veriam o quanto seria voltar a estaca zero com suas famílias, cheias de arrogância por tanto dinheiro fácil, agora, terem que ir à luta. Eles estão presos. Fora o constrangimento, as famílias, caras de pau, continuam desfrutando da riqueza, até então não alcançada pelo confisco. É só ver onde continuam morando e o que continuam desfrutando. Parece que nada mudou. O dinheiro continua rolando solto. O problema é que a nossa justiça é tão lenta em executar suas sentenças que a única coisa que fica visível à opinião públicaé a prisão.

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    O Cabralzinho está todo enrolado. 300 milhões desviados. Agora falta repatriar e confiscar os bens adquiridos ilicitamente por esses. Que a justica federal do Rio tenha o mesmo rigor da curitibana.

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    agafjgjjkWantuil fortes Silvério

    Já era prá ter delatado o bonde de volta redonda.Tem muita gente prá ser delatado . Caso contrário prisão perpétua neles .

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    Fala serio pessoas como essas deveriam morrer tudo porq eles fazem um mal tao grande a sociedade q nao deveriam ficar nem preso quantas pessoas morrem no hospital esperando um exame de alto custo q no privado custa 150 reais crianças vao crescer sem educação vai virar bandido porcausa desses caras q nos roubam sem parar em tudo q consumimos

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    Lugar de bandido é na cadeia! Ladrão que rouba dinheiro público, deveria ir pro paredão e pagar a bala!
    Ladrão que rouba dinheiro público, é pior que traficante!

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    Ainda bem que não soltaram esse criminoso, só liberar quando devolver tudo, inclusive o que foi desviado dá rodovia do Contorno.

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    Se o Braguinha abrir o BICO, o bonde de Volta Redonda vai sair lotado.

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    Alguém sabe informar se o Neto já está trabalhando no Governo do Estado.
    Quantos de VR ele levou para trabalhar com ele ?

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