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Números colocam Volta Redonda em estado de alerta para dengue

Matéria publicada em 27 de abril de 2015, 20:54 horas

 


LIRAa aponta que maior foco de infestações continua dentro das residências, com 35% dos criadouros em pratos e vasos de plantas

 
Volta Redonda

A cidade de Volta Redonda está em situação de alerta por conta da dengue. Os dados levantados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do setor de Epidemiologia, apontam 1.929 notificações da doença, com 403 casos positivos. Números preocupantes, em função do aumento constante dos casos notificados e confirmados nas últimas três semanas.

O resultado do último LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), realizado em Volta Redonda entre os dias 16 a 21 de março, revelou grau de infestação de 2,6%, percentual considerado de médio risco, acima do estipulado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%.

De acordo com dados do LIRAa, 35% dos criadouros do Aedes aegypti foram detectados em pratos e vasos de plantas, além de bebedouros de animais, encontrados dentro de residências. Ainda no interior dos imóveis, a amostragem revela que 20% dos focos do mosquito foram localizados em depósitos fixos, como calhas, ralos e sanitários em desusos.

Lixos, materiais recicláveis e resíduos sólidos, são responsáveis por 14,7%, dos criadouros do mosquito e os depósitos de água como latões, caixas para armazenamentos, surgem com 10,7% dos criadouros do Aedes aegypti. A amostragem chama atenção para outro fator preocupante: pelo menos em dois estratos do LIRAa – de número 10 e 5 – a pesquisa aponta localidades da cidade onde os percentuais de infestação estão bem altos chegando a 8,5% e 8,1%, respectivamente.

As localidades referentes ao estrato 10 são: Eucaliptal, Conforto, Minerlândia, São Lucas, São Cristóvão, São Carlos, Jardim Europa e Santa Inês. O estrato 5 se refere aos seguintes bairros: Vila Mury, Retiro, Niterói, Aero Clube, San Remo, Jardim Veneza, Barreira Cravo, Ilha Parque, Parque das Ilhas, Eldorado, Mirante do Vale, Limoeiro e Jardim Primavera, onde a Vigilância Ambiental vem realizando ações continuas de controle do mosquito.

– Estamos aguardando os números desta semana para definição das novas ações para o enfrentamento da doença no município – disse a secretária municipal de Saúde, Marta Magalhães, ressaltando a necessidade emergente da adesão da população a campanha dos “10 minutos Contra a Dengue”.

– O trabalho do poder público precisa ser reforçado pela comunidade, uma vez que a maioria dos criadouros do mosquito encontra-se dentro das residências – completou.

Ela reforçou ainda que aos primeiros sintomas da dengue as pessoas devem procurar atendimento médico.

– Todas as nossas unidades, tanto da atenção básica como de urgência e emergência estão preparadas para essa assistência – informou. Febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC); dor de cabeça; desânimo; dor no corpo, nas juntas, atrás dos olhos, diarreia, enjoo, vômitos, perda de apetite e manchas avermelhadas no corpo são alguns dos sintomas que devem ser observados.

– As ações de controle do mosquito são realizadas durante todo o ano no município, principalmente nas localidades onde foram detectados índices elevados de infestação – ressaltou a veterinária Janaína Soledad, coordenadora da Vigilância Ambiental, esclarecendo que essas ações, realizadas pelos agentes de endemias do município, incluem a eliminação dos focos dos criadouros do mosquito e orientação dos moradores quanto à importância da adesão a campanha dos “10 minutos Contra a Dengue”. Ela reforça que a participação da população no controle do mosquito é indispensável para a garantia da saúde de cada família como da comunidade, já que a prevenção ainda é a única forma de combate à doença.

Estratégia

O Plano de Contingência para o município é voltado a três linhas de atuações: Assistência, Controle do Vetor e Mobilização Social. As ações do plano são monitoradas pelo Comitê Técnico da Dengue, constituído por representantes de setores estratégicos da Secretaria Municipal de Saúde, que se reúnem semanalmente.


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Um comentário

  1. Avatar

    Infelizmente não estamos preparados para nenhum tipo de epidemia, a população não tem cultura de ajudar a si mesmo, as autoridades politicas só fazem o que é necessário na crise, mesmo assim fazem de qualquer jeito. Um conselho a todos. Coloquem telas mosquiteiros em suas casas e usem repelente. Joguem algum produto nos bueiros próximo de suas casas o foco está mais próximo do que vcs imaginam. E orem muito pois iremos precisar.

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