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OAB-VR comemora derrubada de projeto em Paty do Alferes

Matéria publicada em 14 de maio de 2021, 08:49 horas

 


Proposta previa substituição de nome escravo, por pastor em praça no Centro

Volta Redonda – A Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de Volta Redonda, comemorou a derrubada de Projeto de Lei, que tramitava na Câmara Municipal, alterando o nome da Praça Manoel Congo, para Praça Pastor João Auto da Silva, no Centro de Paty do Alferes. A entidade, junto com demais instituições do estado, chegou a emitir nota de repúdio à proposta.

Para o presidente da OAB-VR, advogado Rodrygo Monteiro, a derrubada do PL provoca um alívio e, caso o projeto fosse aprovado, a medida “apagaria da memória histórica, nomes de homens e mulheres explorados em lavouras da região, mas que resistiram aos piores tipos de crueldade durante a escravidão”. O presidente da Comissão da Verdade da Escravidão da OAB-VR, também advogado Walace Celestino da Cruz, foi outro que comemorou o resultado da votação. ““É uma vitória da sociedade civil que trabalhou para que mais um fragmento da história da escravidão, no Ciclo do Café, fosse apagada”.

Na nota, a OAB-VR, ressalta que a escravidão “deixou marcas e cicatrizes na história do país”. A entidade acrescentou que, tanto a Praça Manoel Congo, quanto a Praça adjacente Velho de Avelar, são homenagens que guardam memórias de personagens de destaque na região do Vale do Café. “Esses personagens devem ser mantidos vivos e suas histórias contadas a todos e não apagados pelo esquecimento, o que ocorrerá com o tempo, caso o referido projeto de lei seja aprovado”, enfatiza a nota, que segue lembrando que o objetivo da entidade é resgatar a história da escravidão e mantê-la viva para as futuras gerações.

Homenageado

Manoel Congo foi considerado herói pelo estado do Rio de Janeiro, de acordo com Lei 5898/11, junto com outra personagem da época, Mariana Crioula. Ambos são citados pelos historiadores como os responsáveis por arquitetar e organizar a maior revolução de escravos do Ciclo do Café, que na ocasião, teve a adesão de pelo menos 300 escravos.

A nota de repúdio, assinada pela OAB-VR, foi subscrita pelo Grupo de Turismo Rural, Associação de Mulheres Mariana Crioula, Conselho de Turismo e Conselho Municipal de Políticas Culturais, todos de Paty do Alferes, além de demais entidades de diversas localidades do estado do Rio de Janeiro. O documento relata por fim, reconhecer a importância do trabalho social do pastor João Auto da Silva.


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2 comentários

  1. Sem falar de racismo e qualquer outra opinião , projetos para mudança de nomes de lugares públicos deveriam ser proibidos. Tem coisas muito mais importantes pra político fazer! Crápulas!!!

  2. Puro racismo. Depois se dizem povo de Deus.

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