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Paraty e Vassouras têm baixo índice de vacinação contra poliomielite

Matéria publicada em 3 de julho de 2018, 15:14 horas

 


Ministério da Saúde a lançar alerta sobre o risco de surto da doença, erradicada no país desde 1990

 

Sul Fluminense e Costa Verde – Duas cidades da região – Vassouras e Paraty – estão inseridas entre os 312 municípios de todo o país com cobertura abaixo de 50% na vacinação contra a poliomielite. Os baixos índices levou o Ministério da Saúde a lançar alerta sobre o risco de surto da doença, erradicada no país desde 1990. E mais: de acordo com o Ministério os riscos também se aplicam aos municípios com cobertura vacinal abaixo de 95%.

Na listagem do Ministério, Vassouras aparece com 35,28% de crianças vacinadas, enquanto Paraty foi a que mais chegou perto dos índices do Ministério, fechando o ano com 46,25% de vacinação.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde vem adotando diversas medidas a fim de aumentar os percentuais de crianças imunizadas. Uma das medidas é orientar gestores locais para que organizem redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira.

Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar.  O Ministério da Saúde também alerta estados e municípios sobre a importância de manter os sistemas de informação devidamente atualizados. E reforça que todos os pais e responsáveis devem manter as cadernetas de vacinação atualizada, em especial para as crianças menores de cinco anos, que devem seguir o calendário de vacinação conforme esquema de rotina.

Reforço

Ainda para reforçar a imunização contra a doença, o Ministério da Saúde já esta divulgando a data da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que acontece entre os dias 6 e 31 de agosto deste ano. A vacina, segundo o pediatra Marcelo Moren Netto, é o único recurso para evitar o adoecimento das crianças.

Por se tratar de uma doença viral, o médico afirma que a vacina trivalente oral deve ser aplicada de acordo com a recomendação do MS, com doses  a serem administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar as crianças em todas as campanhas. Havendo interrupção nas doses, as mesmas, segundo o médico, devem ser ministradas mesmo fora das idades previstas pelo MS.

– O importante e ter sido vacinado, ainda que os pais ou responsáveis tenham perdido ou pulado umas das etapas da imunização, eles devem levar a criança a uma unidade de saúde e atualizar a caderneta de vacinação – ressaltou o médico, explicando que embora não tenha relato de nenhum caso da doença, a prevenção é o único meio de proteção contra a pólio

Brasília – Crianças e adolescentes são vacinados no Centro de Saúde nº 8, da Asa Sul, durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, que ocorre neste sábado em todo o Brasil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ele disse ainda que os casos geralmente ocorrem em localidades distantes do Centro, onde a população acaba tendo menos acesso às ações de saúde pública. Marcelo Moren lembra ainda que crianças menores de seis anos somente devem ser passar por consulta ambulatorial acompanhadas da caderneta de vacinação. O documento infantil, conforme lembra o pediatra, é o histórico da criança e traz informações imprescindíveis para o profissional de saúde avaliar os pequenos.

-É através dessa caderneta que acompanhamos o crescimento da criança, verificamos as vacinas, enfim, avaliamos todo o histórico dos nossos pacientes – enfatizou Moren.

Pólio

Por ser uma doença causada por um vírus, que vive no intestino – o poliovírus -a poliomelite geralmente atinge crianças menores de quatro anos, mas também pode contaminar adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

 

Transmissão e prevenção

 

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados. No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

 

 


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3 comentários

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    Pais idiotas. Coitadas das crianças.

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    Coitadas das crianças. Fazer filho qualquer animal faz. Ser bom pai e boa mãe está acima da capacidade desse lixo que está por aí.

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    Tem um mês que tenho me dirigido a UBSF do Bairro São Geraldo a procura da vacina de poliomelite para meu filho de 1 ano e a resposta é sempre a mesma – não tem vacina.

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