Partidos precisarão de 7.900 votos para elegerem um vereador em Volta Redonda - Diário do Vale
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Partidos precisarão de 7.900 votos para elegerem um vereador em Volta Redonda

Matéria publicada em 12 de março de 2016, 20:30 horas

 


Número representa cálculo aproximado do quociente eleitoral, que só será conhecido depois da apuração

Volta Redonda – Para conquistar uma cadeira de vereador em Volta Redonda nas eleições de outubro, os partidos devem precisar de, no mínimo, 7.900 votos.  Essa é uma previsão do quociente eleitoral para este ano. Esse quociente é igual à quantidade de votos válidos dividida pela quantidade de cadeiras em disputa, que são 21 no caso da Câmara Municipal de Volta Redonda. Para eleger vereadores, um partido precisa de uma quantidade de votos maior que esse quociente.

O número é um cálculo aproximado, já que o quociente eleitoral só será efetivamente conhecido depois da apuração dos votos para vereador. Para fazer o cálculo do possível quociente, é preciso fazer certas suposições.

A primeira é que o eleitorado de Volta Redonda terá crescimento semelhante ao apresentado pelo Estado do Rio. Em 2012, a cidade tinha 216.938 eleitores. O Estado do Rio teve crescimento de 2,2% no número de eleitores entre 2012 e 2016, o que permite calcular que sejam pouco mais de 221 mil no município.

A segunda suposição é que o percentual de votos válidos em relação ao eleitorado vai se manter estável na comparação com 2012, quando 75% dos eleitores votaram de forma válida na cidade. Com isso, a cidade teria cerca de 166 mil votos válidos para vereador, o que significaria um quociente eleitoral de pouco mais de 7,9 mil votos.

Esses números, contudo, não significam que será necessário que um candidato consiga essa quantidade de votos para se eleger. O cálculo é feito da seguinte forma: somam-se os votos de todos os candidatos do partido com os votos dados à legenda (quando o eleitor, em vez de escolher um candidato pelo número, vota apenas no número do partido para deputado estadual ou federal) e divide-se esse total pelo coeficiente eleitoral.

A parte inteira do resultado é a quantidade de vagas que o partido obtém para a Câmara Municipal. A parte decimal é reservada para uma disputa posterior das vagas que restarem da divisão das vagas pelas partes inteiras das quantidades de deputados eleitos por cada partido.

A soma das partes inteiras da divisão dos votos dos partidos que conseguem o quociente é sempre menor do que a quantidade de vagas. Para preencher essas cadeiras, usa-se a distribuição das vagas por média.

A verificação das médias é feita com as seguintes regras: a) divide-se o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de lugares por ele obtido, acrescido de mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher; b) repete-se a operação para a distribuição de cada um dos lugares até preencher a última vaga.

Ajuda dos campeões de votos e da ‘rabiola’

É comum haver candidatos eleitos com muito menos votos do que o coeficiente eleitoral. Isso acontece porque todos os votos do partido são divididos pelo coeficiente. Assim, os campeões de votos – que conseguem mais do que o coeficiente – e os candidatos com menor votação – que no meio político costumam ser chamados de “rabiola” – têm uma grande importância no resultado da eleição.

Por exemplo, se o partido “A” conseguiu uma votação total que corresponde a três vezes o coeficiente, ele elegerá seus três candidatos mais votados. Se ele teve um candidato que conseguiu mais de 10 mil votos para vereador, esse candidato, sozinho, garantiu a sua eleição e a de mais um companheiro de chapa, já que o coeficiente é menor que esse número. E se o candidato colocado em terceiro lugar na lista do partido “A” tiver conseguido, hipoteticamente, 1.500 votos, será eleito mesmo tendo conseguido muito menos do que o coeficiente.

A soma dos votos da “rabiola” também é importante – mesmo que esses candidatos menos conhecidos não tenham chance real de serem eleitos, é importante que eles se esforcem na campanha e consigam a maior quantidade possível de votos. Eles vão dar uma contribuição importante para o “bolo” de votos do partido, já que mesmo as maiores legendas não costumam ter mais do que dois ou três “campeões” que garantem seu coeficiente e ajudam outros companheiros.

Fatores que alteram o resultado

O cálculo dos coeficientes é feito da forma apresentada nesta reportagem, mas os índices de comparecimento e de votos válidos podem variar.  Até mesmo a meteorologia pode influir no resultado. Por exemplo, se no dia da eleição o sol estiver forte, muita gente pode preferir ir à praia ou à piscina e deixar para justificar a ausência ou pagar a multa.

Se chover muito forte, também pode aumentar a abstenção porque as pessoas não quereriam ou não poderiam ir votar debaixo de um temporal. Isso reduz o número de comparecimentos e de votos válidos, diminuindo também os coeficientes. Por outro lado, um dia nublado, mas não de chuva forte, pode ajudar a aumentar o comparecimento.

Existe ainda o fator de comprometimento do eleitorado, que é gerado pela campanha. Se a população se interessar pela disputa, levando o assunto para as conversas nas ruas, a tendência é haver maior comparecimento e mais votos válidos, o que aumenta os coeficientes. Já uma campanha “morna” tende a reduzir o comparecimento e aumentar os índices de votos nulos e brancos, reduzindo os coeficientes.


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13 comentários

  1. Eleitor desanimado

    Em São Paulo o Tiririca e seu partido levaram vários deputados federais para Brasília.
    Se bobear os candidatos eleitos pela legenda não tiveram nem mil votos.

  2. Se depender de mim todos morrem de fome

    • Quem não vota contra; é a favor dos mesmos continuarem.

      Escolha para votar em qualquer um partido que não esteja aliado ao PT e ao PSDB.

      O voto tem o mesmo valor para o presidente quanto para o candidato desconhecido.

  3. VR já tem mais de 221 mil eleitores. Tá no site do TSE…

  4. Pagador de impostos

    Acho que o jornal deveria informar também o quanto custa para a população cada um vereador eleito. Incluídos o salário, as verbas de gabinete, as mordomias, o número de assessores e quanto é destinado para cada um deles. Num país atolado numa crise sem precedentes, o que acontece em quase todas as cidades e estados também, já passou da hora de revisar o custo dos parlamentos, nas esferas municipais, estaduais e também no âmbito federal. Ou a crise nunca chegará até essa gente ? E continuaremos a pagar essa conta eternamente e com retorno pífio ?

  5. APESAR DOS PESARES, ESSA AINDA É A MELHOR FORMA DE FAZER UM TRABALHO DE EQUIPE, FORTALECIMENTO DOS PARTIDOS; ONDE A FORÇA DE MUITOS COM POUCO POTENCIAL, VENCE A FORÇA DO EU SOZINHO DE GRANDE POTENCIAL. AOS QUE CRITICARAM, QUAL SERIA A MELHOR FORMA???

  6. Pra que eu vou votar se escolho um que tem 6000 votos e perde, depois entra um bundão que teve 4000 votos e ja esta no poder a décadas. É por isso que em todas as eleições a corja é sempre a mesma, não larga o osso e não querem mudar nada. Voto nulo pra mostrar minha insatisfação com este sistema.

  7. Quanto menor o número de votos válidos mais fácil fica para quem dá tijolos, cimento e outras coisas mais em troca de votos. O eleitor consciente está deixando de votar e o “inconsciente” continua votando em troca de alguma coisa. É melhor votar em partido que não tem ninguém eleito da última vez do que não votar. Esse cálculo considerou os que estarão fora da cidade, o número de falecimentos e impossibilitados que parece que aumentou muito nestes últimos anos?

  8. O certo seria quem tem mais voto e pronto. É esquisito um candidato ter mais votos e ficar de fora, infelizmente isso acontece no Brasil.

  9. EU NÃO QUERO COEFICIENTE NENHUM...

    QUE COEFICIENTE O QUE?… QUANDO É QUE ALGUÉM VAI MUDAR ESSA M… QUE M… É ESSA, O CARA QUE TEM MAIS VOTOS OU SEJA TEORICAMENTE O QUE VEM DO DESEJO DA MAIORIA FICA DE FORA ENQUANTO UNS BUNDAS MOLE ENTRAM, AQUI NA REGIÃO ACONTECEU ISSO DIVERSAS VEZES EM NÍVEIS ALARMANTES. O BAIXINHO DO ESTÁDIO ACHO QUE POR TRÊS VEZES NÃO ENTROU TENDO SIDO O MAIS BEM VOTADO ENQUANTO UNS MALAS ENTRARAM. ISSO NÃO NOS REPRESENTA, ISSO É UMA FORMA DE OPRESSÃO UTILIZADA MAIS UMA VEZ PARA MANIPULAR RESULTADOS. FORA POLITICAGEM EU NÃO VOTO EM PARTIDO VOTO AINDA EM PESSOAS QUE ESTUDO A ÍNDOLE, O CARÁTER, A FORMA COM SÃO EM FAMÍLIA PORQUE ME DA RESPALDO DE COMO SERÃO NO SOCIAL JÁ QUE A FAMÍLIA É UM EXERCÍCIO PARA O PLANETA ENTÃO NÃO ME VENHAM COM ESSA É GENTE BOA, SE É BEBERRÃO, SE TRATA MAL A ESPOSA, SE TEM UM PASSADO SÓ DE ARMAÇÕES, TO FORA, QUERO GENTE BOA, NÃO QUE NÃO POSSA TER ERRADO MAS QUE OS ERROS NÃO TENHAM SIDO UMA CONSTÂNCIA…
    QUERO ALGUÉM DE ATITUDE HUMANA ENTÃO JÁ ESTOU PENSANDO EM NÃO VOTAR.
    MAS AINDA RESTA ESPERANÇA.

  10. Método totalmente esdrúxulo,só num país como o Brasil acontece uma aberração dessa.
    Eu voto no meu candidato preferido e posso,indiretamente,ajudar a eleger um boçal.Depois contam isso em Portugal e vira piada.

  11. Isso significa que, teremos os mesmos vereadores que estão no poder a décadas. Uma lástima!!!

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