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Programa de Tabagismo atende em média 60 pessoas a cada quatro meses, em Itatiaia

Matéria publicada em 17 de novembro de 2019, 18:12 horas

 


Itatiaia- O Programa de Controle do Tabagismo de Itatiaia retornou com as suas atividades em janeiro deste ano com o objetivo de auxiliar e melhorar a qualidade de vida dos dependentes de tabaco. De acordo com a responsável pelo programa, Adriana Limeira, a cada quatro meses são atendidas em média cerca de 50 a 60 pessoas. Somente de janeiro a agosto, 82 pessoas já passaram pelo programa.
Segundo Adriana, qualquer pessoa pode participar inclusive, adolescente, gestante, idoso ou portador de doença crônica. “Não existe limite de vagas e os grupos são formados de 10 em 10 pessoas de acordo com espaço físico disponível e horário que melhor atenda a demanda apresentada”, disse.
Ainda de acordo com Adriana, a faixa etária predominante que busca o atendimento é de 18 a 59 anos, seguida pelos idosos acima dos 60 anos. Com relação aos jovens, apesar de todas as políticas de combate ao uso do cigarro (que proíbe a venda a menores, o uso em locais públicos, restrições à venda e propaganda), ainda há a experimentação e o uso abusivo.
– Infelizmente a indústria tabagista tem se reinventado visando atingir principalmente os jovens com estratégias ligadas a adição de sabores, cigarro eletrônico, constituindo um grande apelo ao estilo de vida do jovem. Porém os Programas de Controle ao Tabagismo em sua prática têm buscado acessar crianças e adolescentes através de trabalhos nas escolas, nos grupos de vínculo na rede assistencial como Cras (Centro de Referência de Assistência Social), dentre outros – ressaltou a responsável pelo programa.
A responsável pelo programa ressaltou que ao ingressar o usuário passará por uma entrevista de triagem individual para conhecer e traçar a melhor conduta do tratamento. Depois são realizadas quatro sessões semanais estruturadas em um grupo com apoio com a utilização de uma cartilha que aborda a dependência do cigarro, síndrome de abstinência, benefícios do parar de fumar, etc.
– O grupo de apoio segue mantendo sessões semanais, quinzenais e mensais de acordo com a necessidade, visando à prevenção de recaídas. Também é fornecido apoio psicossocial em grupo, a reposição de nicotina (adesivo) e apoio farmacológico, quando necessário. E ainda ações educativas e preventivas relacionadas ao tabaco que ocorrem ao longo do ano em toda rede de saúde, na rede escolar através do Programa Saber Saúde/Programa Saúde na Escola, na rede sócia assistencial bem como em empresas, associações, igrejas e quando solicitados – explicou.
Em relação a dificuldades enfrentadas pelos dependentes do cigarro para largar o vício, a profissional da secretaria de saúde explica que está em manter-se em abstinência, planejar-se frente a situações cotidianas onde o cigarro estava associado e buscar um novo estilo de vida.
– É preciso entender esses desafios vivenciados pelo ex-fumante e que o uso abusivo do cigarro constitui uma dependência química. Por mais apoio que o fumante receba de seus familiares e amigos é uma decisão pessoal muito difícil de ser tomada. Muitas vezes, não é na primeira tentativa que vem o sucesso, porém é importante persistir. Por isso, o trabalho deve ser de muita acolhida – disse.


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