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Psicólogos fazem atendimento comunitário em Igreja de Volta Redonda

Matéria publicada em 22 de julho de 2018, 09:53 horas

 


Oferta: Trabalho desenvolvido em igrejas é idêntico ao encontrado em consultórios – Foto: Julio Amaral

Volta Redonda – As igrejas católicas de Volta Redonda e Barra Mansa oferecem um tipo de ajuda que é útil em qualquer tempo, mas ainda mais em tempos de crise econômica. Trata-se de um trabalho de acompanhamento psicológico, que é pago pelo paciente de acordo com suas possibilidades.
A psicóloga Ivete Helena Linhares Ribeiro é responsável por desenvolver um destes projetos, em conjunto com uma amiga, na Igreja de Santo Antônio, no bairro Niterói, em Volta Redonda. A ideia surgiu há 18 anos, na Igreja Bom Jesus, no bairro Retiro, com o padre Bernardo Thus, já falecido.
– A nossa intenção, a princípio, era atender pessoas carentes, mas como não aparecia com muita frequência, acabamos atendendo toda a comunidade. O grande objetivo deste trabalho é ajudar pessoas a se sentirem melhor. No início, eu realizava o trabalho na igreja Bom Jesus e a psicoterapeuta Catarina Chaves desenvolvia na igreja de Santo Antônio, no bairro Saudade, em Barra Mansa e na igreja São Francisco, no Retiro. Na verdade, tudo começou em Saudade a pedido do padre Nilson José dos Santos, junto com a psicoterapeuta Catarina – lembra.
Segundo Ivete, atualmente este trabalho é desenvolvido em outras paróquias de Volta Redonda e Barra Mansa. Ela ressalta que atende também na igreja São Sebastião.
– É um trabalho voluntário, mas como todo trabalho tem que ser remunerado é cobrada uma taxa de valor simbólico, sugerida ao paciente. No caso dele não poder pagar, nós atendemos assim mesmo. O perfil de nossos clientes é bem variado. Atendemos de empresários até estudantes de psicologia, pessoas carentes, crianças, idosos e qualquer ser humano que precise de uma terapia – destaca.
A psicóloga disse que o número de pacientes tem aumentado a cada ano e os problemas enfrentados são variados. Ela ressaltou ainda que não há diferença no tratamento oferecido na igreja para aquele que presta nos consultórios.
– O fato de atender dentro de uma igreja não influi no comportamento do meu trabalho. Hoje atendo pessoas de todas as religiões e até ateus. E não utilizo a religião como forma de tratamento por considerar antiético. Como psicóloga, acredito que ter uma religião ajuda a compreender melhor as dificuldades da vida e a enfrentar e trabalhar os problemas como também ser um ser humano melhor – diz.
A psicóloga acredita que a psicologia e a religião podem conviver juntas.
– Um bom exemplo disso é o apóstolo Paulo, que foi o maior divulgador de Jesus Cristo, sem ao menos tê-lo conhecido. A religiosidade ajuda a trabalhar e ajustar o comportamento humano, independente da religião. Durante as sessões eu não cito nenhuma religião, apenas quando o cliente solicita – opinou.


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Um comentário

  1. Psi. Carolline Nunes

    Grande profissional! Inspirado em seu trabalho iniciei o mesmo projeto na Igrja Sao Pedro- Belmonte (VR).
    ” Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor”
    Madre Teresa de Calcuta

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