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Quase oito mil pessoas buscaram ajuda para deixar de fumar em Volta Redonda

Matéria publicada em 2 de setembro de 2017, 16:30 horas

 


Até janeiro deste ano cerca de cinco mil pessoas já tinham sido atendidas nos programas antitabagismo do município

Volta Redonda – O Dia Nacional de Combate ao Fumo, ocorrido na última terça feira, foi celebrado com uma série de atividades em Volta Redonda, e tem um dado no mínimo interessante. Entre janeiro e agosto, ao menos sete mil e oitocentas pessoas buscaram o programa municipal de controle de tabagismo para tentar deixar de fumar.

De acordo com a médica especialista em dependência química, Ana Lucia Peixoto Quaresma, coordenadora do programa, em Volta Redonda há uma “frente avançada” neste sentido com os programas de saúde da família (PSF) e nas unidades básicas de saúde da família (UBSF) com uma média de 20 unidades funcionando e atendendo em torno de 15 a 20 munícipes por mês ao longo desses sete meses. Foi aí que se constatou um aumento na procura para o tratamento contra o fumo, demonstrando que as pessoas estão se conscientizando mais dos malefícios do cigarro.

Segundo a médica, até janeiro deste ano cerca de cinco mil pessoas já tinham sido atendidas nos programas antitabagismo do município. Ela explicou que o cigarro é uma “droga tríplice”, que atinge o comportamento (1), o psicológico (2) e o físico (3) do dependente químico. O coordenador da CMPD (Coordenadoria Municipal de Prevenção as Drogas), psicólogo Ricardo Vinícius Cunha, concorda com Ana Lúcia.

– Além do aspecto físico, também existe a dependência comportamental e por último a psicológica, que é a pior. Você usa o cigarro quando está alegre, triste, vivendo um momento de ansiedade ou medo. O cigarro é muito ligado às emoções. Já para a maioria dos jovens, o cigarro é ligado à autoafirmação – opina.

Segundo a OMS: Cigarro causa mais mortes do que a aids, acidentes de trânsito, mortes por arma branca e mortes por arma de fogo (Foto: Divulgação)

Segundo a OMS: Cigarro causa mais mortes do que a aids, acidentes de trânsito, mortes por arma branca e mortes por arma de fogo (Foto: Divulgação)

Ana Lúcia lembrou que dados da OMS (organização mundial de saúde) afirmam que morrem 23 pessoas por hora vítimas de doenças provocadas pelo cigarro, e sete pessoas por dia vítimas do tabagismo passivo.

– O cigarro, segundo a OMS, causa mais mortes do que a Aids, acidentes de trânsito, mortes por arma branca e mortes por arma de fogo. Já entre as doenças que ele causa, elenca-se hipertensão, infarto, bronquite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), gastrite, úlcera, câncer de pulmão, de boca, da laringe, de bexiga, de rins, de próstata e de mama. Causa também AVC (acidente vascular cerebral), e diabetes, entre outras doenças – destacou Ana.

Já Ricardo alertou que o cigarro continua sendo o segundo caso de morte de doenças crônicas não transmissíveis.

– Nós temos que mostrar os malefícios que ele causa, mas não é a solução, como a dependência é uma doença muito fatorial, precisamos trabalhar na conscientização e na sensibilização através de campanhas e ações junto a escolas universidades e comunidades de base – afirma.

De acordo com Ana Lúcia, o cigarro é a droga lícita mais maléfica que existe. Ela destacou que, apesar de um maior controle publicitário, os jovens ainda se sentem atraídos pelo fumo.

– Houve uma redução do consumo nas faixas etárias acima dos 30 anos, mas houve um aumento no consumo entre jovens e adolescentes a partir dos 12 e 13 anos – diz.

Ana Lúcia destacou ainda que nas últimas décadas a mulher passou a consumir mais cigarros do que o homem.

– Isso quer dizer no consumo de cigarro, mas em número de fumantes o homem ainda supera a mulher. No último levantamento da OMS foi constatado que entre os fumantes 38% são mulheres e 62% são homens – conclui.

 


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