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Sair da casa dos pais tem pontos positivos e negativos

Matéria publicada em 11 de janeiro de 2018, 18:49 horas

 


Desafio: Transição pode ser muito mais estressante e até frustrante se houverem incertezas -Tomas Silva- Agência Brasil

Desafio: Transição pode ser muito mais estressante e até frustrante se houverem incertezas -Tomas Silva- Agência Brasil

Sul Fluminense

Entre janeiro e fevereiro, diversos jovens que saem do ensino médio procuram iniciar novos projetos em busca de um futuro melhor. Durante esse período, muitos saem da cidade natal, para estudarem em municípios vizinhos ou até mesmo em outros estados. Através de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE), a proporção de pessoas da faixa etária entre 25 a 34 anos com ensino superior praticamente dobrou, passando de 8,1% para 15,2%, nos últimos oito anos.
Segundo o cadete, da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), Lucas Anderson de Almeida Carneiro, de 23 anos, sair da própria cidade ajudou a desenvolver inúmeros atributos como liderança, disciplina e responsabilidade. “Em 2015 eu saí do Rio de Janeiro e fui estudar em Campinas (SP) e depois de um ano, mudei para Resende, onde estou até hoje. Durante esse tempo eu amadureci muito. Hoje me vejo mais centrado em meus compromissos profissionais e preparado para enfrentar muitos problemas tanto da minha vida pessoal como profissional”, explicou, salientando que a formação Militar ajudou a superar os obstáculos. “Sejam em provas, exercícios no terreno, teste de aptidão física ou até mesmo a saudade da família. O grande desafio é terminar os 05 anos de formação de forma honrosa, sabendo que demos nosso melhor e que nossos nomes sempre serão sinônimos de “Bom militar”, afirmou.
Para o estudante de Jornalismo, André Morais, de Angra dos Reis, a experiência foi de grande importância. “Eu enfrentei várias dificuldades e por várias razões diferentes. Foi difícil por ser a minha primeira experiência morando sozinho, não sabia cozinhar, sentia muita falta da família, não conseguia emprego e não tinha com quem contar, mas no final eu superei todos esses obstáculos”, relatou o universitário, comentando que mesmo enfrentando mais de 4 horas de viagem todos os dias para estudar em Barra Mansa, voltar para a casa dos pais foi a melhor opção. ”Eu voltei a morar com minha família e tem sido melhor pra mim. Penso em morar sozinho de novo, mas me planejando melhor para que seja uma experiência positiva. Minha família me apoiou tanto na mudança quanto na volta pra casa e isso foi muito importante pra mim”, ressaltou.

Dicas

De acordo com o psicólogo, Rafael Crespo, a escolha profissional já não é simples e a mudança para outro estado acarreta em outras complicações como o afastamento da família, amigos, a responsabilidade financeira e administração de uma casa. Esses desafios pedem certa maturidade e outras habilidades que podem ser desenvolvidas. A dica mais importante seria ter certeza do que está fazendo. “O curso escolhido, a cidade escolhida e suas motivações. Essa transição pode ser muito mais estressante e até frustrantes se houverem incertezas”, explicou Rafael, comentando que enquanto a pessoa mora com os pais, é possível treinar algumas adaptações como deixar que o estudante se responsabilize com tarefas domesticas de casa; participar da administração financeira, na medida do possível; aprender e praticar habilidades culinárias; participar de compras a fim de se familiarizar com o processo de seleção e compra de produtos de limpeza, utilidades, vegetais, etc. Esses comportamentos podem facilitar sua adaptação quando for concretizada a mudança, uma vez que já se familiarizou com essas práticas.


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