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Secretária de Saúde do Rio monitora 16 casos suspeitos de coronavírus

Matéria publicada em 2 de março de 2020, 08:44 horas

 


Estado do Rio de Janeiro tem 16 casos suspeitos de vírus corona (crédito AB)

Rio e Sul Fluminense – A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro investiga 16 casos suspeitos de infecção pelo Novo Coronavírus (Covid-19). Os pacientes estão sendo monitorados. Os casos foram registrados em diversas localidades. Uma das suspeitas, já descartadas da doença, foi em Resende, no Sul Fluminense.

Há ainda registros, ainda em investigação de pacientes com suspeita de coronavírus nas seguintes localidades: Rio de Janeiro (8, sendo seis residentes e dois estrangeiros), Niterói (3), Maricá (1), Macaé (1), Nova Friburgo (1) e Nova Iguaçu (1 estrangeiro).

Além desses, uma notificação foi feita por Niterói, mas o local da residência ainda está sendo investigado. Além dos sintomas respiratórios, os pacientes têm histórico de viagem para países com circulação ativa do vírus.

Plano de contingência

No mês passado, a SES elaborou e definiu um plano de contingência para enfrentar um possível surto no Estado do Rio de Coronavírus, que é capaz de provocar epidemias e pode evoluir a pandemias. Para proteger o cidadão fluminense do COVID-19, a SES definiu objetivos estratégicos, a fim de evitar a disseminação do vírus entre uma população sem imunidade para este subtipo viral.

O plano emergencial tem a intenção de sistematizar ações e procedimentos de responsabilidade da esfera estadual de governo. Ficou decidido que a SES vai apoiar, em caráter complementar, os gestores municipais no combate a um possível surto de Coronavírus, precavendo-se e organizando o enfrentamento de tudo aquilo que sair da normalidade.

Com isso, a SES iniciou a preparação do plano de contingência em funcionamento no Nível Zero. Os demais níveis de acionamento (um, dois e três) são organizados de acordo com parâmetros epidemiológicos, como números de casos.

O primeiro objetivo estratégico do plano de contingência é intensificar medidas de segurança para conter a transmissão humano a humano, incluindo as infecções secundárias entre pessoas próximas e profissionais de saúde.

Caso uma pessoa apresente sintomas e sinais de doenças respiratórias, ela será identificada imediatamente, isolada e atendida da forma como preconiza a OMS e o Ministério da Saúde.

O terceiro item abordado no tópico sobre os objetivos estratégicos do plano aponta para a comunicação do problema: os riscos e casos registrados no Estado do Rio de Janeiro devem ser informados à sociedade o mais rápido possível para, entre outras coisas, combater a desinformação e as perigosas fake news.

Organização da resposta a um possível surto

– Nível Zero – Casos importados notificados ou confirmados.

– Nível de Ativação 1 – Transmissão autóctone de Coronavírus no estado do Rio de Janeiro.

– Nível de Ativação 2 – Transmissão sustentada na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.

– Nível de Ativação 3 – Quando as ações e atividades orientadas para serem realizadas no Nível 2 de ativação forem insuficientes como medidas de controle e para a organização da rede de atenção na resposta. E, ainda, quando a rede de atendimento definida for incapaz de atender à demanda. Caso o surto chegue a esse nível, além de todas as unidades citadas anteriormente, será criado pela Secretaria de

Estado de Saúde um hospital de campanha e as Forças Armadas serão acionadas. Haverá ainda a utilização de leitos em unidades especializadas, com a suspensão de cirurgias eletivas.

Processo de confirmação ou descarte de casos

Caso o paciente esteja com os sintomas do Coronavírus e tenha viajado para países com circulação ativa do vírus, o primeiro passo é procurar uma unidade de saúde para buscar assistência. No local, o profissional da unidade vai colocar em prática o protocolo de atendimento para casos a serem investigados – como uso de equipamento de segurança e isolamento do paciente -, além de notificar a Vigilância Municipal a respeito do caso.

Além disso, o profissional de saúde realizará coleta do material para análise, que será entregue pela Vigilância Municipal ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ). No Lacen, o material é dividido em duas partes. Uma parte da amostra é analisada na própria unidade, investigando vírus respiratórios comuns, e a outra é enviada à Fiocruz, que realiza a testagem para o coronavírus. A SES esclarece ainda que o acompanhamento do paciente e pessoas que entraram em contato com ela é realizado pela Vigilância Municipal de cada cidade.

Diferença entre casos

Notificados – Ainda não é considerado como caso suspeito, já que depende de avaliação de critérios definidos pelas autoridades sanitárias

Suspeitos – Caso atende aos critérios das autoridades e será confirmado ou descartado com base em análise laboratorial

Medidas de prevenção:

– Proteger nariz e boca ao espirrar ou tossir

– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos

– Lavar frequentemente as mãos, especialmente após espirrar ou tossir

– Evitar ambientes com muita aglomeração

– Utilizar álcool em gel nas mãos

O que fazer em caso de suspeita:

Se estiver com febre ou sintomas respiratórios e tiver vindo de países com casos de coronavírus:

– Cubra o rosto com máscara cirúrgica

– Vá à unidade básica de saúde, hospital de emergência ou à UPA mais próxima

– Siga as orientações dos profissionais de saúde

– Siga as medidas de prevenção: lave as mãos frequentemente, cubra o rosto ao tossir e espirrar, não compartilhe objetos de uso pessoal, evite locais de grande aglomeração, utilize álcool em gel para as mãos


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