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Servidores estaduais marcam paralisação para quarta-feira

Matéria publicada em 29 de agosto de 2017, 15:26 horas

 


Servidores criticam crise econômica e seguidos atrasos nos pagamentos

Servidores criticam crise econômica e seguidos atrasos nos pagamentos

Volta Redonda – Os servidores do estado do Rio de Janeiro, entre eles profissionais da Educação, marcaram para esta quarta-feira (30) uma paralisação de 24 horas. O ato é denominado “Dia Estadual de Lutas” e protestará contra a crise econômica no governo do estado e suas consequências.  Entre outras medidas, a crise provocou atrasos de até quatro meses no pagamento de salários de servidores. A categoria se queixa ainda do aumento na alíquota previdenciária de 11% para 14%, aprovado pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

O Sepe/RJ (Sindicatos Estadual dos Profissionais da Educação) emitiu oficio ao secretário estadual de Educação, Wagner Victer, comunicando sobre a paralisação e solicitando que seja lançado o código 61 – direito de greve – para aqueles que aderirem ao movimento. Outro motivo que leva professores à paralisação e a Resolução 5531, estabelecendo, entre outras medidas, que os direitos de antiguidade nas escolas deixam de existir, caso o profissional tenha faltas não abonadas ou licenças-médicas.

– Essa medida cassa o direito a greve dos professores que, uma vez aderindo o movimento, poderão perder seu direito de permanecerem lotados nas escolas de origem – ressaltou.

Outra Resolução, a 5532, também vem causando impacto negativo entre os professores. Essa medida restringe o número de escolas da rede estadual em todos os municípios e estabelece o fechamento das unidades de ensino, que estejam próximas em uma distância de três quilômetros. O Sepe alega que, com a adoção dessa Resolução, além de reduzir o número de vagas para alunos na rede estadual, professores que estiverem lotados nas escolas a serem fechadas passarão por dificuldades.

Isto porque, esta categoria terá que buscar uma nova unidade de ensino para lecionar, podendo com isso, correr o risco de terem que se deslocar para longe de sua residência, aumento gastos com transporte e tempo para deslocamento, já que muitos lecionam em diversas unidades de ensino. “Com esta Resolução o professor poderá ter que trabalhar em uma escola muito longe de sua casa, sem ganhar vale transporte e sem condições de intercalar as aulas, garantindo a ele o direito de uma renda extra maior”, enfatizou a diretora do Sepe.

Ensino público 

As medidas do governo vão de encontro a proposta, segundo o Sepe de repassar aos municípios alunos do curso fundamental I e II. Esta estratégia vem sendo colocada em prática a cada ano. Somente em Volta Redonda três colégios da rede estadual foram fechados: Escola Estadual Maranhão, no Eucaliptal; Escola Estadual Minas Gerais, no bairro Vila Mury e Escola Municipal Acre, no Siderópolis.

– É um pecado a gente observar aqueles prédios enormes e vazios – completou Dodora, chamando atenção para outro fator: “A rede municipal não consegue absorver tantos alunos e cada ano fica mais difícil conseguir uma vaga no ensino público, ou seja, mais alunos fora das salas de aula”, enfatizou a professora.

As estatísticas do Sepe revelam que das 75 escolas da rede estadual, no município, restam apenas cerca de 20, deixando de atender 80% dos alunos do ensino médio ofertado pelo estado. Estas medidas resultam em outro fator que vem desagradando a categoria: a cada ano, sobram professores, que sem turmas para lecionar, travam uma verdadeira maratona em busca de transferência para outra escola da rede na cidade. Alguns, de acordo com o sindicato, acabam sendo transferidos para outras cidades ou optam por perder a matricula no estado.


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2 comentários

  1. Avatar

    Que estatistica é esta ??? A situação do estado do Rio está caótica, mas não dá para acreditar nas informações que o Sepe divulga, eles são adeptos do caos, ou seja, quanto pior …..melhor. Será que o estagiario que fez a reportagem conferiu as informações passadas pelo Sepe ?

  2. Avatar

    “Somente em Volta Redonda três colégios da rede estadual foram fechados: Escola Estadual Maranhão, no Eucaliptal; Escola Estadual Minas Gerais, na Vila Mury e Escola Municipal Acre, no Siderópolis.”

    Até onde sei a E.E. Minas Gerais não foi fechada. E fica no Retiro, não na Vila Mury.

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