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Sinduscon promove evento para propor planejamento de longo prazo na região

Matéria publicada em 20 de outubro de 2015, 20:02 horas

 


Intenção é criar um conselho suprapartidário para definir a vocação e o destino do Sul Fluminense

Mauro Campos afirma que hiperinflação acabou com o hábito de planejar no longo prazo (foto Arquivo)

Mauro Campos afirma que hiperinflação acabou com o hábito de planejar no longo prazo (foto Arquivo)

Sul Fluminense – O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Sul Fluminense (Sinduscon-SF) promove nesta quinta-feira (20) o lançamento do projeto “O Futuro da Minha Cidade” na região. A iniciativa parte de uma proposição da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), que visa reproduzir em todo o Brasil o sucesso de uma iniciativa tomada em 1996 em Maringá (PR), que criou o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem). A cidade paranaense, que há vinte anos enfrentava o risco de estagnação econômica, atualmente tem elevados índices de desenvolvimento humano e de geração de empregos.

O ex-prefeito de Maringá Silvio Barros e a jornalista Natália Garcia, criadora do projeto Cidades para Pessoas, vão participar do lançamento da iniciativa na região, informando sobre o caso de sucesso de Maringá. O presidente do Sinduscon-SF, Mauro Campos, afirma que o Sul Fluminense reúne características que tornam possível pensar em um planejamento de longo prazo não apenas para uma cidade, mas para a região.

— As cidades da região estão a distâncias pequenas umas das outras, o que torna perfeitamente possível pensar num planejamento integrado, em que cada uma vai desenvolver seus melhores potenciais e se valer das características mais positivas de seus vizinhos, visando o bem-estar da sociedade como um todo — afirma, destacando que o principal objetivo do projeto, em nível nacional, é resgatar o hábito de planejar para o longo prazo, que o país perdeu depois de praticamente duas décadas de inflação elevada entre os anos finais da década de 1970 e o Plano Real, em 1994.

— Já se passaram mais de vinte anos sem hiperinflação e ainda não se firmou no país a cultura do planejamento para o longo prazo. Precisamos retomar isso, para que seja possível definir o a vocação e o destino de cada cidade e da região — afirma.

 Sem partidarismo

Mauro explica que a proposta é criar um conselho de desenvolvimento, como na experiência de Maringá, independente de partidos políticos ou governantes.

— Esse conselho define um plano, que forma uma coluna vertebral para ações de governo, que serão cobradas pela sociedade organizada. São propostas suprapartidárias, elaboradas por representantes da sociedade organizada e por entidades de cunho técnico e reconhecido conhecimento, que transcendem projetos de grupos políticos, voltados para mandatos. Na prática, esses projetos de longo prazo criam metas estruturantes que cada governante colabora para atingir, evitando descontinuidade de iniciativas , aquelas obras que um governo inicia e outro abandona — disse.

 As etapas

Mauro explicou como o plano estratégico será criado:

— O encontro desta quinta-feira (20) representa o início do trabalho e a primeira etapa é a sensibilização da sociedade, que precisa entender o alcance e a necessidade da iniciativa. A partir daí, cria-se uma lista de “apaixonados” pela cidade, que propõem um modelo institucional, uma entidade com estrutura e fonte de recursos independente. Essa instituição será formalizada, com a elaboração de estatutos e regimento interno próprios. A partir daí, é desejável, embora não obrigatório, que a instituição seja reconhecida em lei, formalizando um conselho de desenvolvimento. Depois disso, começa a operação, em que os integrantes do conselho escolhem seus gestores e definem um calendário de reuniões, nas quais será criado o planejamento estratégico de longo prazo — explica o empresário.


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