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Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda uso de máscara por menores de dois anos

Matéria publicada em 4 de junho de 2020, 21:13 horas

 


Pais devem ficar atentos para que as crianças não sufoquem e com relação aos hábitos de higiene devem ter atenção quanto a irritação pelo uso de álcool em gel

Foto: Ilustrativa Pais devem ficar atentos ao uso das máscaras pelas crianças
(Foto: Ilustrativa)

Barra Mansa– Com a pandemia do novo coronavírus, o uso da máscara se tornou obrigatório em todo o estado do Rio de Janeiro. Há várias regras para o uso como cobrir nariz e boca, ser individual e muitas outras. Porém quando se trata de crianças, as regras são um pouco diferentes e os cuidados devem ser redobrados. O DIÁRIO DO VALE conversou com a pediatra e pneumologista infantil Suellen Silva, que esclareceu vários pontos sobre a proteção das crianças.
– As máscaras para crianças precisam ser de tamanho adequado para cada faixa etária de maneira a cobrir totalmente boca e nariz, estar bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais. A recomendação é que as máscaras caseiras tenham duas camadas de tecido (dupla face) – explicou a médica, acrescentando que as crianças menores de dois não devem utilizar o acessório.
– A Sociedade Brasileira de Pediatria recomendado o uso das máscaras para todas as crianças acima de dois anos de idade. Com relação aos menores, eles não devem usar a máscara, pois aumenta o risco de sufocação. As crianças maiores, caso estejam com dificuldade em respirar, elas mesmo possuem a capacidade de retirar a máscara diminuindo muito a chance de sufocação – alertou.
Por estarmos em um momento em que ainda não há medicamento e vacina que combatam a Covid-19, a recomendação das autoridades de saúde é o isolamento social, evitar aglomerações e sair de casa somente quando necessário e com devidos cuidados.
– Ao sair de casa os pais e crianças devem usar a todo o momento máscara de proteção, manter distância mínima de dois metros de outras pessoas, evitar tocar em objetos no trajeto, não tocar em olhos, boca e nariz. A máscara deve ser trocada a cada duas horas ou quando perceber que está úmida. Ao chegar em casa tomar todos os cuidados em lavagem das roupas, máscara e tomar banho em seguida – reforçou.
Além das máscaras de tecido, as máscaras em plástico transparente também estão sendo utilizadas, mas a médica Suellen faz um alerta sobre a sua utilização.
– Principalmente para as crianças que não podem usar máscaras (menores de dois anos) está sendo comercializada uma máscara tipo viseira, também chamada de ‘face shild’, porém até o momento não existe comprovação de evidência de proteção ou mesmo estudos sobre riscos e benefícios do uso deste tipo de acessório. Por isso a recomendação para crianças acima de dois anos continua sendo o uso de máscara de tecido cobrindo boca e nariz – explicou.
O momento é de adequação, pois à volta a rotina terá um ‘novo normal’, seguindo regras de distanciamento e reforçando os hábitos de higiene. De acordo com a pediatra, este período é essencial para a adaptação.
– Este período em casa é fundamental para a família ensinar as crianças e adolescentes a usarem a máscara de maneira correta, lavagem das mãos com frequência, etiqueta respiratória (espirrar ou tossir no braço ou cotovelo, nunca nas mãos), não tocar boca, nariz e olhos. Para as crianças que não se adaptaram ou tem medo de usar, estimular o uso dentro de casa, fazendo brincadeiras, conversando para o momento em que voltarem as aulas estarem já adaptados ao uso da máscara – pontuou.
Além do uso das máscaras, atos de higiene, como a lavagem das mãos e uso de álcool em gel 70% já entraram para a ‘nova norma’, mas o uso dos produtos deve ser acompanhado e qualquer alteração deve-se procurar ajuda de um especialista.
– Algumas crianças podem sim evoluir com irritação na pele ou até mesmo queixas respiratórias devido ao contato com o álcool em gel. Nesses casos deverá entrar em contato imediato com o seu pediatra. Lembrando que a lavagem das mãos com água e sabão também é uma medida eficaz e será recomendada nesses casos – finalizou.

Por Amanda Teixeira

 


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