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Vigilância Ambiental de Itatiaia monitora macacos pela febre amarela

Matéria publicada em 15 de março de 2017, 19:19 horas

 


Objetivo é conscientizar a população caso percebam algo diferente nos primatas; animais são indicadores para o controle do vírus

Febre amarela: Segundo bióloga Daniele Brasão, macacos não transmitem febre amarela para o homem e nem são responsáveis pela propagação (Foto: Divulgação/PMI)

Febre amarela: Segundo bióloga Daniele Brasão, macacos não transmitem febre amarela para o homem e nem são responsáveis pela propagação (Foto: Divulgação/PMI)

Itatiaia – Mesmo sem registros e sem classificação de alerta ou risco de febre amarela em macacos na cidade, a Divisão de Zoonoses de Itatiaia delimitou uma área na divisa da cidade e fará uma ação preventiva de monitoramento dos animais. O objetivo da ação é conscientizar a população para entrar em contato quando perceber algo diferente com os macacos.

– Itatiaia não tem registro de morte de primatas, não tem caso confirmado de febre amarela e está atuando de forma preventiva seguindo protocolos e orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde – explicou Daniele Brasão, bióloga da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

Em Itatiaia essa ação já acontece e só será intensificada devido ao surto da doença em Minas Gerais, que faz fronteira com o estado do Rio de Janeiro. Visando o sucesso da operação, a prefeitura contará com o apoio da AEDB (Associação Educacional Dom Bosco) e do Parque Nacional do Itatiaia.

– Essa parceria entre todas as esferas do setor público e privado são de suma importância para o sucesso do trabalho. Nesse caso da febre amarela a comunicação precisa ser rápida e eficaz, porém é importante ressaltar para a população que não há nenhum caso em Itatiaia e esse é apenas um trabalho preventivo. Nossa equipe do parque já está orientada para observar os primatas e captar as informações vindas dos visitantes – destacou o diretor do Parque Nacional do Itatiaia, Gustavo Tomzhiski.

Os macacos também são vítimas da doença, eles não transmitem a febre amarela para o homem e nem são responsáveis pela propagação da doença. Quem transmite o vírus são as fêmeas de mosquitos que vivem em área de mata. Esses mosquitos precisam se alimentar de sangue para sobreviver e colocar seus ovos. Como costumam viver nas copas das árvores, onde também vivem os macacos, acabam se alimentando do sangue desses animais. Uma fêmea de mosquito infectada com o vírus, ao picar um macaco, acaba transmitindo o vírus ao animal, que adoece.

– Os primatas se comportam como sentinelas, ou seja, eles sinalizam a presença do vírus e por adoecerem primeiro fornecerem informações valiosas sobre a circulação do vírus em um determinado local. Matar o macaco não resolverá o problema, por isso reforçamos que o correto é avisar a Zoonoses caso o munícipe perceba algo de diferente com o animal que sempre está próximo de sua residência. Uma vez identificados os eventos, o serviço de saúde coletará amostra para laboratório e avaliará, por exemplo, se as populações de primatas da região ainda são visíveis e estão integrados – ressaltou a bióloga Daniele.

A Divisão de Zoonoses funciona junto à Vigilância Ambiental na Avenida dos Expedicionários, 425, Centro, Itatiaia. O telefone para contato é o (24) 3352-4243.

Saiba mais: Estado do Rio confirma primeira morte por febre amarela


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2 comentários

  1. Avatar

    Eles não transmite, mas transmitem para o Aedes egipt se estiverem contaminados e esse aedes contaminado trás a febre amarela urbana.

  2. Avatar
    Meu nome é Zé Pequeno!

    Os macacos são tão vítimas como nós seres humanos e a doença – febre amarela – é transmitida por um mosquito silvestre (o chamado vetor) .
    A população deve apenas relatar às autoridades se encontrarem um macaco morto para verificarem se o animal morreu de causa natural ou infectado porque algumas pessoas estão judiando e matando os animais.
    A natureza agradece!

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