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‘AAA’ só na pilha palito

Matéria publicada em 9 de dezembro de 2018, 06:00 horas

 


ONGs ressuscitam ideia de internacionalizar a soberania sobre parte da Amazônia e levam ‘fora’ do presidente eleito

Alguns dos leitores devem se lembrar de uma entrevista dada recentemente pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, em que ele afirma ter influído na decisão do governo brasileiro de não sediar a próxima Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Bolsonaro, segundo noticiado por diversos veículos, entre eles a Agência Brasil, do governo federal, explicou o motivo da recusa:

“Houve participação minha nessa decisão. Ao nosso futuro ministro [Ernesto Araújo, indicado para o Ministério das Relações Exteriores], eu recomendei para que evitasse a realização desse evento aqui no Brasil. Até porque, eu peço que vocês [jornalistas] nos ajudem, está em jogo o Triplo A. Esse acordo, que é uma grande faixa, que pega a [Cordilheira dos] Andes, Amazônia, Atlântico, de 136 milhões de hectares, ao longo da calha dos rios Solimões e Amazonas, que poderá fazer com que percamos nossa soberania nessa área. Se isso for o contrapeso, nós teremos uma posição que pode contrariar muita gente, mas vai estar de acordo com o pensamento nacional. Então, não quero anunciar uma possível ruptura dentro do Brasil, além dos custos, que seriam, no meu entender, bastante exagerados tendo em vista o déficit que temos no momento”, disse o presidente eleito. (Trecho da reportagem de Pedro Rafael Vilela para a Agência Brasil).

Organizações ambientais afirmam que não é bem assim, que o tal Triplo A não faz parte da agenda do encontro marcado para o ano que vem, e podem até estar certas. Mas que tem ambientalista defendendo a tese, tem: montar um corredor de “proteção ambiental” do Atlântico até a Cordilheira dos Andes, dificultando ainda mais o que já é complicado: a exploração econômica da Amazônia brasileira.

Em 2015, Bolsonaro já criticava a proposta do ‘Triplo A’

Menos poder aos ecologistas

 

A atitude de Bolsonaro está de acordo com a posição de seu colega americano, Donald Trump, que também anda tirando um pouco da “moral” dos ecologistas.

Uma das questões que vêm sendo colocadas por Trump diz respeito à relação causa-efeito entre a atividade humana e as mudanças climáticas. O presidente dos EUA questiona firmemente o aquecimento global e a responsabilidade da atividade humana no caso.

 

Questionamento no DIÁRIO DO VALE

 

O presidente do DIÁRIO DO VALE, jornalista Aurélio Paiva, também questionou o chamado aquecimento global. Em fevereiro de 2015, ele mostrava uma alteração nos dados colhidos pela Nasa sobre as temperaturas do Brasil e teve suas deduções confirmadas por Luiz Carlos Baldicero Molion, um meteorologista brasileiro, professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas. É também representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM).  Molion é um dos cientistas brasileiros que mais criticam a manipulação de dados em favor da tese do aquecimento global catastrófico causado pelo homem.

Aurélio enviou a ele os dados que descobriu no site da NASA. A avaliação  do cientista vem a seguir:

“Prezado Aurélio,

 

 Você está certíssimo! Na tentativa de “provar o improvável”, a NASA, assim como o Met Office Inglês, aplicam “correções” aos dados de temperatura para justificar a hipótese absurda do aquecimento global.  O método científico se baseia em:

 

 Escolhe-se uma hipótese de trabalho;

 

Fazem-se experimentos, coletam-se a analisam-se os dados obtidos;

Verifica-se se os resultados obtidos confirmam a hipótese de trabalho;

Se não confirmam, a hipótese está errada e deve ser abandonada.

No caso da “ciência do aquecimento global antropogênico”, como já se sabe os resultados que se quer obter, “ajustam-se” os dados observados para eles ficarem de “conformidade com a hipótese”. Isso é não é Ciência. Isso é crime, bandidagem!   Por que essas instituições governamentais insistem no aquecimento global? Simplesmente para justificarem ter mais verbas para suas pesquisas. Maquiavélico: os fins justificam os meios!

Na realidade, sabemos que a temperatura média global está estável há 18 anos, apesar de as concentrações de CO2 terem aumentado em 10% nesse período. A tendência do clima dos próximos 10 a 15 anos é resfriar, como já aconteceu no passado.

No intervalo entre 1946-1976, o Pacífico tropical ficou um pouco mais frio. No sul e sudeste do Brasil, tivemos chuvas abaixo da média de longo tempo, os invernos, em média, foram mais rigorosos e a frequência de geadas aumentou, causando danos à agricultura e à economia, de maneira geral, que, naquela época, era de pequena escala. É importante lembrar a geada severa de julho de 1975, que fechou esse ciclo e erradicou o cultivo do café no oeste do Paraná. O Pacífico se aqueceu entre 1976-1998, choveu mais e os invernos foram mais amenos.

A partir de 1999, o Pacífico vem sofrendo uma nova mudança que, aparentemente, não é tão severa como a de 1946-1976, mas que já está provocando impactos negativos, como secas no Sudeste e invernos mais frios. A chamada Oscilação Decadal do Pacífico (ODP) tem um ciclo de 50-60 anos em que o Pacífico permanece ligeiramente aquecido, com maior frequência de El Niños, durante 25-30 anos e, depois, resfria durante 25-30 anos.

Como a atmosfera é aquecida por baixo, ar em contato com a superfície, e os oceanos constituem 71% da superfície terrestre, quando a temperatura da superfície dos oceanos muda, o clima muda. Perfeitamente natural!”


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9 comentários

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    Sergio Araujo de Castro

    Nosso futuro presidente está bastante comprometido com a indústria do agro negócio e de armas, isto é de conhecimento de todos portanto está claro que qualquer medida comtro essas duas indústrias ele irá tentar desestabilizar e a legislação brasileira impede abusos destas indústrias. Tudo é um jogo de interresses nos só pagamos o pato. Nos próximos anos os ambientalistas sérios vão ser massacrados para o avanço de uma indústria que sem contrile do estado só trás prejuízos ao meio ambientes. Vejam o que acontece no clima de São Paulo.

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    Milhares de cientistas dizendo o contrário pelo mundo, a imensa maioria estudando e comprovando a teoria do aquecimento global e me vem esse abençoado querendo provar o ponto dele com uma opinião de apenas um meteorologista. Se depender da opinião de uma pessoa só a gente prova qualquer ponto de vista, deixe de ser parcial e mal intencionado.

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    Não vou falar de Jair Bolsonaro. Vou falar somente do texto. Não há qualquer concatenação entre os assuntos. Triplo A e o remendo feito com a resposta sobre o o questionamento do aquecimento global.
    Típico texto apenas para cumprir tabela – ou fechar página.

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    Para quem tiver curiosidade, procurem e leiam o documento final do “Acordo de Paris” não faz qualquer menção a esse “Triplo A”. Nem este termo e nem as palavras Andes, Atlântico e Amazônia aparecem no documento.

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    A fumaça de VR está deixando Gugu enrustidinho dentinho.

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    O que Jair Bolsonaro quer?! Agilizar… em certa forma ele tem razão, pois essa estória de “criar dificuldade para vender facilidade” é antiga, né?! Há vários projetos no Brasil impedidos, exatamente, por falta de licença ambiental… É isso que quer Jair Bolsonaro… É bom Jair acostumando, pois isso foi aprovado nas urnas… O debate foi feito durante as eleições…
    Os ambientalistas fazem uso da causa popular para alimentar ONGs! Tem gente pendurada em cabide deempregoque tá dizendo que tá defendendo o planeta contra as pessoas que querem desmatar a floresta…. Tem militantes petistas… Tem cabide de emprego!!! Como eu já escrevi aqui no DV, vamos para de acreditar que só porque a causa é bonita: defesa da natureza, defesa da ecologia, eu não estou pregando isso não… Acontece que na área política, muitas causas populares elas são usadas paraencobrir certas atitudes muito menos nobres!!!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…

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      Seu presidente bozo quer afrouxar o licenciamento ambiental pois tem dívida de campanha com empresários atolados de passivo ambiental e multas. Só existe a “indústria da multa” porque existe o empresário que não respeita a legislação ambiental. Olha VR a CSN sempre protela a remediação de áreas contaminadas e o pagamemto de multas e pagamos com nossa saúde o lucro da empresa. E nas raras audiências ao invés dela mandar um engenheiro ambiental ou biólogo ela envia um advogado para protelar na forma da lei. E eis que o bozonaro usa do mesmo expediente e nomeia um advogado para o ministério do meio ambiente que não entende nada de manejo florestal, manejo de bacia, inventário ambiental… Melhor jair acostumando engolir fumaça gugu.

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    Em 2007 o IPCC Intergovernmental Panel on Climate Change ganhou o Prêmio Nobel da Paz com pesquisas comprovando o efeito das emissões de gases de atividades antrópicas no clima. A ONU utiliza os relatórios do IPCC como referência para estabelecer metas mundiais contra o desmatamento, queimadas e emissões de gases indústriais e automotivos. É brabo um jornalista ouvir apenas um cientista e pregar como verdade que não há relação entre a atividade antrópica e o clima. Soa como um outro artigo sem pé e se cabeça afirmando que a montanha de escória a poucos metros do Paraíba era inérte. Tanto não era que a decisão judicial (baseada em relatórios de peritos ambientais e judiciais) determinou a remoção dos rejeitos..

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    Toco cru pegando fogo

    São Paulo era terra da garoa,hoje ou é das tempestades ou da seca, períodos de seca prolongados e chuvas torrenciais, às vezes chegando a mais de 100 mm ,fora tornados que atingiram a região sul esse conjunto para os incautos são fatos isolados, querem continuar devastando florestas e não fiscalizar as fontes poluentes ,tudo em nome do estado liberal.

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