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E ainda querem ser levados a sério…

Matéria publicada em 9 de junho de 2019, 16:14 horas

 


Maníacos pelo ‘politicamente correto’ erram feio ao defender ‘modelo’ que acusa Neymar e empregos na Sul Fluminense

Neymar acabou atraindo simpatia da maioria após acusação de estupro feita por ‘modelo’

Expulsas do protagonismo político pela derrota da esquerda em 2018, as patrulhas do “politicamente correto” estão se refugiando nas redes sociais, onde tentam recuperar a atenção das pessoas para suas bandeiras, mesmo quando caem no exagero para manter seu posicionamento diante de um fato.

Recentemente, dois fatos demonstraram essa tese: um de alcance internacional e um de alcance local. O fato que gerou notícias em todo o Brasil e em outros países foi a história da “modelo” que se disse estuprada pelo jogador Neymar. O fato local foi a declaração de nulidade da concessão da empresa de ônibus Viação Sul Fluminense pelo prefeito de Volta Redonda, Samuca  Silva.

Nos dois casos, os autodeclarados defensores dos “fracos e oprimidos” acabaram metendo os pés pelas mãos, tamanha a sua vontade de mostrarem que são boas pessoas, preocupadas com os menos favorecidos e tentando tocar o coração da classe média “individualista e retrógrada”.

O modo de agir

Esse pessoal geralmente apela para o sentimento de comiseração das pessoas e tentam transformá-lo em empatia.

Explico: comiseração é o que se sente quando vemos alguém sofrendo. Ver uma criança subnutrida procurando comida no lixo nos desperta comiseração pela situação em que ela se encontra, mas (felizmente) estamos distantes dessa realidade. Normalmente, achamos um absurdo, ficamos tristes, mas raramente tomamos alguma ação concreta, embora aqueles comerciais dos “Médicos sem Fronteiras” costumem levar as pessoas a doarem.

Já empatia ocorre quando assumimos como nosso o sentimento do outro, diante de uma adversidade. Pode ocorrer, por exemplo, quando vemos cenas com vítimas de desastres naturais. Pensamos “podia ser comigo, e se fosse, eu gostaria de ser ajudado”. Aí, ajudamos. Basta cair uma chuva forte ou uma barragem se romper em algum lugar que as pessoas se mostram solidárias.

Agora, vamos ver como as patrulhas politicamente corretas tentaram aplicar isso aos casos Neymar e Sul Fluminense.

Caso Neymar

Bastou a suposta “modelo” apresentar uma queixa de estupro contra um jogador de futebol internacionalmente conhecido para as divas do politicamente correto brandirem a suposição de que a palavra da mulher, num caso desses, tem sempre de ser tomada como verdade e que, não importa se a “vítima” viajou a convite do suspeito, depois de literalmente se oferecer para ele. Não é não.

A segunda parte é correta: se a mulher disser “não”, independente da situação, o homem “tira o time de campo”.  Mas as contradições da suposta vítima, que ainda tentou “armar” um flagrante contra o jogador, chamando-o para um segundo encontro e iniciando agressões para que ele reagisse, jogam por terra a credibilidade dela.

A insistência das patrulhas do politicamente correto em defendê-la só desgasta a credibilidade das vítimas autênticas. A falha foi tentar despertar a empatia das mulheres. A maioria delas não concorda com a atitude “oferecida” da moça e ainda acha que ela foi ingrata, depois de ter sido levada a Paris com todas as despesas pagas pelo atleta.

Resultado é que as redes sociais estão mostrando uma maioria de posicionamentos a favor do jogador. E os patrulheiros ainda se esqueceram de um detalhe, que atinge fundo o inconsciente coletivo: trata-se de uma mulher loira acusando de agressão sexual um não-branco. Talvez eles tenham se esquecido porque o não-branco em questão é famoso e rico. Ou talvez para eles posição social seja mais importante que raça, apesar dos discursos.

BTW: O colunista não é fã de futebol, e, nas poucas ocasiões em que viu Neymar, achou-o um bom jogador, mas anos-luz atrás de Messi e Cristiano Ronaldo.

O caso ‘Sul Fluminense’

No dia 10 de maio, o prefeito Samuca Silva anunciou que decretara a caducidade da concessão da Viação Sul Fluminense e anunciou duas providências: uma, que licitaria 21 linhas operadas pela empresa; outra, que as dez linhas campeãs de reclamações sob a responsabilidade da empresa seriam repassadas para as outras três empresas que atuam no transporte coletivo da cidade.

Nesse caso, a patrulha politicamente correta tentou agir na suposta defesa dos empregos dos rodoviários da Sul Fluminense, embora tivesse ficado claro desde o início que a prefeitura procuraria garantir que os trabalhadores fossem aproveitados pelas empresas que a sucedessem.

O objetivo era fazer com que o medo do desemprego (infelizmente algo muito presente na atualidade) comovesse o público. Só os empregados da Sul Fluminense e o sindicato da categoria se opuseram à medida do prefeito.

Foram eles que lotaram o plenário da Câmara Municipal na tentativa de reverter a decisão de Samuca.

Mas basta acompanhar os posts sobre o assunto nas redes sociais para ver que a população dá mais valor a um serviço de qualidade do que à argumentação sobre os empregos. Atualmente o caso está meio morno, com a expectativa sobre uma possível reversão de uma medida judicial que suspendeu a decisão do prefeito.


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4 comentários

  1. Avatar

    Lula tá preso babaca.
    Zé Dirceu e Cunha também.
    Cabral e.outros Petista também.
    Em breve a Kreise também estará em cana. A esquerda pira.

  2. Avatar
    José Carlos de Assis

    Engraçado toda vez que leio este colunista me faz notar seu viés politico, não votei no seu candidato, todos somos livres de escolher, seu candidato não nos diz respeito, nós brasileiros não nos interessa esquerda ou direita, queremos é respeito e bons governantes e empregos tal key, parem de olhar no retrovisor, porque temos um novo presidente, só que ele não tomou posse ainda está nas redes sociais fazendo propaganda politica e enquanto isto 13 milhões de desempregados, e a pobreza aumentado.

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    O colunista, infelizmente, assume o seu lado coxinha, ao associar a esquerda como defensora de pessoas menores, como a mulher idiota que, para levar vantagem, se envolveu com um boçal, jogadorzinho de merda, que ganha altos salários por fazer parte da estratégia capitalista mundial de lavagem de dinheiro. Com certeza, todos os três, o mau-caráter, a pilantra e o colunista votaram no Bolsonaro e tem o Conjo Moro, mafioso agora desmascarado, como ídolo. Conhecemos bem esse tipo de gente.

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    Pois é! Para ficar mais convincente apelaram até para um vereador e deputado estadual defensores da empresa.

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