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Formas diferentes de liderar

Matéria publicada em 14 de abril de 2019, 13:48 horas

 


Prefeitos de Volta Redonda e Barra Mansa mostram estilos diferentes ao lidarem com as consequências da tempestade de domingo passado

 

Algumas pessoas acham mais importante atacar políticos do que se engajar na recuperação da cidade
(Foto: Secom VR)

A tempestade que atingiu Volta Redonda e Barra Mansa no domingo, dia 7de abril, causou muitos problemas. Um deles foi um deslizamento de terra que interditou completamente um trecho da Via Sérgio Braga, que liga Barra Mansa a Volta Redonda. Outro foi um banho de lama na Vila Santa Cecília, importante centro comercial e bairro com um charme todo especial em Volta Redonda.

E aí é que aparecem as diferenças entre os estilos de liderança de Samuca Silva, prefeito de Volta Redonda e Rodrigo Drable, prefeito de Barra Mansa. O primeiro visitou a Vila Santa Cecília, viu de perto a situação e voltou para a prefeitura, enquanto o segundo foi ao local onde equipes da prefeitura trabalhavam para remover a terra da Via Sérgio Braga, pegou uma pá e trabalhou junto com o pessoal.

Os dois receberam críticas.

De Samuca, disseram que ele só passou pelo local para “fazer média”  e nem sujou os sapatos. Também foi injusto: o prefeito foi ver a situação pessoalmente, até porque isso ajuda muito no processo de tomada de decisões.

Em seu gabinete, administrando não só o que acontecia na Vila Santa Cecília, mas em toda a cidade, o prefeito de Volta Redonda fez aquilo que se propôs fazer desde a campanha: gestão.

É o estilo do general que procura ter a visão geral do combate para então dar as ordens de movimentação das tropas.

De Rodrigo, disseram que a atitude foi demagógica e que ele apenas “posou para as fotos” – o que, por sinal, não é verdade: o prefeito pegou pra valer no pesado. Ele preferiu ser um motivador: sua presença junto a uma equipe de limpeza, fazendo trabalho braçal junto com eles, teve o efeito de incentivar o pessoal a se esforçar mais.

É a atitude do comandante que gosta de ir para o campo de batalha junto com a tropa.

As atitudes dos dois refletem estilos diferentes de administrar.  Não quer dizer que um esteja certo e o outro, errado.

O problema das oposições raivosas

O Brasil inteiro parece ter decidido que as disputas eleitorais não terminam com o resultado da eleição. Oposições sempre existiram e são um item essencial à democracia.

Mas mesmo o ataque cerrado, constante, de uma oposição ferrenha, precisa ter uma trégua quando uma situação excepcional atinge a cidade, o estado ou o país.

E o que se viu depois de uma chuva muito intensa em Volta Redonda e Barra Mansa foi integrantes raivosos de oposição fazendo questão de usar a questão climática como arma política.

Em situações como essas, o mais correto é a população toda se unir, independente de posicionamento político, religioso ou outro qualquer.

Vale se unir a mutirões de limpeza, doar alimentos, roupas, utensílios domésticos… o que for possível.

Opinar sobre o governo, contra ou a favor, é parte do jogo democrático. Agora, tentar usar uma situação que beira a tragédia para fazer política, sem fazer nada pelas pessoas, só depõe contra quem toma esse tipo de atitude.

Faz a gente pensar que, se um inimigo externo nos atacasse, dependendo de quem fosse, teria brasileiro ajudando o invasor.


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8 comentários

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    Artigo muito objetivo e abrangente! A maioria das pessoas nada faz, além de criticar; parabéns aos dois prefeitos, cada um à sua maneira, participando da recuperação de nossas cidades. Aos críticos de plantão, deixo um recado: construam em vez de espalhar palavras malditas!

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    Em primeiro lugar quero dizer que não sou viúva do Neto e também nunca tive BOCA na Prefeitura. A diferença que vejo entre um e outro, é que Neto reconhecia que era limitado e com isso colocou nos cargos chave gente COMPETENTE. Os amigos receberam cargos digamos.menos complicados. Com isso tocou a Prefeitura. Já o gestor Samuca colocou cada BARANGA nos referidos cargos e deu no que aí está.

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    O bolsonaro é um presidente militar que não aprendeu o mínimo de liderança na Academia. Não se porta como um gestor, um estrategista ou um motivador. Não tem capacidade de formular idéias ou expor opiniões sem remeter-se ao PT. Em 30 anos na política não aprendeu que política é a arte de administrar conflitos ainda mais em um país de dimensão continental e não de criar mal estar internacional e confusão com os outros poderes e a imprensa.

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      O Bolsonaro foi no dia seguinte visitar Brumadinho quando houve o rompimento da barragem, já a tua presidenta Dilma Roussef levou uma semana para visitar Mariana! São dois líderes diferentes, mas você prefere a “grande líder” Dilma Roussef!!!
      O que dizer da escolha do “Mico”?!!!
      Como diria Albert Einstein: “Há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana…”.

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    Pagador de impostos

    Acho que a questão não é apenas da manifestação de opositores (raivosos ou não). Isso tem também, e muito, diga se de passagem. Afinal, em tempos de internet e mídias sociais, todo mundo fica se coçando para emitir a sua opinião (sem juízo de valor aqui, vale ressaltar, de minha parte). Acho que a crítica maior no caso de Barra Mansa, é que o histórico de nossos políticos não os ajuda nesses casos. Não é prática corrente ou frequente de nossas “incelências” visitarem a cidade para ver de perto os seus problemas, seja em caso de calamidades ou não. Via de regra, eles só aparecem em véspera de eleição ou em inaugurações. Exemplo recente : Alguém viu o Sinuca andando de ônibus novamente ? Ninguém quer obrigar o prefeito a andar de ônibus, mas como acreditar na sinceridade ou na boa vontade dele nesse quesito ? Soa sim e parece sim, demagogia para a população.

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    Todos amigos do Neto estão presos ou respondendo umas besterinhas ,por que será?

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    O líder que não sabe o COMO FAZER o que cada liderado está fazendo (pegando na pá) não tem condições de liderar ninguém. Os liderados não o considerarão um líder legítimo, mas sim um incentivador que depende muito da voz de comando para obter sucessos. O ex-prefeito Neto fazia isso muito bem. Até eu ficava apaixonado por suas palavras, mas dava uns tapas na cabeça para dissipar, e votava ao normal rapidinho. kkkkk

    Líder é aquele que lidera. Toma a frente das situações. Aquele que puxa os liderados. Para mostrar o caminho tem de estar na frente dos liderados. Estando atrás da tropa vai fazer com que os liderados olhem para trás ou se foquem no comando que vem de trás podendo perder a noção dos desafios a frente.

    Como os servidores de VR devem ter se sentido com o “denominado aqui” líder Samuca se ele nem sujou os sapatos (e nem passou o barro para aparecer sujo, incluindo o sapato do assessor que segura o seu paletó). VAI VENDO eles absorveram e tiveram de aceitar a obrigação de pegar na pá na frente do prefeito para não perderem o emprego e fim de papo. O tal líder vira as costas e tudo volta como antes. Não houve qualquer desenvolvimento de suas ações.

    Nesse caso eu considero o Samuca um administrador. Aquele que observa a situação para planejar ações. Ao contrário do RD que diante da necessidade urgente preferiu não perder tempo com planejamento para tirar o barro do caminho (se bem que isso aconteceu, pois tinha soldados do tiro de guerra ajudando). Um dia depois eu não vi ninguém reclamando do barro, da estrada ou do RD. Ao contrário do samuca com dois ou três defendendo que as ruas de VR já estavam limpas e muitos dizendo que não. (eu leio todos os comentaristas)

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    Oposição reza para o “quanto pior, melhor”, para receber como dádiva dividendos eleitorais nas próximas eleições, ainda que, e exatamente por isso, às custas de uma situação desastrosa para o povo, seja a nível municipal, estadual ou federal…

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