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A dois meses da Black Friday, consumidores devem dar início a pesquisa de preços

Matéria publicada em 25 de setembro de 2016, 17:14 horas

 


Esperado é que as vendas no Dia Mundial dos Descontos este ano aumentem de 20% a 30% em comparação a última edição (foto: Fotos Públicas)

Esperado é que as vendas no Dia Mundial dos Descontos este ano aumentem de 20% a 30% em comparação a última edição (foto: Fotos Públicas)

Volta Redonda – Como as tradicionais datas que dão um “up” no comércio não atingiram a expectativa dos varejistas este ano, o “plano B” é apostar na Black Friday. Os consumidores querem vantagens e não estão mais tão dispostos a sacrifícios financeiros para presentear. A importação ao nosso calendário do dia D para as compras, pouco a pouco conquista os brasileiros e prevê superar as vendas em função do Dia das Mães, perdendo só para o Natal. É o que aponta a recente pesquisa de intenção de compra encomendada pelo Google Brasil.

A dois meses da quarta sexta-feira de novembro, dia 25, que promete descontos de até 80%, grandes sites do varejo se antecipam com cadastro de clientes. E, para não cair em armadilhas, é preciso dar início às pesquisas desde já, como orienta o advogado João Silveira Neto, coordenador do Procon de Volta Redonda. “Pesquisar com antecedência é importantíssimo para não se iludir com um preço que parece ter excelente desconto, mas na verdade está mascarado”, previne o especialista em Defesa do Consumidor, que alerta também sobre os cuidados com compras pela internet.

– O primeiro alerta, antes de tudo, é o cuidado para verificar se o site é daquela empresa mesmo. O consumidor deve procurar no site o CNPJ, o endereço físico e telefone. Se o site não tem CNPJ é depreciativo e não tem respaldo para depois reclamar e processar. Em segundo lugar, o consumidor não deve se iludir com os grandes descontos anunciados. Esse tipo de promoção tem preço bom, mas é necessário ficar sempre atento. Comprar um notebook, por exemplo, no valor de mil reais é uma fria. O comércio vive de peça de reposição, tem que comprar o estoque de volta, e se o preço estiver muito discrepante, deve desconfiar – ressalta.

Outra atenção que o consumidor deve ter ao fazer compras na internet, principalmente em uma data como a Black Friday, em que é preciso ser ágil para que o estoque de um produto disputado não acabe, é na escolha pela forma de pagamento. De acordo com o especialista, a preferência deve ser pelo parcelamento, pois é uma maneira mais fácil de desistir da compra caso haja algum problema com o produto, ao contrário do boleto à vista, conforme ampara o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.

A expectativa pelo evento comercial deve fazer com que as compras do Natal este ano sejam adiantadas, diferente do costume habitual do brasileiro, como é o caso da professora Beatriz Soares Peixoto, que já prepara a lista. “Consumidora ponderada”, como ela mesma se define, Beatriz pretende comprar apenas o necessário e está esperançosa por bons descontos no ramo de eletrônicos.

– No ano passado cheguei a comprar algumas coisas na Black Friday como teste, pela primeira vez, e não tive nenhum problema. E durante este ano, como estava tudo muito caro, segurei para trocar de celular no fim do ano, com bons descontos, mas pretendo me controlar – afirmou a professora que sempre compra produtos pela internet e segue à risca dicas de segurança para não cair em golpes ou correr o risco de ter o cartão clonado.

Entre as indicações para o fornecimento de dados sigilosos de movimentação bancária na internet é a de inserir a senha errada no campo solicitado. Segundo o coordenador do Procon de Volta Redonda, este é um macete eficaz para saber se o site é seguro. “Se o site for legítimo vai informar que a senha está errada. Caso contrário, o site vai pedir cada vez mais informações, como em trotes por telefone pedindo resgate para suposto sequestro”, alerta João Silveira, que indica ainda a pesquisa sobre a reputação da empresa em sites como o Reclame Aqui ou mesmo no do Tribunal de Justiça.

Aumento de até 30%

Em relação ao ano passado, o esperado é que as vendas no Dia Mundial dos Descontos este ano aumentem de 20% a 30% em comparação a última edição, um valor entre R$1,9 bilhão e R$2,1 bilhões, ainda segundo a pesquisa divulgada pelo Google Brasil. No ano passado, as vendas totalizaram R$1,53 bilhão, superando em 76% do registrado em 2014 – R$ 872 milhões. Como os eletrônicos são os mais procurados, o estimado é que no dia 25 de novembro, cerca de dois mil sites vão fazer promoções.

Por Libânia Nogueira

 


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Um comentário

  1. Será que irão majorar os preços novamente??

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