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Aumenta confiança dos industriais fluminenses

Matéria publicada em 16 de outubro de 2019, 21:04 horas

 


Pesquisa feita pela Firjan mostra que empresários do setor estão entrando no campo do otimismo

Duarte afirma que industriais veem perspectivas de longo prazo como positivas
(Foto: Firjan)

Rio e Sul Fluminense – A confiança do empresário industrial fluminense avançou em setembro e atingiu 57,7 pontos, devido à aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense, divulgado pela Firjan. A pesquisa varia de zero a cem pontos, com os resultados acima de 50 indicando melhora ou otimismo e abaixo deste valor apontando piora ou pessimismo.
No indicador de condições atuais, a Firjan ressalta, no entanto, que a avaliação dos empresários foi negativa (49,9 pontos) por conta da situação econômica estadual. Já o indicador de perspectivas para os próximos meses atingiu 61,5 pontos, registrando otimismo em relação à economia brasileira, do estado e da própria empresa.
— A perspectiva em longo prazo é positiva, pois vemos disposição do governo em desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios, a exemplo do avanço da reforma da Previdência e o início dos debates da reforma tributária. A Lei da Liberdade Econômica também foi muito positiva para a iniciativa privada — diz o vice-presidente da Firjan, Sérgio Duarte, que também é presidente do Conselho de Economia da Federação.
O empresário também avalia a situação do estado do Rio. “O setor de Petróleo e Gás promete trazer bons resultados até o fim do ano. Entretanto, por ser o estado mais atingido pela crise, que ainda não conseguiu diminuir as taxas de desemprego e nem reajustar o caixa para fazer investimentos, a avaliação do cenário atual ainda é ruim”.
A pesquisa da Firjan avaliou ainda as expectativas dos empresários sobre a demanda por produtos, compra de matéria-prima, exportação e número de empregados, que ficaram positivas. A entidade destaca que o item relativo à contratação de funcionários voltou a ficar positivo depois de seis meses, contudo, coloca que o nível ainda é tímido diante da elevada ociosidade no processo produtivo. Dessa forma, em relação a novos investimentos, os industriais seguiram pessimistas.


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